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Artigo

Não há tempo a perder, artigo de Américo Canhoto

APROVEITAR A INTUIÇÃO É DEVER.

Mesmo parecendo chato e inoportuno: NÃO HÁ TEMPO A PERDER…

[EcoDebate] Peço desculpas aos minguados leitores pelo atropelo, um artigo atropelando o outro, nestes nossos bate papos – mas, sou avisado pela intuição que, rapidamente mudaremos de foco: escândalos – e – mortes de “figuraças da religião, mídia e política” vão tirar o foco do que realmente interessa aprender nesta lição da hora: desastre anunciado há centenas de anos no Haiti e que se transferirá para o berço da civilização. Pois, candidatos a cargos importantes podem morrer de morte morrida durante o processo eleitoral.

Claro que uma das leis de progresso continua em vigor – e uma delas expressa na linguagem popular: Ema; ema; ema…, cada um com seus ‘probremas’…; continua em vigor.

Mas, nada acontece por acaso – Tal e qual os desastres familiares do câncer, doença de Alzhemeir…; onde cada um aprende o que bem entende com o recurso pedagógico que é a própria situação – O desastre natural no Haiti que põe em evidência o desastre da vida humana representada no coletivo; e que, cá entre nós, pode nos oferecer muitas oportunidades de reflexão; dentre eles o conceito de dever – Quem quiser aproveitar e aprender que o faça – quem não se interessar continue como sempre foi – e aguarde o cada vez mais rápido despertar da lei de causa e efeito.

Como povo; candidato a tornar-se uma nação; nós podemos para efeito de aprendizado/educação, traçar um paralelo entre dois grupos de nossas vítimas a serem pranteadas nesta lição globalizada; muito; mas muito mesmos; distintos: Dona Zilda Arns e os militares que morreram no cumprimento do dever e outros que ali estavam na hora certa motivados por deveres nada confessáveis.

O que é o cumprimento do dever? – Sofrer coerção; pressão de grupo: cultural, religioso ou institucional? – Auferir vantagens pessoais? – Qual a diferença? – Há um diferencial? – Quem estava lá no Haiti fazendo o quê? – Quais os interesses pessoais, corporativos ou a falta deles?

Nossa visão de mundo é cheia de armadilhas conceituais e que se tornam paradoxos a atrapalhar nossas vidas – uma dessas é a conotação de dever.

Exemplo, morrer no cumprimento do dever imposto e arbitrado é uma estupidez pessoal e coletiva; e não glória – é degradante assistir a homenagens a soldados e afins que foram mandados a lugares que não tinham nada a ver com sua visão de mundo e convicções pessoais, para defender interesses de grupos e de pessoas em nome de um conceito denominado “pátria” – dessas pessoas com a sua anuência ou não: os chamados carreiristas que buscam mordomias e direitos a mais do que a maioria do povo; escudados no seu “poder de fogo”; desses foi retirada a liberdade do cumprimento do dever plena ou não; depende do grau de lucidez do papel que representam.

Mas, mesmo entre os humanistas ou socorristas humanitários; também há para alguns o conceito de dever relacionado com a “carreira” bem remunerada ou com o desejo de aventura…

Dever de certa forma implica em débito – vejamos o que diz a conceituação da linguagem falada:

DEVER s.m (do latim debitor) 1. Aquilo a que se está obrigado pela lei, pela moral, pelos costumes, etc. – obrigação…

DEVER v.t (do lat. Debere) (Conj. {5}- 1. Ter por obrigação; ter de – 2. Ter dívidas – Dever os olhos da cara, ter muitas dívidas…

Dever legal.
Significa que você teve autorização para praticar um ato; mesmo que seja considerado crime em algum lugar. Matar ás vezes, trata-se de um dever legal (art.23,in. III, primeira parte) – excluídas as obrigações meramente morais. Mas, a lei não obriga á imprudência, negligência, imperícia.
Não há crime na injúria ou difamação proferida por testemunha em resposta a perguntas, já que a lei obriga a dizer a verdade.
O dever também pode ser um exercício regular de direito.
Tudo é questionável…

Dever ético – moral.
Qual é sua ética? – Mesmo entre bandidos convencionais e segundo as leis humanas existe um código de ética.

Que razões nos levam a sermos bonzinhos ou mauzinhos? – Segundo que conceitos?

Esse é um assunto embora considerado decadente nas esferas da ciência, política e principalmente da justiça – cada dia mais atual; e a merecer atenção dos despertos para as razões do viver – os outros já estão com o passaporte carimbado.

Claro que as próximas mortes coletivas pelo dever já estão sendo seletivas e organizadas. A justiça vai jogar fora a venda; não mais será cega e vai aprumar-se: levantar as calças, espantando os poderosos.

Voltando ao assunto: o senso de dever.

O da Dona Zilda era e continua sendo: Faço, por que me sinto bem! – Filo porque quilo! Ela desencarnou no estrito cumprimento do dever autoposto em regime de paz de consciência, automático, razão de viver natural: amar simplesmente – ela não sonhava com glórias nem benefícios a mais; aposentadoria nem pensar; pois espelha a morte em vida – tanto que morreu bem morrida; trabalhando sem almejar benefícios espúrios pelo simples cumprimento do dever de viver dignamente sem usufruir de benefícios de FP ou Onguista; pois teve um berço educacional diferenciado.

Essa lição sobre o cumprimento do dever que o desastre do Haiti nos proporcionou deve ser bem aprendida.

Vamos nos recolher intimamente e decidir de uma vez por todas:
– Quais são meus deveres?
– Uso meus direitos de forma compatível com meus deveres?
– São impostos?
– Sou carreirista?
– Quem os impõe?
– Quem ganha com eles?

Atenção:
Lauréis indevidos e principalmente:

MEDALHAS NO PEITO PODEM TORNAR-SE FERIDAS CANCEROSAS NUMA PRÓXIMA ETAPA DO JOGO DA VIDA.

Dona Zilda e seus familiares não querem vazios lauréis; mais gordas aposentadorias; epitáfios pífios ou medalhas espetadas no peito ou no braço de descendentes.

Cada um de nós pode tirar lições para aprender o senso do dever.

Senso do dever: assunto muito interessante quando a educação realmente fizer parte da nossa vida.

AMÉM.

Opa! – “pera aí”!

Alguém me diz para retrucar; mas eu me sinto no dever de usar meu próprio senso de dever e afirmar: Eu me sinto no dever próprio, sem questões de religiosidade, cultura…; de dizer que Dona Zilda nunca usou o “amém” como a maioria faz – o seu amém era bem diferente do amém dos religiosos de plantão (especialmente os da mídia religiosa atual) – muito menos usou o nome de Jesus; pois, ele sempre foi o maior crítico do Amém e o maior lutador do AMEM sem acento, sem condicional nem preguiça.

Então; vamos amar sem obrigação nem desejos de trocas, chantagens, prazeres indevidos.

Na condição de ser complicado e muito atrasado no que se refere o assunto – peço ajuda aos amigos: COMO REFORMAR E APLICAR NOSSO SENSO DE DEVER.

Que tal começar pelo que seja SENSO?

AMEM – nada a ver com amém…

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 19/01/2010

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