dezembro 6, 2008

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Enchentes renovaram o ambientalismo catarinense? artigo de Guilherme Floriani

Pomerode(SC)- Foto enviada por leitores da região afetada pelas chuvas Foto: Divulgação/ABr
Pomerode(SC)- Foto enviada por leitores da região afetada pelas chuvas Foto: Divulgação/ABr

Em artigo, o engenheiro florestal Guilherme Floriani questiona se a nova enchente que atingiu Santa Catarina conseguiu chamar a atenção para a necessidade de uma nova ética, confirmou as previsões dos ambientalistas ou possibilitará políticas públicas que realmente preservem o meio natural.

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dezembro 6, 2008

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Hiperconsumo na origem das crises financeira e climática


Imagem: Stockxpert

Entre os grandes conteúdos que dão conta do mal-estar planetário, encontram-se a crise financeira e a crise climática. Essas crises estão entrelaçadas e são decorrentes de um tipo de civilização engendradas especialmente ao longo dos últimos dois séculos baseadas no paradigma do crescimento econômico ilimitado. Ambas as crises têm na sua origem, como um dos principais elementos, o consumo desenfreado. “Foi a onda consumista que levou o planeta à mudança climática e, finalmente, agora, nos levou a esta enorme crise financeira e econômica que estamos vivendo, a maior de toda a história da humanidade”, afirma Kalle Lasn, um militante anticonsumo.

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dezembro 6, 2008

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Exposição a agrotóxicos causa declínio no nascimento de homens em cidades do Paraná


Diversos estudos na Europa e nos EUA vêm relatando uma tendência de declínio na proporção de nascimentos de homens, associados a exposição a esses poluentes químicos

Os impactos da exposição a agrotóxicos na saúde reprodutiva em municípios agrícolas do estado do Paraná foi o tema da dissertação de mestrado em saúde pública e meio ambiente da biomédica Gerusa Gibson, publicada na Revista Panamericana de Saúde Pública. O trabalho buscou investigar a tendência temporal da proporção de nascimentos masculinos para o Paraná, no período entre 1994 e 2004, e a correlação dessa tendência com o volume de vendas de agrotóxicos no estado em 1985. Os resultados apontaram que, em alguns dos municípios com elevados índices de consumo, houve um declínio no nascimento de homens. Consumo de agrotóxicos e distribuição temporal da proporção de nascimentos masculinos no Estado do Paraná, Brasil é o título da dissertação.

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dezembro 6, 2008

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TRF mantém a validade do licenciamento ambiental da usina hidrelétrica de Jirau

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Jirair Aram Meguerian, deferiu, na noite de 4/12, o pedido de suspensão da liminar que cancelou a licença ambiental para a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia. Com isso, a licença, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), continua valendo.

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dezembro 6, 2008

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INPE registra 541 km2 de desmatamento na Amazônia em outubro

O sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indica que 541 km2 da Amazônia Legal sofreram corte raso ou degradação progressiva durante o último mês de outubro. Deste total, 233 km2 foram registrados no Mato Grosso e 218 km2, no Pará.

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dezembro 6, 2008

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os resultados das Estatísticas do Registro Civil de 2007

admin

O documento traz informações sobre o registro de nascimentos, a incidência de óbitos violentos, o número de casamentos, divórcios e separações, entre outros dados.

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dezembro 6, 2008

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Governo do estado do Rio de Janeiro e a Vale fecham acordo para adoção do parque da Ilha Grande

A mineradora Vale e o governo do estado do Rio de Janeiro assinaram ontem (5) um acordo para adoção do Parque Estadual da Ilha Grande, litoral sul fluminense. Ao todo serão investidos R$ 20 milhões pelos próximos cinco anos. A Vale arcará com R$ 5 milhões e o restante virá dos governos federal e estadual e da prefeitura de Angra dos Reis, município do qual faz parte Ilha Grande.

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dezembro 6, 2008

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Relatório Direitos Humanos no Brasil 2008 retrata um país que não consegue enfrentar as mais flagrantes violações

Trabalhador resgatado pelo MTE, no Ceará

Amplo desrespeito
– Mortes por excesso de trabalho e aumento da violência policial são destaques negativos

Cortadores de cana mortos por exaustão, aumento da violência policial, trabalho escravo se espalhando pelo país e índios assassinados são algumas das violações registradas no Relatório Direitos Humanos no Brasil 2008. A publicação, lançada ontem, é fruto do trabalho de pesquisa de 22 organizações ligadas à defesa dos direitos humanos e traz um panorama da situação brasileira. O balanço mostra poucos avanços em relação à garantia da dignidade no país. Na avaliação de Maria Luisa Mendonça, diretora da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e uma das organizadoras do relatório, o Brasil segue sem enfrentar as causas do desrespeito a direitos básicos, como alimentação e saúde pública. Matéria de Renata Mariz, da equipe do Correio Braziliense, 05/12/2008.

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dezembro 6, 2008

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floresta zero: Stephanes e Minc trocam acusações sobre desmatamento

Para ministro da Agricultura, pasta do Meio Ambiente é “incompetente”; Minc diz que colega está “descompensado”. Stephanes foi criticado por proposta que dá anistia a desmatadores; em resposta, ele disse que ambientalistas não plantam, só poluem.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu ontem sua proposta para alterar o Código Florestal, disse que nunca foi favorável ao desmatamento ilegal e chamou o Ministério do Meio Ambiente de “incompetente” no combate à destruição da floresta. Matéria de Afra Balazina, da Folha de S.Paulo, 05/12/2008.

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dezembro 6, 2008

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Seca na Austrália obriga estado a comprar água, para evitar desabastecimento em 2009

Reservatório esgotado, em foto de arquivo
Reservatório esgotado, em foto de arquivo

A região mais seca da Austrália, o Estado da Austrália do Sul, decidiu comprar 231 bilhões de litros de água para evitar o risco de desabastecimento em 2009.

As autoridades locais afirmam que gastaram dezenas de milhões de dólares para garantir que a quinta maior cidade do país, Adelaide, e o Estado tenham água suficiente. A seca é comum no sul da Austrália, uma região que normalmente recebe pouca chuva. Matéria da BBC Brasil, 05 de dezembro, 2008 – 21h44 GMT (19h44 Brasília).

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dezembro 6, 2008

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Brasil ainda tem pouco conhecimento sobre impactos do aquecimento e não sabe como vai lidar com eles

Vulnerável e mal adaptado – O Brasil deu um passo importante ao estabelecer um Plano Nacional de Mudanças Climáticas com metas para a redução do desmatamento da Amazônia e, por conseqüência, das emissões de gases de efeito estufa. O documento, porém, traz uma lacuna em adaptações aos danos que devem ser provocados pelo aquecimento global mesmo se as emissões fossem zeradas hoje. A opinião é de ambientalistas e cientistas envolvidos com a questão.

Isso é reflexo de um problema mais fundamental: o Brasil pouco conhece suas vulnerabilidades às alterações do clima. Com base em uma série de estudos lançados a partir do ano passado, sabe-se, por exemplo, quanto a temperatura deve subir em cada região, que a Amazônia pode sofrer um processo de savanização e que a elevação do nível do mar pode pôr em risco a cidade do Recife. Por Giovana Girardi, do O Estado de S.Paulo, 05/12/2008.

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dezembro 6, 2008

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Redução das Emissões por Desmatamento (RED): Mecanismo que propõe pagamento pelo desmatamento evitado deve avançar na COP

Floresta Amazônica, em foto de arquivo MMAFloresta Amazônica, em foto de arquivo MMA

Um dos setores com maior expectativa de avançar na reunião de Poznan é o de florestas, em torno do mecanismo conhecido como RED (redução das emissões por desmatamento).

Valor para floresta em pé – Há um consenso entre os especialistas em negociação climática internacional de que a redução do desmatamento será a principal contribuição de países em desenvolvimento, que ainda têm florestas, para a redução das emissões de gases-estufa. A atividade é responsável por cerca de 20% do carbono liberado na atmosfera em todo o mundo. No Brasil, essa cifra era de 75% no único inventário realizado no País, em 1994. Matéria de Giovana Girardi, do O Estado de S.Paulo, 05/12/2008.

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dezembro 6, 2008

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Redução das Emissões por Desmatamento (RED): Não há consenso sobre benefícios e perigos da proposta de pagamento

Comunidade tradicional quer debater desmate evitado – A eventual regulamentação de um mecanismo financeiro que possa render ganhos com o desmatamento evitado tem movimentado comunidades de povos tradicionais de florestas de várias partes do mundo, que pedem para participar do debate.

Índios e seringueiros do Brasil estão otimistas, achando que poderão lucrar se for feito algum pagamento por essa redução. Já povos dos demais países com cobertura amazônica prevêem um “desastre” se as emissões evitadas em florestas forem negociadas em um mercado de carbono. O temor é que, com a valorização do carbono florestal, as populações tradicionais acabem expulsas de suas terras por quem quer ganhar com esse novo comércio.Por Giovana Girardi, do O Estado de S.Paulo, 05/12/2008.

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