outubro 6, 2009

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Perda dos predadores primários contribui para o colapso de ecossistemas, por Henrique Cortez

A perda de predadores primários está causando uma explosão dos predadores secundários (mesopredadores) ao redor do mundo. Nesta imagem, o extermínio de lobos pode permitir que as populações de coiotes aumentem que, por sua vez, pode suprimir populações de gatos selvagens, levando ao aumento de roedores, etc.  Estes efeitos em cascata são mal compreendidos, mas estão causando perturbações em ecossistemas ao redor do mundo, dizem cientistas. (Ilustração de Piper Smith)
A perda de predadores primários está causando uma explosão dos predadores secundários (mesopredadores) ao redor do mundo. Nesta imagem, o extermínio de lobos pode permitir que as populações de coiotes aumentem que, por sua vez, pode suprimir populações de gatos selvagens, levando ao aumento de roedores, etc. Estes efeitos em cascata são mal compreendidos, mas estão causando perturbações em ecossistemas ao redor do mundo, dizem cientistas. (Ilustração de Piper Smith)

[EcoDebate] O declínio catastrófico, em todo o mundo, de predadores primários, como lobos, pumas, leões ou tubarões, está desencadeando um enorme aumento nas populações dos predadores secundários, os “mesopredadores”, causando grandes perturbações econômicas e ecológicas.

É o que conclui um novo estudo [The Rise of the Mesopredator], publicado na revista Bioscience, Oct 2009 : Volume 59 Issue 9. O estudo constatou que, na América do Norte, todos os maiores predadores terrestres tiveram suas populações drasticamente reduzidas ao longo dos últimos 200 anos, enquanto os mesopredadores expandiram suas populações em 60%. O problema é global, crescente e grave, dizem os cientistas.

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outubro 6, 2009

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Brasil e o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social–SNHIS, artigo de Carol Salsa

Habitações em área de risco (enconstas instáveis)
Habitações em área de risco (enconstas instáveis)

[EcoDebate] O Brasil é considerada a 10ª economia do mundo e registra um déficit da ordem de 8 milhões de moradias. Esse número traz consequências graves para a sociedade, como a desordem urbana, condições insuficientes de saúde, educação saneamento e segurança, além da desestruturação familiar.

Investir em habitação de interesse social significa combater diretamente todos esses problemas, reduzindo os gastos públicos a outras áreas de atendimento à população, destaca o Engº Agostinho Guerreiro, presidente do CREA/RJ. Diz ele: “é importante alertar que a destinação de recursos é condição necessária, porém não suficiente, para a viabilização de uma política habitacional que, de fato, assegure condições de vida dignas para a população mais pobre”. O carro chefe da nova Política é a Campanha Nacional pela Moradia Digna com a participação de diversas entidades de classe, movimentos sociais e lideranças do setor público. O chamado PEC da Habitação 285(2008) busca vincular 2% do orçamento da União e 1% de estados e municípios para subsidiar programas de moradia social.

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outubro 6, 2009

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‘Çim Nóis Pode’, artigo de Júlio Wandam

Rio 2016

É impressionante a forma como discursam os políticos quando precisam conquistar suas metas.

Um país como o Brasil, com rica biodiversidade, águas doces em quantidade, fortunas incomensuráveis em minérios abaixo das florestas que desmatam para criar gado (?) na Amazônia, com petróleo à perder de vista no chão brasileiro, na costa marítima e agora descoberto milhões de barris de petróleo no famoso “pré-sal”; Posar de “coitado” (?) e de “sofrer preconceitos” internos do tipo, “em nosso país tem criança pobre, sem o que comer – Não pode ter Olimpíada”, é uma forma estranha de mostrar o valor que é dado a Nação Brasileira, e fazem com que se reflita o que isso significa.

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outubro 6, 2009

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Votorantim continua causando morte no rio São Francisco, denúncia de Frei Gilvander Moreira

Fotografia da Barragem de rejeitos minerários da Votorantim Metais, em Três Marias, ao lado do rio São Francisco. Ao fundo, barragem, cor verde. Embaixo, água suja do rio São Francisco. Um técnico em mineração me disse: “Construir uma barragem de rejeitos de mineração com metais pesados na beira de um rio é um absurdo, um crime de lesa-pátria.” Isso a Votorantim fez, após jogar os rejeitos minerários diretamente no rio São Francisco durante 14 anos.
Fotografia da Barragem de rejeitos minerários da Votorantim Metais, em Três Marias, ao lado do rio São Francisco. Ao fundo, barragem, cor verde. Embaixo, água suja do rio São Francisco. Um técnico em mineração me disse: “Construir uma barragem de rejeitos de mineração com metais pesados na beira de um rio é um absurdo, um crime de lesa-pátria.” Isso a Votorantim fez, após jogar os rejeitos minerários diretamente no rio São Francisco durante 14 anos.

Dia 02 de outubro de 2009, dia do nascimento de Gandhi, antevéspera do dia de São Francisco de Assis, patrono do Velho Chico, cerca de 350 pescadores, Sem Terra, sindicalistas e representantes de Movimentos populares e da Via Campesina – membros da Articulação Popular em defesa do rio São Francisco – promoveram manifestação na cidade de Três Marias, MG, às margens do Velho Chico e no portão de entrada da Votorantim Metais.

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outubro 6, 2009

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Defensoria entra com ação contra expansão de monocultura de eucaliptos em Piquete, no Vale do Paraíba

Monocultura de eucalipto
Monocultura de eucalipto

A Defensoria Pública do Estado em Taubaté ajuizou na última terça (29/09) Ação Civil Pública (ACP) para que seja suspenso o corte e transporte de eucaliptos até a realização de estudos de impacto ambiental e audiências públicas em razão da expansão da monocultura no município de Piquete, no Vale do Paraíba. A ação também busca impedir a utilização de potente herbicida no plantio e conservação de mudas de eucalipto, responsabilizando a Nobrecel SA Celulose e Papel e a Monsanto do Brasil pela contaminação de pessoas e do meio ambiente.

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outubro 6, 2009

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Audiência pública discutirá possíveis irregularidades na Usina de Estreito, MA

A audiência acontecerá no dia 9 de outubro, às 9h, na Câmara Municipal de Vereadores no município de Estreito (MA).

A Procuradoria da República no Município de Imperatriz está convocando toda a comunidade – especialmente os impactados pela realização da Usina Hidrelétrica de Estreito – para a realização de audiência pública, na qual serão discutidas possíveis irregularidades no pagamento de indenizações e reassentamentos da comunidades atingidas pela construção da usina.

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outubro 6, 2009

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SC: assentados produzem sementes orgânicas de hortaliças

Técnico da Ates, Rodrigo Dutra, no canteiro de mudas para a produção de sementes orgânicas. Foto de Fernando Goss
Técnico da Ates, Rodrigo Dutra, no canteiro de mudas para a produção de sementes orgânicas. Foto de Fernando Goss

A produção de sementes de hortaliças orgânicas está possibilitando uma nova perspectiva de renda para agricultores assentados de Santa Catarina. Comercializados com a marca Bionatur, a experiência é iniciativa de uma cooperativa de assentados do Rio Grande do Sul, mas que atualmente vem sendo desenvolvida nos três estados do Sul, além de Minas Gerais. Em Santa Catarina, hoje, são 40 famílias que estão atuando nesse segmento, em assentamentos dos municípios de Abelardo Luz, Passos Maia, Calmom, Matos Costa, Campos Novos e Fraiburgo.

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outubro 6, 2009

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Frigoríficos assinam compromisso pelo desmatamento zero na Amazônia

Gado localizado durante a operação Boi Pirata II. Foto Ibama
Gado localizado durante a operação Boi Pirata II. Foto Ibama

A organização não governamental Greenpeace assinou ontem (5) com os frigoríficos Marfrig, Bertin, JBS-Friboi e Minerva, os grandes maioresbrasileiros, um compromisso para que estas empresas não comprem mais carne de produtores que contribuem com o desmatamento da floresta. Segundo a entidade, 80% das áreas desmatadas na Amazônia são ocupadas pela pecuária.

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outubro 6, 2009

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Funasa se compromete a melhorar atuação na reserva Kadiwéu, em Porto Murtinho (MS)

admin

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Entre os problemas encontrados pelo MPF, falta de medicamentos básicos, dificuldade de transporte para os doentes e atendimento médico insuficiente. Revoltados, índios retiveram viatura da Funasa por oito dias.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) se comprometeu a resolver os diversos problemas apontados pela comunidade da Terra Indígena Kadiwéu, em Porto Murtinho (MS) e confirmados pelo Ministério Público Federal (MPF). O compromisso foi firmado em ata assinada pelo chefe do Distrito Sanitário Especial da Funasa em Mato Grosso do Sul (DSEI/MS), Nelson Carmelo Olazar, em reunião ocorrida na última quinta-feira, 2 de outubro, na aldeia Tomásia. Participaram da reunião o procurador da República Emerson Kalif Siqueira, o chefe do núcleo da Funai em Bonito, Antônio Bezerra da Silva, os caciques das seis aldeias da reserva e cerca de cinquenta indígenas.

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outubro 6, 2009

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Blogosfera: ‘Junte o seu vídeo ao meu’, Campanha em prol das metas em Copenhague

Olá Henrique Cortez e equipa do Portal Eco-Debate, olá Brasil

O meu nome é Luís Rosa, sou de Olhão, Portugal. Ontem comecei a segui-los no twitter e recibi uma direct message vossa a agradecer, mas eu é que agradeço a consideração, invulgar, por uma simples e desconhecida pessoa, como sou eu para vocês. Muito bom

Sou o autor dos blogs abaixo e num deles, o “Exigir 350 já” eu lanço uma campanha “Junte o seu vídeo ao meu”. A ideia é espalhar milhões de vídeos pelo youtube até 7 de Dezembro, dia da cimeira de Copenhaga. Será impossível aos governantes ficarem indiferentes a milhões de apelos pela redução até 350 ppm de CO2, o ruído seria demasiado e a pressão enorme. Já comecei a minha divulgação, massiva, em Portugal, para tentar atingir a minha meta dos 350000 vídeos só no meu país.

A minha sugestão é a seguinte, façam o mesmo, rapidamente, aí no Brasil. Só no vosso país podem ser milhões a aderir. Divulguem a ideia por o maior número de pessoas e de organizações ambientais brasileiras. Tentem o apoio de pessoas famosas, como actores, cantores, políticos (porque não), para dar a cara por esta (urgente) causa. Não há tempo a perder.

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outubro 6, 2009

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Impactos do latifúndio, artigo de Cesar Benjamin

admin

agricultura familiar

No nosso campo, quem gera emprego e produz comida é a agricultura familiar, mas é a que recebe menos apoio

[Folha de S.Paulo] Apesar de sua extensão, o Brasil, durante séculos, foi um país de porte pequeno ou médio, com população concentrada no litoral e agricultura em polos exportadores ou em torno de centros urbanos. A hileia e o cerrado não contavam; a pampa e a caatinga contavam precariamente para uma pecuária extensiva e outras atividades. Nas últimas décadas tornou-se viável o acesso a um território muito maior. Onde havia um grande país geográfico surgiu um grande país efetivo. O pomo da discórdia da questão agrária tradicional -a terra agricultável- tornou-se abundante.

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outubro 6, 2009

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Oferta de energia cresce mais com a entrada de novas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas)

pch
Imagem do Portal PCH

A entrada de novas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) vem predominando no aumento da matriz hidrelétrica brasileira do ano passado para cá, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Em 2008, a capacidade total das usinas de menor porte que entraram em operação foi mais do que o triplo do que das novas usinas hidrelétricas. Foram 642,8 MW (megawatts) a mais por parte da PCHs, contra 180 MW apenas oriundos de usinas de maior porte.Reportagem de Cirilo Junior, da Folha Online, no Rio.

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outubro 6, 2009

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The New York Times: Tanta comida, porém tanta fome

admin

Refugiados sudaneses no Chad, foragidos dos conflitos em Darfur, recebem alimentos distribuidos pela FAO
Refugiados sudaneses no Chad, foragidos dos conflitos em Darfur, recebem alimentos distribuidos pela FAO. Foto de Lynsey Addario, The New York Times

O mundo comemorou recentemente a vida e as realizações de Norman Borlaug, agrônomo nascido em Iowa (EUA) que criou variedades de trigo de alto rendimento para combater a fome. Borlaug, que morreu aos 95 anos em setembro, liderou a chamada Revolução Verde, que criou colheitas gigantescas em países antes empobrecidos como México, Índia e Paquistão. O Programa Alimentar Mundial da ONU (PAM) disse que ele salvou mais vidas do que qualquer homem na história. Apesar de suas conquistas, hoje há mais pessoas famintas do que nunca, e o total deverá superar 1 bilhão neste ano pela primeira vez, segundo a ONU.

Como pode haver tantas pessoas famintas, se os agricultores produzem alimentos o suficiente, pelo menos na teoria, para abastecer toda a população do planeta?

As respostas são complexas e envolvem de tudo, desde a política agrícola americana e a corrupção africana até guerra, pobreza, mudança climática e seca, que hoje é a causa mais comum da escassez de alimentos no planeta. Análise de Andrew Martin, The New York Times.

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