fevereiro 2, 2010
Estatísticas de acesso ao EcoDebate, em janeiro de 2010
Crescimento populacional e desenvolvimento econômico, artigo José Eustáquio Diniz Alves
A reforma agrária, artigo de Bruno Peron Loureiro
Ibama concede licença prévia para Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu
Prefeitura no RS desapropria área de lixão ilegal
Solicitação de apoio a ação Cyber-ativista contra o Lixão da Camélia na cidade de Tapes/RS
Sebrae considera o carnaval deficitário na área econômica e ambientalmente insustentável
Políticas públicas podem ser orientadas por critério ambiental
Trabalho escravo está presente em toda cadeia produtiva brasileira
55 dos 194 países participantes cumprem compromisso do ‘Acordo de Copenhague’ e anunciam metas
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fevereiro 2, 2010
Relatório: EcoDebate
Intervalo: 01/01/2010 – 31/01/2010
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A série histórica das estatísticas, a contar de maio/2008, está disponível na página de “Estatísticas”
fevereiro 2, 2010

Foto: Marcello Casal JR/ ABr
[EcoDebate] Um novo estudo [How do parents of 4 to 5-year-old children perceive the weight of their children?], realizado nos EUA com mais de 800 pais e 439 crianças, publicado na edição de fevereiro da revista Acta Paediatrica, alerta para a dificuldade dos pais em avaliar, de forma correta e isenta, o sobrepeso ou obesidade em crianças com 4 ou 5 anos de idade.
De acordo com a pesquisa, 75% das mães e 77% dos pais pensavam que o peso das crianças era normal, embora não estivesse.
fevereiro 2, 2010
[EcoDebate] A população mundial era de cerca de 250 milhões de habitantes no ano 1 da era Cristã e passou para 500 milhões, em 1500. Dobrou em mil e quinhentos anos. Por volta de 1800, a população mundial atingiu um bilhão de pessoas (dobrou em cerca de 300 anos) e as conseqüências iniciais da Primeira Revolução Industrial sobre o planeta foram apenas residuais até aquele momento. Ao redor de 1922, a população mundial atingiu dois bilhões de pessoas (dobrou novamente em cerca de 120 anos) e as transformações econômicas provocadas pela Segunda Revolução Industrial começaram a transformar o mapa do mundo. Paralelamente à difusão do modo de produção e consumo industriais, o volume da população mundial continuou a crescer, chegando a 4 bilhões de habitantes em 1975 (dobrou em 53 anos). Nos 13 anos seguintes houve um acréscimo de mais 1 bilhão de habitantes e, em 1999 (11 anos depois) a população do mundo chegou a 6 bilhões. A população mundial deve atingir 7 bilhões de habitantes em 2012, 8 bilhões em 2025 e deverá alcançar 9 bilhões em 2050.
fevereiro 2, 2010
[EcoDebate] Reforma agrária é uma dessas questões que se reservam aos super-heróis das políticas públicas.
Ainda que dentro do desejável, possível e necessário para uma sociedade mais justa, as propostas de divisão de terras no Brasil incidem em interesses conflitantes: de um lado, os insatisfeitos com o pouco de que dispõem; de outro, os cães que rosnam com o osso na boca.
A concentração de propriedade é abusiva neste país, portanto é necessário implantar um novo modelo de apropriação agrícola e resgatar os erros do passado.
fevereiro 2, 2010

[EcoDebate] Embora a muitas pessoas que lutam contra o ganho de peso possa parecer estranho; mas, é saudável o alerta que a Anvisa fez a respeito do remédio para emagrecer Sibutramina.
No progresso humano não há atalhos, nem mágicas – qualquer escolha tem um preço; ás vezes alto demais. No caso dos efeitos colaterais; alguns não têm volta em tempo hábil (antes da morte); outros e possível contornar e administrar.
Li alguns comentários de pessoas que usam ou usaram o medicamento – alguns acham que foi a salvação para sua auto-estima; pois perderam vários quilos – outros relatam que foi um desastre. Um item que chama a atenção é o uso do tão mal compreendido livre arbítrio. De forma infantil nós achamos que a vida e nossa e que apenas nós vamos pagar o preço das escolhas que fizermos – errado; sempre sobra para os em torno e para a sociedade. No caso do medicamento, por exemplo; se você fizer um surto psicótico ou somatizar uma doença física como efeito colateral do remédio; por mais “mala” que seja; sempre haverá alguém que se importa com você, sua família, amigos – se ficar afastado do trabalho vai sobrar para os outros trabalharem para pagar a conta do seu tratamento e da sua inatividade – Esse exemplo vale para todas as áreas da nossa vida – quando escolhemos mal sempre sobra para os outros.
fevereiro 2, 2010

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, dão coletiva sobre a concessão da licença ambiental para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (01/02/2010). Foto: Marcello Casal Jr/ABr
O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu ontem (1º) a licença prévia para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). O documento, assinado pelo presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, lista 40 condicionantes que terão de ser cumpridas para que o empreendedor receba autorização para as obras.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que, junto com o combate ao desmatamento na Amazônia, o licenciamento ambiental de Belo Monte era um dos grandes desafios de sua gestão. “Belo Monte tem simbolismo muito forte, é a maior obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], a mais polêmica, é a terceira hidrelétrica do mundo, gera polêmica há mais de 20 anos”, avaliou.
fevereiro 2, 2010

Instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu (PA) deverá inundar uma área total de 440 km2 – um terço da área de Itaipu. Estudos dos anos 80 previam a inundação de 1.225 km2. Imagem Terra Magazine.
O presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Kräutler, afirmou ontem (1º) que é imprevisível a reação dos povos indígenas e das populações ribeirinhas contrárias ao projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, se a usina for realmente construída no Rio Xingu, no Pará. “Esse povo vai chorar, vai gritar, vai se levantar”, disse o bispo, durante debate sobre a construção da usina.
De acordo com dom Erwin, que também é bispo de Xingu, não se descarta a possibilidade de os índios e os ribeirinhos recorrerem à violência para protestar contra a remoção da área, por causa do alagamento de suas casas. “Eu peço a Deus que [a violencia] não aconteça”, afirmou o religioso.
fevereiro 2, 2010
MPF/MG quer avaliar impacto da construção de várias barragens em mesma bacia hidrográfica – O Ministério Público Federal em Governador Valadares (MG) instaurou inquérito civil público para investigar o impacto integrado dos empreendimentos hidrelétricos nas bacias hidrográficas daquela região, em especial nas bacias do Rio Doce, Rio Jequitinhonha e Rio Mucuri. A investigação irá abranger tanto as centrais hidrelétricas já construídas como as previstas para serem implantadas nos próximos anos.
A preocupação do MPF teve origem em um documento expedido pelo Ministério das Minas e Energia do qual se extrai a possibilidade de construção, nos próximos 15 anos, de aproximadamente 94 novos empreendimentos hidrelétricos apenas na bacia do Rio Doce. “Acontece que não se pode ignorar o alto impacto social e ambiental de tais empreendimentos, que desalojam pessoas, destroem a flora e a fauna local e alteram o modo de vida de comunidades tradicionais em troca da criação de pouquíssimos empregos, dado o alto grau de automatização das plantas”, ressalta o procurador da República Edilson Vitorelli.
fevereiro 2, 2010
Desde 1983 o lixão da Camélia, em Tapes, no Rio Grande do Sul, é um problema. Não somente ambiental, mas também para a família do senhor Alvelino Teixeira da Silva, que receberam de herança terras com um depósito de lixos irregular e que atualmente opera sem licença ambiental expedida pelo órgão ambiental estadual há quatro anos
O fato é que na sexta feira (22/01) através de uma ação de desapropriação de terras, a Prefeitura criou um novo problema aos sucessores de Alvelino Teixeira da Silva e Jardelina Viegas da Silva, que haviam em Maio de 2009, ingressado com um pedido de não renovação do Contrato 006/2000, quando solicitavam neste pedido não mais permitir o uso da área para depósito de lixos.
fevereiro 2, 2010
Amigos Verdes, simpatizantes, ativistas ambientalistas de todo o Brasil e de nossa cidade de Tapes/RS, pedimos seu apoio para uma ação cyber-ativista na Rede de mundial de computadores, a fim de solicitar aos poderes constituídos da cidade de Tapes e do Estado, para que sejam procedidos o fechamento e posterior recuperação da área do Lixão da Camélia, que há 27 anos polui o meio ambiente na região do Butiazal de Tapes, onde se encontra a maior reserva de Butiazeiros centenários do RS e Brasil.
Como forma de solicitação ao Poder Público da cidade, pedimos para serem enviados e-mails a Prefeitura Municipal de Tapes, o Ministério Público local e outros da esfera Estadual, para que proceda com o fechamento do Lixão, o encaminhamento dos lixos para o aterro de Minas do Leão e a implantação da Coleta Seletiva de lixos e a Educação da população para deixarem os resíduos passíveis de reciclagem ser entregue diretamente a Usina de Triagem de Resíduos Recicláveis, coordenada pela Associação dos Catadores e dos Carroceiros.
SEGUE ABAIXO O MODELO DE ENVIO:
fevereiro 2, 2010
O carnaval é uma festa “deficitária” na área econômica econômico e “insustentável” na questão ambiental. Os recursos aplicados pelos governos no evento poderiam ser substituídos por incentivos do setor privado, e o lixo gerado nos desfiles das escolas de samba, principalmente, deveria ser reaproveitado. A avaliação é da gerente da Área de Economia Criativa do Sebrae – Rio, Heliana Marinho.
“Do ponto de vista econômico, pelos nossos cálculos, o carnaval é deficitário, porque conta com muito subsídio público”, destacou a gerente que coordena desde o ano passado uma pesquisa sobre a economia do carnaval. Os resultados preliminares mostram que é preciso profissionalizar a festa, e incentivar a criação de empregos formais, além de diminuir o desperdício de materiais que não são reutilizáveis, como látex e isopor.
fevereiro 2, 2010
Tramita na Câmara o Projeto de Lei Complementar 493/09, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que obriga o poder público a dar tratamento jurídico e econômico diferenciado para empresas de todos os ramos de atividade, considerando o impacto ambiental gerado por seus produtos, bens e serviços.
Conforme o projeto, critério ambiental será utilizado:
- em todas as aquisições, compras, obras, serviços e contratos governamentais, como critério de qualificação técnica e econômica das propostas formuladas;
- na tributação em todas as esferas políticas da Federação;
- na concessão de créditos, empréstimos e financiamentos com recursos públicos.
fevereiro 2, 2010
Duas novas vacinas serão incluídas no calendário básico de vacinação disponível na rede pública de saúde: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo C. A primeira será oferecida a partir de março em todo o território nacional e protege contra a bactéria pneumococo, causadora de meningites e pneumonias pneumocócicas, sinusite, inflamação no ouvido e bacteremia (presença de bactérias no sangue), entre outras doenças. A segunda será aplicada a partir de agosto e imuniza contra a doença meningocócica.
Nos primeiros 12 meses após a implementação, as novas vacinas serão aplicadas em crianças menores de dois anos de idade. A partir de 2011, elas farão parte do calendário básico de vacinação da criança específico para os menores de um ano. Depois de cinco anos do início dos novos programas de vacinação, em 2015, a previsão é sejam evitadas cerca de 45 mil internações por pneumonia por ano em todo o Brasil. Com isso, a média dessas internações por ano cairá de 54.427 para 9.185, uma redução de 83%.
fevereiro 2, 2010
Galinheiro integrado ao cultivo de hortaliças e agrofloresta é tecnologia verde
Engenhosa sabedoria popular – Com baixo custo de implementação e alto potencial transformador, as tecnologias sociais surgidas do conhecimento das comunidades apontam saídas para problemas cotidianos da população
Quando aquela mulher humilde, com os pés descalços sobre a terra, usou o termo “sustentabilidade” para falar sobre o que acontece em sua propriedade, o significado da palavra ganhou forma. Rosemeire Ramos da Silva Leal, de 56 anos, recebeu do Incra concessão de uso de 25 hectares no assentamento União Flor da Serra, em Planaltina (GO). Isso foi há três anos e meio. Com um crédito inicial de R$ 2.400, comprou ferramentas e uma vaquinha. Outros R$ 5 mil foram destinados a melhorias na casa, erguida no chão castigado pela antiga plantação de soja. Depois de uma década acampados como sem-terra, ela e o marido, Reginaldo, tornaram-se então assentados da reforma agrária. As dificuldades de sobrevivência começariam a ser abrandadas no ano seguinte, quando chegou por lá uma tal de “tecnologia social” chamada Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais), com técnicas de agricultura simples, baratas e limpas. Reportagem de Evelyn Pedrozo e Fotos de Martim Garcia, na Revista do Brasil – Edição 43.
fevereiro 2, 2010

Porto Alegre – A socióloga Laís Abramo participa de debate sobre trabalho escravo, como parte da programação do Fórum Social Mundial Foto: Renato Araújo/ABr
Apesar de o Brasil ser considerado, no âmbito internacional, a vanguarda do combate ao trabalho escravo, a prática está inserida em toda a cadeia produtiva do país. Elemento inerente à reprodução do sistema capitalista, o trabalho escravo é uma das maiores violações de direitos humanos do mundo contemporâneo. Atividade no Fórum Social Mundial discutiu o que falta fazer para erradicar a prática em nosso território.
Reportagem de Bia Barbosa, da Agência Carta Maior.
fevereiro 2, 2010

Cumprindo o compromisso assumido no mês passado na conferência de Copenhague, 55 países, representando quase 80 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, apresentaram metas com relação ao combate à mudança climática, informou a Organização das Nações Unidas na segunda-feira.
“Isso representa uma avigoramento importante das negociações da ONU sobre a mudança climática”, disse Yvo de Boer, chefe do secretariado climático da ONU, sobre as metas apresentadas até o prazo previsto em Copenhague, 31 de janeiro. Tais metas dizem respeito à redução nas emissões de gases do efeito estufa até 2020.
A maioria dos governos – inclusive China e EUA, os dois maiores emissores – apenas reiteraram promessas divulgadas antes da cúpula de Copenhague, que frustrou muitos observadores por não resultar em um tratado que seja de cumprimento obrigatório. Reportagem de Alister Doyle, REUTERS.











