Operação Arco de Fogo já fechou mais de 30 serrarias ilegais no Maranhão

Publicado em setembro 4, 2009 por

Tags: combate ao desmatamento, desmatamento, IBAMA

Madeira ilegal apreendida pelo Ibama, em foto de arquivo
Madeira ilegal apreendida pelo Ibama, em foto de arquivo.

Buriticupu (MA) – O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acompanhou ontem (3) o andamento da Operação Arco de Fogo no município de Buriticupu, no Maranhão, onde verificou o fechamento de serrarias e fornos ilegais de carvão. Ele também conversou com agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e da Fundação Nacional do Índio (Funai) que estão na região há mais de um mês.

O ministro passou cerca de três horas na região e almoçou em uma base militar, montada pelo Exército para apoio à operação. A Arco de Fogo combate crimes ambientais nas terras indígenas Alto Turiaçu, Awá-Guajá e Carú e da Reserva Biológica do Gurupi. Ao todo, foram fechadas 33 serrarias ilegais e apreendidos mais de 3 mil metros cúbicos de madeira, o suficiente para carregar 150 caminhões.

A madeira será repassada ao Exército. Um caminhão de carvão também foi doado para a Pastoral da Criança.

Minc disse que, além de operações de repressão, é preciso aumentar a oferta de opções sustentáveis para a população que sobrevivia do desmatamento. “O desafio não é só apreender. O nosso sonho é que as pessoas vivam com dignidade.”

Durante a visita, o ministro lembrou o ataque a funcionários do Ibama em Buriticupu, em 2007, após o fechamento de serrarias. Liderados por madeireiros, moradores da cidade fecharam estradas e incendiaram veículos da fiscalização. “Desta vez, prendemos 21 pessoas e mais de 30 armas. O crime ambiental e a impunidade não vão prosperar no Brasil.”

O Maranhão é um dos estados da Amazônia Legal onde o desmatamento mais tem avançado. A região onde a Operação Arco de Fogo está sendo realizada é um dos “pontos críticos” do estado, de acordo com o ministro.

*Colaborou Luana Lourenço, de Brasília/ Edição: João Carlos Rodrigues

Reportagem de Manuela Castro*, da TV Brasil, publicada pelo EcoDebate, 04/09/2009

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Comentários (2)

 

  1. adelice cordeiro santos disse:

    reconhecemos que é preciso preservar para o bem de todos. porem envés do investimento com fiscais para amedrotar e afugenta o governo devedia invertir em concientização, orientação e preparo alem disso oferecer aos medereiros condições financeira com carencia e juros baixo e o mais importante sem burocracia para que os medereiros posam micra para um trabalho que não agrida a natureza mas que posam continuar alimentando seus filhos pois todos são humanos e com os devidos direitos. do contrário continuaram ariscando e dando trabalho aos fiscais e despesas ao governo para não ver os filhos passar fome.