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Índice da edição de 21/11/2008

Conferência sobre os biocombustíveis. ‘Uma grande feira de negócios’. Entrevista especial com Lucia Ortiz

Minc afirma que, com zoneamento agroecológico, não haverá mais usinas de cana na Amazônia

Pernambuco: MTE resgata 284 trabalhadores no corte de cana-de-açúcar

Retirada de mais de 3.300 reses encerra Operação Boi Pirata na Terra do Meio

Ibama interdita depósito de carvão nativo clandestino no sudoeste da Bahia

Floresta Zero: Ambientalistas criticam projeto de lei que prevê a plantação de espécies exóticas em áreas desmatadas na Amazônia

Alterações climáticas prejudicam combate à pobreza

Países precisam reduzir em 80% as emissões de carbono

Baixas concentrações de pesticidas podem ser tóxicas quando vários produtos são misturados

Especial: Consciência Negra

O Plano (Anti)Nacional de Mudanças Climáticas, artigo de Carlos Alfredo Joly

(Morte da água) Muerte del Agua, artigo de Armando Bartra

Conjuntura da Semana. Uma leitura das ‘Notícias do Dia’ do IHU de 12 a 18 de novembro de 2008

Área para produção de biocombustíveis pode subir 54 milhões de hectares até 2014

Conferência sobre os biocombustíveis. ‘Uma grande feira de negócios’. Entrevista especial com Lucia Ortiz

Finalizada ontem, a 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, promovida pelo governo brasileiro, foi, segundo a ambientalista Lucia Ortiz, “uma grande propaganda do etanol”. O evento não contou com a presença do presidente Lula, de outros chefes de Estado e não oportunizou que acordos fossem fechados sobre o biocombustível produzido a partir do etanol. “Foi uma grande feira de negócios”, disse Lucia, ao analisar a presença de muitos empresários desse setor. Lucia esteve presente nesta conferência e também no evento paralelo organizado pelos movimentos sociais para discutir o modelo da política brasileira em relação à produção ao etanol.

Lucia Ortiz é coordenadora do Núcleo Amigos da Terra e do GT Energia do Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. É geóloga e mestre em Geociências.

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Minc afirma que, com zoneamento agroecológico, não haverá mais usinas de cana na Amazônia

Canavial, em foto de arquivo MMA
Canavial, em foto de arquivo MMA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (20) que o zoneamento agroecológico no pais está muito avançado e que, diante disso, não haverá novas usinas de cana-de-açúcar na Amazônia ou em qualquer outra área de vegetação primária ou de produção de alimentos.

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Pernambuco: MTE resgata 284 trabalhadores no corte de cana-de-açúcar

Trabalhadores no corte de cana-de-açúcar, em foto de arquivo
Trabalhadores no corte de cana-de-açúcar, em foto de arquivo

Grupo trabalhava sem condições de saúde e segurança no corte de cana-de-açúcar, em fazendas no município de Palmares

Brasília, 20/11/2008 - Em ação fiscal coordenada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, 284 pessoas foram resgatadas de situação degradante no exercício de atividades ligadas ao corte da cana-de-açúcar, no município de Palmares, a 120 km de Recife (PE).

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Retirada de mais de 3.300 reses encerra Operação Boi Pirata na Terra do Meio

Brasília (20/11/2008) - Chega ao fim a Operação Boi Pirata realizada na região do rio Iriri, no Pará, para retirada de gado ilegal apreendido dentro das unidades de conservação. Para finalizar a primeira operação, 3.300 reses foram removidas da Fazenda Lourilândia, uma área ocupada ilegalmente para criação de gado bovino situada no interior da Estação Ecológica (Esec) Terra do Meio. Com a retirada desse gado, a estimativa é a de que cerca de 30 mil reses tenham sido removidas da Esec desde o início da operação.

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Ibama interdita depósito de carvão nativo clandestino no sudoeste da Bahia

Ibama interdita depósito de carvão no sudoeste da Bahia

Salvador (20/11/2008) - Agentes do escritório do Ibama em Vitória da Conquista, em operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, interditaram na cidade de Cândido Sales - a 608 Km de Salvador e a 98 Km de Vitória da Conquista -, um depósito de carvão, onde foram encontrados 298 m3 de carvão nativo sem o Documento de Origem Florestal (DOF).

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Floresta Zero: Ambientalistas criticam projeto de lei que prevê a plantação de espécies exóticas em áreas desmatadas na Amazônia

Monocultura de eucalipto, em foto de arquivo
Monocultura de eucalipto, em foto de arquivo

O Projeto de Lei 6424/05 modifica o atual Código Florestal e permite uma redução, de 80% para 50%, da área de vegetação original que deve ser conservada em propriedades rurais. A medida obteve parecer favorável na Comissão de Agricultura e aguarda votação na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Depois, deve retornar ao Senado.

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Alterações climáticas prejudicam combate à pobreza

Nicholas Stern no IPEA
Nicholas Stern no IPEA

Se as medidas corretas fossem tomadas agora, o custo seria de apenas 1% do Produto Interno Bruto mundial

Ignorar as mudanças climáticas pode sair mais caro que as duas guerras mundiais, mas se as atitudes corretas forem tomadas agora, o custo seria de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. Essa conclusão é do economista Nicholas Stern, conselheiro do governo britânico para assuntos de mudanças climáticas, que apresentou na última semana, no Ipea em Brasília, uma análise dos danos que as mudanças climáticas podem provocar no combate à pobreza. Para Stern, o combate às alterações climáticas não pode esperar.

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Países precisam reduzir em 80% as emissões de carbono

Gráfico das emissões brasileiras
Gráfico das emissões brasileiras

É o alerta feito pelo Fórum Ipea de Mudanças Climáticas que recebeu cientistas internacionais do IPCC

Os coordenadores do GT-2 do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) apresentaram no Ipea, em Brasília, um relatório sobre as mudanças climáticas que ocorrem no mundo e alertaram que o corte nas reduções de carbono são urgentes. Pela manhã, houve uma coletiva para a imprensa. Durante a tarde, os cientistas fizeram uma apresentação aberta ao público no auditório do instituto.

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Baixas concentrações de pesticidas podem ser tóxicas quando vários produtos são misturados

Oecologia, November 11, 2008
Oecologia, November 11, 2008

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Pittsburgh, EUA, concluiu que os dez pesticidas mais populares do mundo podem dizimar populações de anfíbios quando misturados entre si, mesmo que a concentração das substâncias químicas individuais estejam dentro de limites considerados seguros. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Especial: Consciência Negra

Na sede da Fundação Palmares, em Brasília, cartaz lembra Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares morto em 20 de novembro de 1695. A data inspirou a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado nesta segunda-feira. Foto: Antonio Cruz/ABr
Na sede da Fundação Palmares, em Brasília, cartaz lembra Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares morto em 20 de novembro de 1695. A data inspirou a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado nesta segunda-feira. Foto: Antonio Cruz/ABr

Na Semana da Consciência Negra, A Agência Brasil produziu uma série de reportagens que mostram as desigualdades em áreas como saúde, educação, religião e trabalho. Vejam, abaixo, as matérias da série especial

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O Plano (Anti)Nacional de Mudanças Climáticas, artigo de Carlos Alfredo Joly

Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA

“Ao pararmos de incinerar nossa rica, e em grande parte desconhecida, biodiversidade estaremos, voluntariamente, atingindo uma meta significativa de redução de emissão de gases de efeito estufa”

No Brasil, a questão das mudanças climáticas está fortemente associada ao uso sustentável da biodiversidade, pois 75% das nossas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) vêm da destruição de nossos ecossistemas nativos, especialmente o desmatamento da Amazônia.

O país teve a oportunidade de iniciar as negociações do Período Pós-2012 (Pós-Kioto), propondo uma diminuição voluntária de suas emissões de GEEs, com metas prefixadas de redução de desmatamento e com mecanismos de certificação e fiscalização internacional.

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(Morte da água) Muerte del Agua, artigo de Armando Bartra

Y la humanidad está sedienta. Según la ONU, mil 300 millones de personas no tienen acceso al agua potable mientras que 31 países enfrentan escasez grave, lo que sin duda empeorará por los efectos del cambio climático. Y la demanda hídrica se duplica cada 20 años. “Las guerras del siglo XX serán por el agua”, dijo Ishmael Sarageldin, ex vicepresidente del Banco Mundial, que algo sabía de esto pues fue promotor de la privatización del vital líquido.

El sutil metabolismo hídrico del planeta renquea. Grave cosa, pues del vasto e intrincado sistema circulatorio que fluye en todo lo que vive y entre el mundo animado y el inanimado dependemos todos: los que vuelan y los que nadan, los que caminan y los que reptan, los que enraízan y los que se dejan ir… El agua nos parió y gracias a nosotros, sus hijos, hoy el agua está viva. Pero si matamos al agua, con ella muere también la vida.

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Conjuntura da Semana. Uma leitura das ‘Notícias do Dia’ do IHU de 12 a 18 de novembro de 2008

A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência as “Notícias” publicadas de 12 a 18 de novembro de 2008. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT - com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.

Sumário:

A crise e a distribuição do poder no mundo
Um mundo multipolar?
G-20: avanços e limites
Obama e a crise ambiental
Rumo a uma economia mais sustentável

A crise e o papel do Estado
A crise tem os seus perdedores, e entre eles estão os pobres
Políticas sociais enfrentam escassez de recursos

O conflito étnico no Congo esconde guerra por minérios
Guerra por pedras preciosas
Nova Guerra Mundial Africana?
Impotência das forças da ONU
Telefone celular – equipamento paradoxal dessa guerra

A Conjuntura da Semana em frases

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Área para produção de biocombustíveis pode subir 54 milhões de hectares até 2014

Nos próximos cinco anos, o mundo necessitará de até 54 milhões de hectares a mais para atender ao consumo mundial de biocombustíveis, sendo que até 90% desse total virá da América do Sul. Essa demanda adicional por terras - ativo cada vez mais cobiçado - deverá ter impacto negativo para o ambiente, contrariando as discussões de preservação da biodiversidade e de redução de carbono. Matéria de Bettina Barros, do Valor Econômico, 20/11/2008.

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Índice da edição de 20/11/2008

Sobre nascentes e rios, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

Manifesto dos Movimentos Sociais: Agrocombustíveis como obstáculo à construção da soberania

Movimentos sociais, ambientais e de direitos humanos criticam atual modelo do agronegócio de biocombustíveis

Estudo afirma que o ginkgo biloba não tem qualquer efeito na redução de demência e doença de Alzheimer

Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, provam que sustentabilidade é possível

Eletrobrás pretende construir cinco novas usinas no Rio Tapajós

Brasil é campeão em mortes violentas, mostra pesquisa do Ipea

Áreas alagáveis da Amazônia correspondem a 20% do bioma

teor de enxofre no diesel: Lixo no ar, artigo de Danilo Pretti Di Giorgi

Moradores do lote onde morreu irmã Dorothy confirmam proposta de fazendeiro para usar terra

Prefeito eleito de Anapu diz que prefere alimentar população a preservar floresta

Alteração climática na Amazônia pode afetar Europa, diz Inpe

Entidades cobram do Brasil adoção de metas para redução de gases

Sobre nascentes e rios, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

Foto de satélite: Pequena bacia hidrográfica (42 ha)
Foto de satélite: Pequena bacia hidrográfica (42 ha)

[EcoDebate] Ao passar sobre uma ponte, na cidade ou no campo, fico a imaginar, por várias vezes, se outras pessoas que fazem o mesmo já tiveram a curiosidade que sempre me assalta: de onde vem aquele curso d’água? Ele é um caminho pelo qual serpenteiam volumes de água. E caminhos têm sempre os seus inícios. Se for uma grande ponte sobre o Velho Chico, muitos vão dizer que o início está na Serra da Canastra. Isso foi aprendido na escola e está parcialmente correto.

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Manifesto dos Movimentos Sociais: Agrocombustíveis como obstáculo à construção da soberania

Os agrocombustíveis, como o etanol, são parte de um modelo agrícola que não produz alimentos e, ao contrário do que afirma o governo, aumenta os impactos ambientais, através do desmatamento e da queima da cana-de-açúcar, além de gerar outras conseqüências sociais, como o uso de trabalho escravo nas lavouras.

As terras dedicadas a essa produção, que poderiam ser destinadas à reforma agrária e à produção de alimentos, têm sido compradas por grandes grupos estrangeiros e empresas do agronegócio, que recebem um volumoso apoio do Governo Federal, através de créditos e isenções fiscais.

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