janeiro 5, 2010
Comentários desativados
Crise do modelo agrícola: De má vontade, artigo de Esther Vivas
Em 2010, desejo a você a felicidade autosustentável, artigo de Américo Canhoto
A humanidade que se cuide, artigo de Donato Velloso
Florestania Hippie, artigo de Moisés Diniz
O Problema Econômico (Keynes) está prestes a ser solucionado? artigo de John Stutz
Amazonas produz cerâmica vegetal a partir de resíduos florestais não madeireiros
Estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) mostra diabetes mellitus em expansão
Pesquisa mostra que gordura saturada é a maior responsável por aumento de peso
SUS vai ofertar mais seis medicamentos fitoterápicos
Acesso à medicina não convencional cresce no SUS
Revista ‘Radis’ aborda Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças
Descarbonizar a economia: Quanto custa um mundo limpo?
Ecos da COP 15: Lições de Copenhague e a urgência de outro paradigma
Os brasileiros estão crescendo. E ficando mais gordos. Artigo de José Graziano Da Silva
Reduzir emissões ou mudar a vida? artigo de Washington Novaes
Obesidade é um problema que ameaça grande parte da população
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janeiro 5, 2010

Esther Vivas, em foto de arquivo
[EcoDebate] Os pecuaristas e produtores de leite estão em pé de guerra. O setor atravessa uma profunda crise provocada pela forte queda no preço desse produto, o que prejudica especialmente aos pequenos e médios pecuaristas, que pouco a pouco estão abandonando essa atividade.
Porém, não se trata somente de uma “crise de preços”, mas estamos diante de uma “crise de modelo agrícola”, resultado das políticas governamentais que promovem uma agricultura e uma produção intensiva e insustentável. Apesar dessa difícil situação, o Conselho Agrícola da União Europeia, no passado 7 de setembro, manteve-se impassível frente á crise do setor, permitindo uma alta produção enquanto a demanda diminui com a consequente queda de preços do leite e o empobrecimento dos pequenos produtores.
janeiro 5, 2010

[EcoDebate] Segundo meus amigos esotéricos sempre de plantão, 2010 será regido por Vênus – “Marravilha: a deusa do amor” – Mas, segundo meu pobre entendimento significa – ou vai ou racha; para quem cultiva o auto-conhecimento, busca a paz e o amor de verdade, será um ano muito feliz – mas, para os mais descuidados que procuram o amor, a paz, saúde e prosperidade apenas na virada do ano e da boca prá fora; o bicho vai pegar; e feio; e não adianta choramingar nem maldizer.
O presente que me deram e que repasso aos amigos: estamos vivendo em época de transição e de aceleração: daí, tudo fica potencializado…
janeiro 5, 2010

[EcoDebate] A falta de resultados e compromissos de metas para redução da emissão de gases efeito estufa na COP15 em Copenhague, onde nações se acusam, defendendo seus interesses nacionais, seus padrões de desenvolvimento econômico, atribuindo umas as outras responsabilidades pelas mudanças climáticas não surpreendeu aos mais envolvidos e atentos pelo crucial tema.
O desejável seria que os estados pudessem alcançar um consenso capaz de minimizar a realidade ameaçadora das irreversíveis conseqüências do aquecimento global, mas em curto prazo é difícil e complexo.
Certamente, condições, acordos econômicos serão alinhavados na próxima Conferencia no México em 2010.
janeiro 5, 2010
[EcoDebate] A florestania hippie enxerga a cidade como o inferno de Dantes e sonha acolher na floresta os seus ex-cidadãos. Uma visão romântica e inviável, pois a florestania real, que vai sendo testada no Acre, olha o homem e a floresta como entes inteiros.
A florestania que se desenvolve no Acre, de forma inédita, está sendo capaz de aumentar o PIB e a renda per capita sem destruir o patrimônio natural, de construir espaços urbanos bonitos sem poluir os rios, de erguer obras vistosas sem acossar os animais da floresta, os pássaros, de levantar grandes pontes e até de cobrir o solo com asfalto sem comprometer o futuro, sem agredir o verde que sempre foi o dono do lugar.
janeiro 5, 2010
Possibilidades econômicas para os nossos netos: PROGRESSOS E PERSPECTIVAS APÓS 75 ANOS
Introdução
Em 1930,quando a Grande Depressão estava começando, John Maynard Keynes escreveu um ensaio, Possibilidades econômicas para os nossos netos. (1) Neste ele olhou para 100 anos à frente, para um futuro em que aprender a viver bem houvesse substituído a luta pela subsistência, como o problema básico a ser enfrentado pela humanidade. O futuro discutido por Keynes está, agora, apenas 25 anos à frente. Começando com os dados atuais sobre a renda, este artigo mostra que o progresso para além da luta pela subsistência foi limitada para os Países Desenvolvidos e provavelmente vai continuar assim até 2030. Entre os Países Desenvolvidos, o excesso de trabalho, em vez de viver bem está aumentando. Uma mudança fundamental em valores é sugerida como uma resposta a esta situação. Formas nas quais tal mudança poderia ocorrer, para melhorar as perspectivas dos Países em Desenvolvimento, são discutidas. O artigo conclui com uma breve declaração de direções para futuras pesquisas.
O Problema Econômico
Keynes começou seu ensaio observando que, historicamente, a humanidade tem enfrentado o que ele chamou de Problema Econômico, que é a luta pela subsistência. Ele observou que, desde a Revolução Industrial, o padrão médio de vida na Europa e nos EUA havia aumentado quatro vezes. Ele previu que haveria um aumento de quatro a oito vezes nos próximos 100 anos (isto é, por volta de 2030). Supondo um aumento de oito vezes, Keynes esperava que o problema econômico seria solucionado. Ele esperava que isso resultasse em uma mudança, da “busca de riqueza” para “viver bem.” Depois de 75 anos, é razoável perguntar se as mudanças previstas por Keynes estão de fato ocorrendo.
janeiro 5, 2010
Fotos de Roosewelt Pinheiro/ABr
Vista do Morro da Carioca, no centro de Angra, onde 17 pessoas já morreram por causa do deslizamento. Duas crianças foram encontradas com a ajuda de cães farejadores:

EcoDebate, 05/01/2010
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janeiro 5, 2010
Desde abril de 2008, a cerâmica vegetal, feita a partir de sementes de frutos típicos do Norte como o açaí, o tucumã e até mesmo do ouriço da castanha (o ouriço é o fruto da castanheira que contém de 11 a 22 castanhas) está sendo fabricada no Amazonas e comercializada para revestir paredes e móveis.
Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em Sistemas Florestais, Aguimar Simões, a matéria-prima é considerada resíduo florestal não madeireiro e tem capacidade de se transformar em revestimentos especiais comparáveis, em beleza e qualidade, aos melhores porcelanatos comercializados atualmente.
“Toda matéria-prima utilizada para produção da cerâmica vegetal vem do interior do estado. Contamos com o trabalho de associações extrativistas de Manicoré, Lábrea, Humaitá, Tefé, entre outros municípios”, disse à Agência Brasil.
janeiro 5, 2010
Um estudo de base populacional realizado em São Carlos (SP) mostra que a prevalência de diabetes mellitus chega a 13,5% entre os habitantes da cidade do interior paulista. O número sugere um aumento na prevalência da doença em relação a estudos anteriores feitos no Brasil.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi publicado na revista Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia.
janeiro 5, 2010

Ela leva a crescimento de até três vezes da massa corporal
Pesquisa feita no Laboratório de Morfologia e Morfometria Cardiovascular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mostra que as gorduras saturadas levam a um aumento três vezes maior da massa corporal em relação às não saturadas quando ingeridas na mesma quantidade.
“A novidade é que a qualidade do lipídio é mais importante do que a quantidade ingerida”, diz Marcia Águila, coordenadora do estudo.
janeiro 5, 2010

A partir deste ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai ofertar mais seis medicamentos fitoterápicos, extraídos de plantas medicinais. No total, a rede pública terá oito medicamentos desse tipo.
Os novos fitoterápicos serão produzidos a partir da alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Eles são indicados para tratamento, respectivamente, de dores abdominais relativas ao fígado, problemas ginecológicos, prisão de ventre, dores lombares e artrose, alívio de sintomas e artrite reumatóide.
janeiro 5, 2010
Número de procedimentos em acupuntura aumentou 122% e de práticas corporais, como tai chi chuan, em 358%. Investimento em homeopatia cresceu 383%
O acesso gratuito a práticas de saúde como Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa (MTC/acupuntura) e Termalismo (uso de águas para tratamento de saúde) cresceu no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2007, foram realizados 97.240 procedimentos de acupuntura e, em 2008, foram 216.616, crescimento de 122%. As práticas corporais, como Lian Gong e Tai Chi Chuam, também se tornaram mais acessíveis aos usuários. Em 2007, foram realizadas 27.646 práticas, enquanto, em 2008, o SUS contabilizou 126.652 – crescimento de 358%.
O aumento foi possível graças à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006. O Ministério da Saúde garantiu acesso gratuito às práticas integrativas no país com a portaria de nº 971. A política recomenda ações e serviços no SUS, para a prevenção de agravos na saúde, a promoção e a recuperação, além de propor o cuidado continuado, humanizado e integral na saúde, com ênfase na atenção básica.
janeiro 5, 2010

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade atinge em média 5% de crianças e adolescentes e persiste na vida adulta em cerca de 60% dos casos
Descrito em 1900, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) chama a atenção de pais, professores e profissionais de saúde no mundo atual. Cada vez mais crianças avoadas, estabanadas e inquietas ou adolescentes agitados e desorganizados — não raro, chamados de preguiçosos, bagunceiros, desajustados, egoístas, pois esquecem o que os outros pedem, e, em muitos casos, alunos-problema — têm recebido diagnóstico de TDAH. Mas, do que estamos falando? Esse é um problema real ou foi dado nome de doença a um tipo de comportamento?
janeiro 5, 2010

O número, no entendimento que surgiu de Copenhague, não existe, mas, antes ou depois, começar a trabalhar para diminuir pela metade as emissões de gás carbônico até 2050 com relação a 1990 será inevitável, se não se quiser que o impacto do efeito estuda (secas e inundações, segundo os cientistas) nos destrua, aumentando a temperatura média do planeta em mais dois graus.
A reportagem é de Maurizio Ricci, publicada no jornal La Repubblica, 22-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
janeiro 5, 2010

Na análise de Boff, Copenhague nos ensina duas lições: “A primeira é a consciência coletiva de que o aquecimento é um fato irreversível, do qual todos somos responsáveis, mas principalmente os países ricos. E que agora somos também responsáveis, cada um em sua medida, do controle do aquecimento para que não seja catastrófico para a natureza e para a humanidade. A consciência da humanidade nunca mais será a mesma depois de Copenhague. Se houve essa consciência coletiva, por que não se chegou a nenhum consenso acerca das medidas de controle das mudanças climáticas?”
Aqui surge a segunda lição, diz Boff: “O grande vilão é o sistema do capital com sua correspondente cultura consumista. Enquanto mantivermos o sistema capitalista mundialmente articulado será impossível um consenso que coloque no centro a vida, a humanidade e a Terra e se tomar medidas para preservá-las. Para ele centralidade possui o lucro, a acumulação privada e o aumento de poder de competição. Há muito tempo que distorceu a natureza da economia como técnica e arte de produção dos bens necessários à vida. Ele a transformou numa brutal técnica de criação de riqueza por si mesma sem qualquer outra consideração. Essa riqueza nem sequer é para ser desfrutada mas para produzir mais riqueza ainda, numa lógica obsessiva e sem freios”.
O ambientalista Henrique Cortez, na mesma trilha de Boff, destaca que Copenhague fracassou e continuará fracassando porque “ninguém colocou em debate o atual modelo de desenvolvimento, predatório por definição. Sem esta discussão, continuaremos discutindo como tratar câncer com placebo”, diz ele.
janeiro 5, 2010

[Correio Braziliense] A pesquisa Saúde Brasil 2008 revelou que os brasileiros estão ficando mais altos. E mais gordos. Na hora de comer, é difícil encontrar o equilíbrio, e agora o Brasil, como muitos outros países, precisa enfrentar a subnutrição e a obesidade simultaneamente.
Nas últimas seis décadas, o brasileiro cresceu, em média, um centímetro a cada 10 anos. Agora, cresce mais rapidamente. Entre 1989 e 2003, 3,3cm para as mulheres e 1,9cm para os homens.
Considerando a fantástica queda de mais de 75% entre 1974 e 2007 no deficit de altura para a idade (stunting) nas crianças menores de 5 anos, essa tendência deve continuar, porque a alimentação e a saúde das crianças — inclusive no útero materno — têm forte impacto no crescimento.
janeiro 5, 2010

[O Estado de S.Paulo] Rosto tenso, aparência de extremo cansaço, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, começou sua entrevista final em Copenhague dizendo ter consciência da profunda decepção dos participantes com o “fracasso da COP 15″. Mas pediu que entendessem que “o desafio do nosso tempo” não é apenas chegar a regras para reduzir emissões, mas tem que ver com formatos de “mudar o mundo, nossas formas de viver”.
Ficava subentendido que, se já há obstáculos quase intransponíveis para fixar regras globais para baixar as emissões, incrustados nas lógicas financeiras de países ricos e pobres, governos, setores econômicos, empresas e até pessoas (tenho de dividir minha renda, trocar de carro, reformar minha casa para consumir menos energia, tornar-me vegetariano, etc.?), que dirá definir um novo modo de viver em qualquer parte e que nos leve a superar essa crise do padrão civilizatório com seus caminhos incompatíveis com a capacidade do planeta? Um modo de viver que, no dizer do famoso biólogo Paul Ehrlich, nos leve a respeitar os direitos de qualquer ser vivo? Talvez por isso tudo Ban Ki-moon terminou afirmando que “é hora de compromisso, de coragem”.
janeiro 5, 2010

Infográfico do Correio Braziliense. Para acessar o infográfico no tamanho original clique aqui.
Desejo e reparação – Pesquisadores de todo o mundo tentam entender como controlar a compulsão que faz pelo menos 1,6 bilhão de adultos estarem hoje acima do peso. Duas conclusões se destacaram em 2009: é fundamental receber assistência psicológica e esquecer as dietas da moda
Comer pouco, malhar muito. Uma fórmula aparentemente simples, mas que milhões de pessoas não conseguem equacionar. A obesidade é um problema que assombra grande parte da população. Em algum momento da vida, é bem provável que as palavras dieta, gordura, calorias, colesterol e balança tenham feito parte da sua rotina. Afinal, pelo menos 1,6 bilhão de adultos no mundo estão acima do peso — e pelo menos 400 milhões são obesos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No DF, de acordo com dados do governo federal, 39,7% da população está fora de forma. Um milagre para resolver essa situação ainda está longe de acontecer, mas os passos para conseguir chegar lá estão mais curtos. Reportagem de Tatiana Sabadini do Correio Braziliense.














