fevereiro 2, 2009

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Novo estudo questiona a produção de grãos para biocombustíveis, por Henrique Cortez

biocombustível não é alimento

A crescente produção de biocombustíveis a partir de grãos e outras culturas alimentares é uma questão a ser discutida tanto no campo da ética, como da sua eficiência energética.

[Ecodebate] No Brasil, sempre que alguém questiona os biocombustíveis, nas questões relativas ao seus aspectos sociais e ambientais, acaba tratado como alguém que comete crime de lesa-pátria. No entanto, esta é uma questão global e deve ser considerada a partir da compreensão de que terá impactos diferentes em diferentes países.

A partir desta compreensão de múltiplas culturas com impactos diversificados, pesquisadores da Cornell University, em New York, estudaram os impactos da conversão de culturas alimentares para produção de biocombustíveis.

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fevereiro 2, 2009

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Acumulação de dióxido de carbono nos oceanos pode aumentar o aquecimento global em até cinco vezes nos próximos milênios, por Henrique Cortez

Nature Geoscience cover page

[EcoDebate] Pesquisadores da Universidade de East Anglia, em trabalho conjunto com pesquisadores da Universidade de Liverpool, concluíram que o aquecimento global, causado pelo aumento de dióxido de carbono na atmosfera, aumentará cinco vezes durante os próximos milénios. Para chegar a esta conclusão os pesquisadores estudaram o impacto que as atuais emissões de carbono têm sobre o delicado equilíbrio de troca de carbono entre a atmosfera e os oceanos.

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fevereiro 2, 2009

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Vazamento radioativo atinge o rio Ottawa, o mais importante do Canadá, por Henrique Cortez

Chalk River Laboratories, foto do The Canadian National Newspaper
Chalk River Laboratories, foto do The Canadian National Newspaper

[EcoDebate] Notícia publicada no The Canadian National Newspaper, de 01/02/2009, informa o vazamento de 7 mil litros de água radioativa, potencialmente carcinogênica, no rio Ottawa, o mais importante do Canadá.

O vazamento ocorreu no Canadian Chalk River Laboratories, um reator estatal de pesquisas.

Neste caso, em especial, está o vazamento para um rio que é fonte de abastecimento de água para milhões de canadenses. E, como parece ser o procedimento padrão na indústria nuclear mundial, a população só foi informada vários dias após a ocorrência do vazamento.

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fevereiro 2, 2009

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Grupo Especial Móvel de Fiscalização do MTE retira 49 trabalhadores explorados na colheita de Jaborandi no Pará

Trabalhadores resgatados viviam em barracas improvisadas. Foto: Divulgação / MTE
Trabalhadores resgatados viviam em barracas improvisadas. Foto: Divulgação / MTE

Grupo foi encontrado em situação precária, dormindo em barracos de lona, sem água potável e vulnerável às péssimas condições do local

O resgatou esta semana 49 trabalhadores que atuavam na colheita da folha de Jaborandi, em São Feliz do Xingu, no Pará. O grupo foi encontrado em situação precária, dormindo em barracos de lona, sem água potável e sendo deles cobrado todos os equipamentos para o trabalho, além da comida e outros materiais de necessidade cotidiana, já que nada tinham à disposição.

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fevereiro 2, 2009

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Ibama aplica multa diária em quatro empresas devido a acidente com etanol em Minas Gerais

Caminhão carregado com etanol, que trafegava na rodovia BR 267, caído dentro do Rio do Peixe. Foto Ibama.
Caminhão carregado com etanol, que trafegava na rodovia BR 267, caído dentro do Rio do Peixe. Foto Ibama.

Servidores do Ibama em Juiz de Fora aplicaram multa diária contra quatro empresas por não atenderem devidamente emergência ambiental na região. Um caminhão carregado com etanol que trafegava na rodovia BR 267 caiu dentro do Rio do Peixe na semana passada (21), no km 139, e até agora não foi retirado do local. Pelo menos uma pessoa morreu no acidente, e há suspeita de outra vítima fatal. A ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros, a Polícia Rodoviária Federal, Defesa Civil e o Ibama.

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fevereiro 2, 2009

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Grandes projetos desenvolvimentistas desrespeitam direitos humanos

Por trás do discurso de desenvolvimento, os grandes projetos brasileiros como a transposição do Rio São Francisco – que nasce em Minas Gerais e se estende até o Nordeste – e a construção de hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia, estão “passando por cima” de direitos humanos da população, sobretudo de quem vive nas áreas envolvidas. O alerta é da socióloga Marijane Lisboa, professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

O primeiro direito que está sendo violado é o direito dos brasileiros de discutir o que se quer. Esses debates deveriam ser trazidos para o cidadão. As necessidades dos setores sociais e econômicos deveriam ser melhor divulgadas para também entendermos como as obras desenvolvidas pelos governos poderiam afetar as comunidades envolvidas”, disse ela, no dia 31/2, ao participar de mesa-redonda na tenda de Direitos Humanos do Fórum Social Mundial de 2009, realizado na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em Belém (PA).

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fevereiro 2, 2009

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Fórum Social Mundial (FSM) vai cobrar das Nações Unidas ações para conter aquecimento global

um planeta cada vez mais quente

Algumas propostas debatidas no Fórum Social Mundial (FSM) vão sair de Belém e chegar a Copenhague (Dinamarca), palco da próxima reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em dezembro. Em uma das assembléias temáticas realizadas ontem (1º), último dia do megaevento, os participantes combinaram um chamado global por justiça climática como forma de pressionar os líderes mundiais para que contenham o aquecimento global.

Para nós a luta por justiça climática e por justiça social é a mesma luta. É uma luta pelos territórios, pela soberania, pelos direitos indígenas, por distribuição mais justa da riqueza do planeta”, aponta o documento final aprovado pelo grupo.

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fevereiro 2, 2009

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Ocupação irregular do solo é principal causa dos desastres provocados pelas chuvas

ocupação irregular de área de encosta

As chuvas têm provocado dezenas de mortes e deixado milhares de pessoas desabrigadas no Brasil desde novembro passado. Os estados mais atingidos são Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Os problemas se repetem a cada ano. Famílias perdem tudo, mas voltam a construir moradias em locais precários, por não ter para onde ir. E o círculo vicioso se mantém.

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fevereiro 2, 2009

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Mortandade de peixes na Lagoa de Araruama, Rio de Janeiro, pode se repetir nos próximos dois anos

Peixes mortos na Lagoa de Araruama, em foto do O Globo, 26/01/2009
Peixes mortos na Lagoa de Araruama, em foto do O Globo, 26/01/2009

As causas da mortandade de peixes na Lagoa de Araruama, na região dos Lagos (RJ) , há uma semana, ainda são investigadas. Segundo a prefeitura de um dos municípios afetados, o despejo de esgoto in natura no ecossistema pode ter provocado o incidente. O desastre ecológico resultou na morte de pelo menos 40 toneladas de peixes, mas as associações de pescadores calculam um volume bem superior, de 700 toneladas. Este é o terceiro ano que há mortandade na lagoa , e a Secretaria Estadual do Ambiente não descarta que isso venha a se repetir nos próximos verões.

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fevereiro 2, 2009

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Votorantin e Aracruz: gigantes da celulose contra a sociedade e o meio ambiente. Entrevista especial com Carlos Tautz

Monocultura de eucalipto, em foto de arquivo MMA
Monocultura de eucalipto, em foto de arquivo MMA

Não é de hoje que a monocultura do eucalipto causa rupturas nos laços sociais e ambientais. Isso, porque é uma forma de cultivo “que utiliza de forma intensa os nutrientes do solo, em especial, uma quantidade muito superior de recursos hídricos, com relação a outras culturas, além de tirar da área rural a figura humana, como também as culturas que garantiam a diversidade biológica”, conforme aponta o jornalista ambiental e pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) Carlos Tautz, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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fevereiro 2, 2009

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Desdobramentos sociais da mineração são debatidos no Fórum Social Mundial (FSM)

admin

Para procurador do Pará, o problema não está exatamente na produção de riqueza por meio da atividade minerária, mas na falta de responsabilidade com relação aos impactos dos projetos e na não distribuição da riqueza produzida

Belém – A primeira edição do Fórum Social Mundial (FSM) na Amazônia colocou a mineração no centro dos debates sobre a relação entre o uso da natureza e o desenvolvimento. Não faltaram eventos sobre o assunto. Os quadros mostram uma semelhança no plano nacional e internacional. Por Maurício Hashizume, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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fevereiro 2, 2009

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Le Monde: Em Carajás, o Eldorado minerador não faz a alegria de todos

admin

A floresta nacional de Carajás, no sul do Estado do Pará que sedia o Fórum Social Mundial, é uma espécie de paisagem com fundo falso: extraordinária e assustadora ao mesmo tempo. No coração desse pedaço da Amazônia aparentemente intacto, longe dos olhares, a gigante Vale explora a maior mina de ferro a céu aberto do mundo. Aqui existem reservas de ferro suficientes para um século, mas também de ouro, de cobre de manganês… “Nós escavamos somente 3% de uma floresta que se estende por 1,2 milhão de hectares”, explica a multinacional que construiu perto das pedreiras uma cidade para 5 mil desses assalariados, cercada por uma cerca alta de arame para manter à distância os intrusos e também os felinos selvagens. Matéria de Laurence Caramel, enviado especial a Parauapebas, Pará, no Le Monde.

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fevereiro 2, 2009

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Trabalho de luto, artigo de Ricardo Antunes

Relatório da OIT sobre a América Latina e anúncios de demissões nos EUA, na Europa e no Japão apontam para o derretimento dos níveis de emprego em escala global

[Folha de S.Paulo] Começam a ficar mais claros os contornos e as primeiras consequências da crise que vem liquefazendo o sistema do capital em escala global. O Fórum de Davos (Suíça) “começa com executivos em pânico” (Dinheiro, 28/1).

Lá, onde estão reunidos representantes das “classes verdadeiramente perigosas”, os executivos globais contabilizam o que já é incontável e mergulham numa crise de proporções alarmantes.

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fevereiro 2, 2009

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Bolsas & famílias, artigo de Miriam Leitão

Quando o governo ampliou o Bolsa Família, entendeu-se como gastança federal. Quando o BNDES comprou ações da Aracruz e da Votorantim, entendeu-se como medida contra a crise. Com a primeira decisão, o governo vai gastar meio bilhão de reais e beneficiar 1,3 milhão de famílias pobres; com a segunda, está gastando dois bilhões e meio de reais para beneficiar quatro famílias ricas.

[O Globo] No primeiro caso, o governo está incluindo no programa quem tem renda familiar de R$ 137 per capita por mês. No segundo caso, é impossível calcular a renda familiar dos beneficiados. O grupo Votorantim, da família Ermírio de Moraes, e a Aracruz, das famílias Lorentzen, Almeida Braga, Moreira Salles e Safra, fizeram maus negócios na aposta no mercado futuro de câmbio. Perderam muito dinheiro. O BNDES financiou a compra da Aracruz pela Votorantim e ele mesmo comprou um bloco de ações, pagando acima da cotação de mercado. No dia seguinte, o valor das ações caiu mais e os avaliadores de risco deram às ações perspectiva negativa.

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fevereiro 2, 2009

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Jornalismo, agronegócio e crises plantadas, artigo de Wilson da Costa Bueno

[24Horas News] A imprensa, e por extensão a opinião pública, tem proclamado, sem qualquer espírito crítico, o sucesso do agronegócio, sem se dar conta de que, como toda atividade produtiva, ele está à mercê das forças do mercado e particularmente de lobbies promovidos por grupos e corporações interessados em manter os seus privilégios.

Repete-se aqui o ditado: o uso continuado do cachimbo deixa a boca torta. E assim se fez. A imprensa em agronegócio vive com a boca torta.

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fevereiro 2, 2009

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Estudo da Nasa conclui que tempestade solar pode gerar caos nos EUA

Mapa mostra as regiões que seriam atingidas nos EUA caso ocorresse uma tempestade semelhante ao evento de 1921. Crédito: Nasa/National Academy of Sciences.
Mapa mostra as regiões que seriam atingidas nos EUA caso ocorresse uma tempestade semelhante ao evento de 1921. Crédito: Nasa/National Academy of Sciences.

Cientistas da Nasa e da Academia Nacional de Ciências, dos EUA, concluíram um surpreendente estudo que detalha minuciosamente o que pode acontecer em nossa moderna sociedade tecnológica caso ocorra um super flare solar seguido de uma extrema tempestade geomagnética. O estudo mostra que quase nada está imune à tempestade, nem mesmo a água das residências.

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