MPs querem que Ibama não emita Licença de Operação (LO) da UHE Santo Antônio
Publicado em setembro 2, 2011 por HC
Tags: conservação, hidrelétricas, licenciamento ambiental, MP, rio Madeira
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Para Ministérios Públicos Federal e Estadual, há inconstitucionalidade na Medida Provisória que alterou limites de parques nacionais
Os Ministérios Públicos Estadual e Federal em Rondônia protocolaram na 5ª Vara da Justiça Federal uma ação civil pública ambiental, com pedido de liminar, para que o Ibama se abstenha de emitir a Licença de Operação (LO) para a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, até o julgamento final da ação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Os MPs também pedem na ação a suspensão dos efeitos da Licença de Operação, caso venha a ser expedida antes da apreciação da liminar, para evitar o enchimento do reservatório, diante da Inconstitucionalidade da Medida Provisória 542/11, a qual alterou os limites de três Parques Nacionais (PARNA) na Amazônia: Parque Nacional da Amazônia, Parque Nacional dos Campos Amazônicos e Parque Nacional Mapinguari, bem como alterou profundamente o regime de exploração destes e de seus entornos.
De acordo com a Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (lei da SNUC), o Parque Nacional constitui categoria de unidade de conservação (UC) de proteção integral.
Dessa forma, entendem os integrantes dos MPs que subscrevem a ação, procuradora da República Nádia Simas Souza e promotor de Justiça Aluildo de Oliveira Leite, que a Medida Provisória nº 545/2011, que alterou os limites dos PARNAS e autorizou a atividade minerária em seus entornos, afronta o artigo 225, parágrafo 1º, II, da Constituição Federal, bem como o artigo 22, parágrafo 7º da Lei 9.985/2000, “padecendo de evidente vício de inconstitucionalidade formal na medida em que a Constituição expressamente prevê a necessidade de lei específica para a alteração e supressão de unidades de conservação e proíbe qualquer utilização contrária à sua finalidade primordial”.
Para os MPs fica claro que a edição da Medida Provisória teve como objetivo a efetivação das metas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no qual se incluem as Usinas Hidrelétricas Tabajara, Santo Antônio e Jirau, todas localizadas em Rondônia.
A alteração dos limites do PARNA Mapinguari ocorreu para abrigar canteiros e obras e lagos a serem formados pelas UHE de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, isto é, excluiu da área de ampliação do Parque Mapinguari toda a área a ser inundada pelo lago artificial a ser formado pela barragem das duas usinas.
Fonte: MPF/RO e MP/RO
EcoDebate, 02/09/2011
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Comentários (1)





Mas, onde já dse viu?
“Medida Provisória” muda limites de Parques Naciaonais?
Então os Parques Nacionais vão ter seus limites mudados, para serem inundado -, ”provisóriamente”?
Como assim?
Tá bom: depois que vence a VIDA ÚTIL das represas (quando ficam naturalmente ASSOREADAS – SEDIMENTADAS em 300 – 500+ anos, e não geram mais energia, só desgosto), aí devolve-se as áreas estragadas aos Parques Nacionais e aos futuros herdeiros nos municípios da situação de colapso ambiental, econõmico, social.
Tem governo provisório, técnico, engenheiro e empresário que não enxerga lá para frente… como se não ouvesse um futuro; gerações futuras que herderão represas assoreadas, inúteis, inavegãveis, insustentáveis, sedimentadas e não renováveis. A vida útil dos engenheiros, empresários e políticos das UHEs /PCHs é mais curta que a vida útil das UHEs/PCHS.
Mas, e depois, como fica para os que vem? O que diz mesmo o Art. 23 da Constituição?
Tenhamos compaixão: teremos sim muitos herdeiros dos impactos ambientais que fazemos hoje.
Pense e pratique sustentabilidade hoje para as nossas queridas FUTURAS GERAÇÕES!
(mesmo que nós não estejamos mais aqui)