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Produtores agrícolas brasileiros são reféns de transgênicos

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Foto: Elza Fiúza/ABr
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. Foto: Elza Fiúza/ABr

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, disse ontem (11) que o pacote tecnológico de transgênicos mantém o produtor brasileiro refém da indústrias e que o custo desse tipo de produção tem crescido mais do que o das lavouras convencionais.

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O Lado Escuro do Crescimento Agrícola Brasileiro: Violência, Motim e Pilhagem Ambiental na Amazônia, artigo de Isabella Kenfield

Enquanto a economia brasileira cresce devido ao aumento dos preços das commodities em todo o mundo, ao mesmo tempo cresce os conflitos pela terra na Amazônia – onde a fronteira agrícola está expandindo rapidamente. As vezes, a região parece ingovernável para a administração do Presidente Luís Inácio “Lula” da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT), que enfrentam forte pressão para atender os interesses do agronegócio regional, nacional e internacional.

Desde que ganhou a presidência em 2003, o governo Lula tem estado envolvido num conflito entre seis grandes arrozeiros e 19.000 indígenas numa área de 1,9 milhões de hectares de cerrado e floresta banhada pelo rio Amazonas, chamada Raposa Serra do Sol, em Roraima, o estado mais setentrional, na fronteira com Venezuela e Guiana. Atualmente, o conflito pode provocar uma guerra civil na região.

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Londres inicia um grande projeto de agricultura urbana comunitária

[London begins a major project of community urban agriculture, by Henrique Cortez]

Foto, James Potter: agricultura urbana comunitária em área pública de Londres
Foto, James Potter: agricultura urbana comunitária em área pública de Londres

Esta semana, o prefeito de Londres, Boris Johnson, anunciou um plano para converter mais de 2000 parcelas de terreno em volta da cidade em espaços verdes para o cultivo de alimentos. O projeto vai identificar terras adequadas e prestar apoio aos indivíduos e organizações que desejam cultivar alimentos para si próprios e para comunidade local. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Reino Unido: morte de 2 bilhões de abelhas custará £54 milhões em perdas na economia

[UK: Death of 2 billion bees will cost £ 54 million in losses in the economy, by Henrique Cortez]

Centenas de apicultores, em 5/11, realizaram uma manifestação em Downing Street, sede do governo britânico, para exigir imediata ação governamental. Bilhões de abelhas do Reino Unido já morreram de causas ainda desconhecidas e os apicultores exigem saber por que razão.

Uma em cada três colônias de abelhas foi perdida ao longo do ano passado. Receia-se que não seja possível evitar a perda de dois bilhões de abelhas neste inverno (no hemisfério norte), o que seria uma grande redução da quantidade total destes vitais polinizadores. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Desertificação, a degradação dos solos e a seca ameaçam a produção de alimentos, aumentando a crise global da fome

[Desertification, land degradation and drought threaten the production of food, increasing the global crisis of hunger]

desertificação

A magnitude da crise financeira global ofuscou uma outra crise global, a crise alimentar, que deveria estar no centro das atenções dos governos dos em todo o mundo.

O aumento dos preços dos alimentos, no início deste ano, chegou a desencadear motins e revoltas populares em vários países. Um relatório do Banco Mundial, no ano passado, constatou que 74% dos pobres do mundo pertencem ao setor rural agrícola, que é muito dependente do clima, de terras marginais (áreas agrícolas subtilizadas ou de pequeno valor) e ameaçado por secas. É por isto que os elevados preços dos alimentos, combinado com as secas endêmicas, ameaçam a vida de centenas de milhões de pessoas, especialmente na África. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Plantio direto ajuda no seqüestro de CO2

[Tillage help in CO2 reducing]

Segundo cálculos realizados por universidade no Reino Unido, é possível reduzir danos do efeito estufa em até seis bilhões de toneladas de CO2-equivalente, valendo-se da agricultura mundial

Desenvolver novas espécies de culturas para que resistam às mudanças climáticas é a alternativa apontada por especialistas como a melhor maneira de “mitigar” os impactos provocados pelo aquecimento global. Iniciativas como essa podem contribuir para que a agricultura, até agora uma emissora em potencial de gases de efeito estufa, passe a ser um grande “sumidouro de carbono”. Por Rosangela Capozoli, do Valor Econômico, 28/10/2008.

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Crises mundiais reforçam papel central da agricultura familiar

[Global crises reinforce the central role of family farming]

Produção agrícola familiar
Produção agrícola familiar

A demanda pela produção de gêneros alimentícios e o furacão que chacoalha o mercado financeiro - ligado diretamente ao comércio mundial das commodities - reforçam a relevância da produção familiar para o futuro do país

Primeiro foi a crise dos alimentos, que elevou os preços de gêneros básicos nas prateleiras mundo afora. Depois veio a crise financeira, que abalou o “coração” do capitalismo globalizado e continua atormentando a tábua das marés do chamado “mercado”. Seja pela demanda de aumento da produção familiar ou pela demonstração cabal dos riscos da dependência das commodities agrícolas à roleta especulativa bancária, a conjuntura deste ano contribuiu para reposicionar a agricultura familiar como setor essencial ao equilíbrio nacional, tanto em termos econômicos quanto sociais. Por Antônio Biondi, do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis, na Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Sustainable Agriculture Meeting Food Security Needs, Addressing Climate Change Challenges by Lim Li Ching

Abaixo transcrevemos, no original em inglês, o artigo “Sustainable Agriculture Meeting Food Security Needs, Addressing Climate Change Challenges“, de Lim Li Ching, colaborador senior do Instituto Oakland e especialista em biossegurança da Third World Network, uma ONG internacional baseada na Malásia.

Para traduzir o texto utilize a barra de ferramentas de idiomas, no topo da matéria, logo abaixo do título e, na caixa de opções, selecione o idioma “Português”

Sustainable Agriculture Meeting Food Security Needs, Addressing Climate Change Challenges

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Mato Grosso, Mato Ralo, artigo de Rogério Grassetto Teixeira da Cunha

Um dos principais inimigos da preservação no Mato Grosso é o fato de que toda a política relacionada à produção agropecuária, não apenas dali, mas do próprio Estado brasileiro, vai no sentido oposto, incentivando o crescimento desenfreado da produção. Seria necessário inverter uma lógica que vem dominando o cenário desde muito tempo.


Imagem de arquivo EcoDebate

[Correio da Cidadania] Recentemente, visitei uma feira sobre produtos e serviços para a indústria de processamento de carnes em Chapecó, SC. Entre as dezenas de estandes de empresas do ramo, encontrei um do governo do Mato Grosso, onde a pecuária é um dos pilares da economia (os outros são a agricultura e a extração de madeira) e um dos vetores do desmatamento.

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Soberania alimentar e a agricultura, artigo de João Pedro Stedile e Dom Tomás Balduíno

Atualmente, não mais do que 30 conglomerados transnacionais controlam toda a produção e o comércio agrícola mundial

Em 1960, havia 80 milhões de seres humanos que passavam fome em todo o mundo. Um escândalo! Naquela época, Josué de Castro, que agora completaria 100 anos, marcava posição com suas teses, defendendo que a fome era conseqüência das relações sociais, não resultado de problemas climáticos ou da fertilidade do solo.

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Solo da Amazônia não suporta modelo de agricultura adotado na região


O desmatamento, as queimadas e o avanço da fronteira agrícola têm levado ao desaparecimento de florestas tropicais, acompanhado de acelerados processos de perda de solo e de matéria orgânica.

Apoiar políticas de desenvolvimento sustentável e de proteção dos ecossistemas da Amazônia que visem à reversão do processo de degradação, para uma melhor qualidade de vida na região, é a contribuição da tese de doutorado O seqüestro de carbono e as substâncias húmicas na área de influência da BR-163 (Cuiabá–Santarém), defendida nesta sexta-feira (26/9) por Orlando Paulino da Silva, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Para o autor, que é servidor da Fiocruz Amazônia, o solo da região não suporta o atual modelo de agricultura. Por Ana Paula Gioia, da Agência Fiocruz de Notícias.

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Projeto âmbito global busca plantas à prova de mudanças climáticas


Condições climáticas futuras poderão afetar várias plantas

Um projeto de âmbito global começou a procurar por plantas que tenham características que as ajudem a resistir a mudanças climáticas para, assim, desenvolver colheitas capazes de suportar o aquecimento global. Por Mark Kinver, da BBC News.

Coordenado pela organização Global Crop Diversity Trust, o projeto de US$ 1,5 milhão está realizando buscas em bancos nacionais de sementes para encontrar variedades “à prova do clima” de vários produtos, entre eles milho e arroz.

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Fórum sobre tecnologias sociais visa impulsionar agricultura familiar


Tradicionalmente, quando se fala de agricultura no Brasil, o foco é o agronegócio voltado para exportação, que usa pacotes tecnológicos de transnacionais estrangeiras em grandes propriedades. No entanto, o último censo agropecuário, realizado em 1996, aponta que as pequenas propriedades têm uma significativa colaboração na produção total de alimentos e emprega a grande maioria dos trabalhadores rurais. Por isso, o estímulo às tecnologias sociais, que atendam aos agricultores familiares, é considerado por especialistas como fundamental para o desenvolvimento das pequenas propriedades e da agricultura como um todo. Com o intuito de estimular e ampliar a visibilidade das experiências em inovação sociotécnica para a agricultura familiar existentes no Brasil, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lança o Fórum de Difusão Científica sobre Tecnologia Social, que recebe inscrições até o dia 30 de setembro de 2008. Por Alessandro Piolli, da ComCiência.

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Acesso a terra e à água para o desenvolvimento da agricultura familiar


Painelistas debatem a importância de políticas para o desenvolvimento sustentável do Semi-Árido

O acesso a terra e à água, e as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar foram os destaques do painel Eixos Temáticos para Convivência com o Semi-Árido e as Políticas de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, na tarde do primeiro dia do Encontro Nacional de Convivência com o Semi-Árido: Perspectivas de ATER e Formas de Financiamento. O painel foi formado pelo representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Roberto Malvezzi; pela coordenadora executiva da Articulação no Semi-Árido Brasileiro, Valquíria Lima; e pelo secretário de Agricultura Familiar, Adoniram Peraci. Por Fernanda Cruz, da ASA Brasil, para o EcoDebate.

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A agricultura familiar e o extrativismo do bacuri, artigo de Georgiana Eurides Viana de Carvalho

[Ecodebate] No Maranhão, o extrativismo é uma atividade de fundamental importância para geração de renda e sobrevivência de diversas famílias nas áreas rurais. Como principais produtos, temos o babaçu, com a extração da amêndoa e óleo, e as fruteiras nativas. Dentre essas fruteiras destacamos o açaí, com tradicionais festas e participação na culinária maranhense, o bacuri, o sapoti, o pequi, o abricó entre outras.

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Valor econômico dos serviços dos insetos polinizadores é estimado em R$ 395 bilhões (153 bilhões de euros)

Estudo realizado por cientistas do INRA (Institut scientifique de recherche agronomique), do CNRS (Centre national de la recherche scientifique) e da UFZ ( Helmholtz Association of German Research Centres), estimou que o valor econômico global dos serviços de polinização, realizado pelos insetos, principalmente abelhas, foi, em 2005, da ordem de R$ 395 bilhões (153 bilhões de euros).

Isto equivale a 9.5% do valor total da produção agrícola global. O estudo avaliou que o desaparecimento dos insetos polinizadores pode causar perdas agrícolas entre R$ 491,8 bilhões ( €190 bi) e R$ 802,7 bilhões( €310 bi). Os resultados do estudo econômico sobre a vulnerabilidade da agricultura mundial, em razão do desaparecimento dos insetos polinizadores, foram publicados na revista “ECOLOGICAL ECONOMICS“. Por Henrique Cortez*, do Ecodebate.

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cana-de-açúcar: Estudo mostra que cultura já ocupa mais da metade da principal área agrícola do Estado de São Paulo

O avanço da cana - Canavial no interior paulista: pesquisa mostra que cultura propiciou um ganho de quase R$ 1,5 bilhão na renda bruta, mas também representou a perda de 21,5 mil empregos diretos (Foto: Antônio Scarpinetti)Nos quinze anos entre 1988 e 2003, o plantio de cana-de-açúcar saltou de 21% para 44% da cobertura de terras na bacia dos rios Mogi-Guaçu e Pardo, a principal região agrícola paulista. A expansão foi de pouco mais de 1 milhão para quase 2,3 milhões de hectares, principalmente sobre as áreas de pastagem (que caiu de 27,27% para 15,45%) e de culturas anuais (reduzida de 17,61% para 4,44%). “Agora, a cana já ocupa mais da metade das terras agrícolas daquela região”, afirma o professor Ademar Ribeiro Romeiro, do Instituto de Economia (IE) da Unicamp. Por Luiz Sugimoto, do Jornal da Unicamp.

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crise alimentar: Relator da ONU diz que a produção de alimentos precisa dobrar até 2050


O mundo terá de aumentar a produção de alimentos em 50% até 2030 e dobrar até 2050 se não quiser sofrer uma falta de comida nas próximas décadas. O alerta é do relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à alimentação, Olivier de Schutter. Hoje, ele apresentou o resultado de seu vasto estudo sobre o assunto e alertou para os riscos da especulação no setor de matérias-primas (commodities) e para a alta nos preços de alimentos. Por Jamil Chade, da Agencia Estado, terça-feira, 9 de setembro de 2008, 17:07.

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