dezembro 3, 2008
As chuvas e a água nossa de todo dia, artigo de Osvaldo Ferreira Valente
As chuvas em Santa Catarina, artigo de Elaine Tavares
Brasil: agronegócio e desflorestamento responsáveis pela mudança climática
FAO alerta que as mudanças climáticas ameaçam a segurança alimentar no Pacífico
Ibama alerta: não consuma lagosta fresca no período do Defeso que começou no dia 01/12
Pesquisa revela benefícios de cobertura vegetal para plantio
Povos Indígenas: avanços e violências
Falta de política de habitação aumenta tragédia em SC
Lições de Santa Catarina: de Brasília a Poznan, artigo de Roberto Smeraldi
Mudança climática e crise financeira devem ser combatidas com a mesma urgência
Meta do Plano Nacional de Mudanças Climáticas depende de queda brusca no desmate
ONU recomenda unificação de esforços contra desertificação
Europa atrasa normas de redução de CO2 por automóveis
União Européia quer definir divisão dos custos de plano climático em Poznan
dezembro 3, 2008

[EcoDebate] Prometi, no último artigo [Sobre nascentes e rios], que aquele seria o primeiro de uma série falando sobre a formação e manutenção de lençóis subterrâneos (aqüíferos) e nascentes. Tinha pensado em fazer o próximo sobre tipos de nascentes. Mas os episódios de Santa Catarina mudaram a minha intenção e resolvi falar sobre chuvas, que são as responsáveis pelo fornecimento da matéria prima, a água, que será processada pelas pequenas bacias e disponibilizada para uso, em lençóis e nascentes, ou para provocar transtornos, em forma de enxurradas, enchentes ou deslizamento de terras. O que eu vou descrever tem toda relação com o sentimento de amor e ódio que as chuvas são capazes de provocar nas populações, dependendo de comportamentos e circunstâncias.
dezembro 3, 2008
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Há dois anos, 5,3 milhões de hectares de lado a lado da Indonésia ficaram engolfados em chamas na pior estação de incêndios desde 1997/98. A fumaça cobria grandes porções do Sudeste da Ásia, escondendo mais incêndios de turfeiras e florestas na Malásia. Mais de 75.000 incêndios de lado a lado de Sumatra e Bornéu. O experto em turfeiras, o Professor Florian Siegert ajudou a analisar detalhes desde imagens de satélite e concluiu: “A maioria dos fogos foram acendidos para desmatar terras para plantações. Essas queimas às vezes saem de controle porque as florestas já têm sido danificadas pela atividade madeireira ilegal”.1 Agora ocorrem incêndios similares todo ano, apesar de que sua escala varia, dependendo da duração e intensidade da estação seca. O dendezeiro tem virado o principal promotor da destruição de turfeiras, seguido pelas plantações para pasta de celulose e papel.
dezembro 3, 2008
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Ilhota (SC) – Vista aérea do Morro do Baú, em Ilhota-SC, área de risco de onde algumas pessoas se recusam a sair Foto: Wilson Dias/Abr
As chuvas que caem a três meses seguidos em Santa Catarina acabaram se transformando em tragédia. E, no meio da dor de milhares de famílias que perderam pessoas e coisas me vêm a mente o célebre debate entre Voltaire e Rousseau, feito através de escritos, pouco depois do terremoto de Lisboa, ocorrido em 1755. Naquela tragédia européia morreram mais de 100 mil pessoas, a cidade ficou destruída e os grandes pensadores da época – que eram os que formavam opinião, tal qual hoje a mídia – erguiam os braços aos céus dizendo que era uma fatalidade, obra da providência divina. Voltaire ironizava esta idéia de que o terremoto fosse um castigo de deus e colocava a culpa na natureza. Já Rousseau, mostrava as causas sociais do desastre e apontava: “20 mil casas de seis ou sete andares foram construídas.. O homem deveria tê-las feito menores e mais dispersas”. Para ele, era a civilização humana a culpada pelos males que se abatiam sobre ela. Rousseau inocentava assim, a deus e a natureza e lembrava que havia sido a idéia insana de muitos lisboetas de protegerem seus pertences que os levara – muitos – à morte.
dezembro 3, 2008
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O modelo de desenvolvimento atual vem se aprofundando em função de modelos em larga escala – de produção, comercialização , consumo – e as atividades que o sustentam são também em larga escala e fundamentalmente intensivas. Elas são as que têm acarretado o maior problema que paira sobre a humanidade desavisada: o aumento das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, responsáveis pela mudança climática.
dezembro 3, 2008

Relatório da FAO: Climate Change and Food Security in Pacific Island Countries
O aquecimento do oceano, aumento da freqüência dos ciclones tropicais, ciclos irregulares de cheias e secas podem ter um impacto devastador sobre os sistemas de produção alimentar nos países insulares do Pacífico. É o que alerta a FAO, no relatório “Climate Change and Food Security in Pacific Island Countries”. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
dezembro 3, 2008
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Se você aprecia saborear um delicioso prato feito com lagosta, deve estar atento ao período de defeso da espécie, que começou ontem e se estende até o último dia de maio de 2009, em todo o litoral brasileiro, principalmente na faixa que vai do Amapá ao Espírito Santo, área de maior ocorrência do crustáceo. O Ibama alerta: produtos e subprodutos derivados das lagostas vermelha (Panulirus argus) e cabo verde (Panulirus Laevicauda) só devem ser consumidos se capturados antes do período do Defeso dessas espécies.
dezembro 3, 2008
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Método apresenta vantagens, entre as quais a redução da erosão do solo

Cobertura vegetal aplicada no campo experimental da Feagri: resultados podem ser transportados para todas as regiões do Estado de São Paulo (Foto: Divulgação)
Se os agricultores utilizassem o sistema de plantio direito, protegendo a superfície do solo contra o impacto direto da chuva com uma cobertura morta, teríamos uma redução de cerca de 80% na erosão, que é um dos principais processos de degradação ambiental. A estimativa é de que o Brasil perde anualmente cerca de 500 milhões de toneladas de terra pela erosão hídrica. Estes dados são apresentados pelo professor Zigomar Menezes de Souza, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp, que acaba de orientar pesquisa de mestrado envolvendo a aplicação de cobertura de resíduos de milho em cultura de feijão irrigado.
dezembro 3, 2008
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O Conselho do Cimi e sua Diretoria, na última reunião ordinária realizada nos dias 24 a 27 de novembro, analisaram a realidade vivida pelos povos indígenas, bem como as lutas empreendidas pela defesa e garantia de seus direitos no Brasil e no continente. Apesar das constantes violências, das situações de intolerância, preconceitos e genocídio, os povos asseguraram importantes vitórias, particularmente no Equador, com a aprovação de uma nova Constituição que reconhece a plurinacionalidade, possibilitando assim que os povos indígenas exerçam o seu direito e seus princípios de justiça, e na Bolívia a vitória do presidente Evo Morales no referendo em que o confirmou na presidência daquele país.
dezembro 3, 2008
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Blumenau foi uma das cidades catarinenses mais atingidas pelas chuvas. Cerca de 18 mil casas foram danificadas, deixando 20 mil pessoas desalojadas e 2.800 desabrigadas. Foto de James Tavares/ Secom-SC
A falta de política de habitação, muito comum nas cidades brasileiras, agravou os efeitos das enxurradas que atingem Santa Catarina há três meses. Em entrevista, o arquiteto e professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Luiz Alberto de Souza, avalia como a urbanização e as moradias precárias no Vale do Itajaí, região mais atingida pelos temporais e pelas enchentes, contribuíram para as mais de cem mortes, boa parte em decorrência de deslizamentos. Dados extra-oficiais apontam que somente na cidade de Blumenau, o déficit de moradia atinge seis mil famílias.
dezembro 3, 2008

Itajaí, onde fica o rio Itajaí-Açú, que ficou mais de 10 metros acima do normal, é um dos municípios mais prejudicados pelas tempestades. Foto de Neiva Daltrozo/ Secom-SC
Mete-se a mão no bolso do contribuinte para enfrentar os danos da calamidade, mas não se realizam os investimentos
[Folha de S.Paulo] ESTÃO (parcialmente) errados os observadores que atribuem o recente desastre de Santa Catarina apenas ao desmatamento na Amazônia. É verdade que esse é um forte determinante -tanto por meio de mudanças climáticas regionais quanto globais- dos fenômenos climáticos extremos, assim como tudo indica que aquilo que aconteceu nos últimos dias faça parte dessa categoria.
dezembro 3, 2008
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Foto do satélite Aqua mostra a cobertura de gelo no Pólo Norte, que atingiu em setembro o segundo ponto mais baixo já registrado. Se o derretimento das calotas polares tivesse impacto mais imediato sobre as bolsas de valores, será que o mundo estaria demorando tanto para agir? (foto: NASA/GSFC).
Risco sistêmico ambiental – Foi anunciado recentemente que as medidas de combate à crise financeira já custaram impalpáveis 5 trilhões de dólares aos cofres dos Estados Unidos, sob pretexto de que a quebra de bancos representaria um risco sistêmico de colapso da economia global. A soma é mais de 30 vezes maior do que os 150 bilhões de dólares que o presidente eleito norte-americano Barack Obama afirmou que investirá em fontes renováveis de energia em um programa de dez anos.
dezembro 3, 2008
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Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Desmatamento em 2009 terá de ser o menor da história para cumprir meta. Plano lançado ontem pelo governo federal estipula uma queda de 40% na devastação da Amazônia até 2010
O governo federal lançou ontem o seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que traz como meta principal uma redução progressiva do desmatamento na Amazônia nos próximos dez anos. A primeira etapa é reduzir em 40% a média anual de desmate no período 2006-2009, em relação à média dos dez anos anteriores (1996-2005), que foi de 19.500 km2 de floresta derrubada. Ambientalistas classificaram a meta como “tímida”. Mas nem tanto. Para cumprir o plano, segundo cálculos do Estado, o desmatamento em 2009 terá de ser o menor da história – 9.200 km2, no máximo. Do O Estado de S.Paulo, 02/12/2008.
dezembro 3, 2008

Cidade da Praia, 2 dez (Lusa) – A Rede de Parlamentares da Convenção das Nações Unidas de Luta Contra a Desertificação (UNCCD) recomendou a unificação de esforços em nível parlamentar para conservar a terra e impedir o avanço do fenômeno.
A recomendação surgiu durante uma reunião do Comitê Diretor do 7º Fórum dos Parlamentares da UNCCD, realizada na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, aproveitando a visita do secretário executivo da convenção, Luc Gnacadja.
dezembro 3, 2008

Bruxelas, 2 dez (EFE).- O Parlamento Europeu e a Presidência da EU -atualmente com a França-, concordaram em atrasar as normas de redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) para todos os veículos ligeiros novos.
Em 2012, somente 65% da frota de veículos novos da UE terá que respeitar o limite de 130 gramas de CO2 por quilômetro, em vez dos 100% que havia proposto a Comissão Européia.
dezembro 3, 2008

Um aerogerador produz energia sem poluir diante da usina de Vattenfall, na Alemanha
Países da União Européia pretendem diminuir 20% suas emissões de gás carbônico até 2020, mas não conseguem chegar a um acordo sobre a divisão dos custos dessa redução. Consenso deverá ser alcançado em Poznan, na Polônia.










