novembro 5, 2008
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Movimento ambientalista: quem representa quem? artigo de Telma Delgado Monteiro
Relatório denuncia injustiças sociais e ambientais no São Francisco (primeira parte)
A pegada ecológica brasileira. Entrevista especial com Lucas Gonçalves Pereira
Artigo revisa estudos de duas décadas sobre exposições a mercúrio na Amazônia
Lições a tirar da crise econômica internacional, artigo de Ivo Lesbaupin
Um projeto que muda a matriz energética na Amazônia, artigo do Eng.Agr. Gert Roland Fischer
Estudo da FGV mostra que o Brasil terá 100% de saneamento básico só em 20 anos
(agricultura orgânica) Tecnologia agrícola: saúde ou doença? artigo de Gilberto Dupas
Bahia tem 2 mil casos de trabalho análogo à escravidão
A crise irreversível do capitalismo
Blogosfera: Belo Monte-movimentos sociais realizam debate no coração da Volta Grande
novembro 5, 2008
[Environmental movement: who is who? article by Telma Delgado Monteiro]

Imagem: SXC
Quem são, na verdade, aqueles que nos representam? Cansei de ver nomes citados nessas lamentáveis controvérsias. Nós elegemos para os conselhos as organizações ou as pessoas? Quem são elas, as organizações e as pessoas? Qual o critério usado para indicar os que vão nos representar numa plenária do CONAMA ou do CNRH? São endógenos?
Tenho acompanhado vários embates em diversas listas de discussão. Confesso que fico cada vez mais preocupada com os espaços e tempos preciosos ocupados por brigas entre seus integrantes, sejam elas devido a cartas não assinadas, suspensões não compactuadas ou “diálogos” com poluidores.
novembro 5, 2008
[Mining of uranium in Caetité / BA: social and environmental costs of nuclear power, article by ZoraideVilasboas]

Usina de Beneficiamento de Urânio – Caetité. Foto: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)
É preocupante a situação das populações dos municípios de Caetité (46.192 habitantes) e Lagoa Real (13.795 habitantes), localizados a mais de 750 km de Salvador, capital da Bahia, que vivem sob a influência do único complexo mínero-industrial de extração e beneficiamento de urânio em atividade no país. Até hoje não sabem a real proporção e as conseqüências do transbordamento de líquido radioativo de uma bacia de decantação de urânio que, em junho deste ano, encharcou o solo na Unidade de Concentrado de Urânio (URA/Caetité), operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A ocorrência eleva para mais de 10 os acidentes, incidentes (ou “eventos nucleares usuais”, como prefere a INB), registrados em pouco mais de oito anos de funcionamento, aumentando as dúvidas sobre a competência científica e técnica da empresa para lidar com atividades de grande complexidade – extração, beneficiamento e transporte de material atômico – e alto risco para o homem e o meio ambiente.
novembro 5, 2008
[Report denouncing social and environmental injustice in São Francisco river, part 1]

‘ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO’ NA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO: O TRAÇADO DE CONFLITOS E INJUSTIÇAS SOCIAIS E AMBIENTAIS
Relatório – Denúncia

São Francisco Vivo – Terra e Água, Rio e Povo
Articulação Popular pela Revitalização do São Francisco
Sobradinho 16 de outubro de 2008
Introdução
Em Sobradinho (BA), nos dias 18 e 19 de outubro de 2008, Dom Luiz Cappio e o povo do São Francisco e do Semi-árido receberam o Prêmio Pax Christi Internacional pela luta em defesa do Rio São Francisco e do Semi-árido brasileiro.
No Brasil e no mundo os Movimentos Sociais e Organizações Civis se levantaram pela Soberania Alimentar, fazendo da Semana da Alimentação, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma jornada de lutas. Foi um libelo em defesa da Água, bem vital, e do acesso à Alimentação, direito fundamental, contra os grandes negócios privados em torno da Água como recurso hídrico, da Terra e da Comida, que ameaçam sua destinação primordial – a Vida de Todos. Um gesto pela Paz, fruto da Justiça Social e Ambiental, como quiseram nossos jejuns, orações e os enfrentamentos populares concretos.Desde sempre o povo do São Francisco tem lutado, afinal são as vítimas principais das conseqüências nefastas dos sucessivos “ciclos do desenvolvimento” impostos autoritariamente: currais de gado, hidrelétricas, irrigação, “reflorestamento”, mineração, entre outros. Mais recentemente, os Movimentos e Organizações Sociais e as lutas populares concretas da Bacia do Rio São Francisco têm procurado se articular para fortalecer a defesa do Rio e de seu povo.
novembro 5, 2008
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[Guarani people, a great people! Resistance and struggle for the demarcation of their land, article by Roberto Antonio Liebgott]
Nesta breve reflexão pretendo apresentar algumas das dificuldades, expectativas e reivindicações de comunidades do Povo Guarani que vivem no Rio Grande do Sul, de modo especial na região metropolitana de Porto Alegre. E a questão principal relaciona-se à luta pela terra, considerando que estas comunidades estão submetidas a uma vida de privações e desigualdades, resultante do confinamento em pequenas porções de terras às margens das estradas, em áreas compradas pelo Estado ou cedidas por particulares. Ressalto que este texto não pretende ser um estudo aprofundado sobre aspectos étnicos, culturais e religiosos deste povo, mas pretende vincular esta discussão cultural à incontestável necessidade política de garantia das terras, como condição primordial para assegurar plenamente os direitos deste povo indígena.
novembro 5, 2008
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[The brazilian footprint. Special interview with Lucas Pereira Goncalves]

Imagem representando a ‘pegada ecológica’
Para pensarmos a forma como o meio ambiente está se denegrindo, é preciso atentarmos para a forma como estamos consumindo os recursos naturais. Deixamos, portanto, “pegadas” nos espaços que nos apropriamos e quanto mais exploramos a Terra, mais marcas deixamos na natureza. Desta forma, funciona a Pegada Ecológica, uma estimativa que mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade que o planeta tem de oferecer e renovar seus recursos naturais assim como de absorver os resíduos que geramos. “Pela metodologia convencional, a pegada do Brasil é de cerca de 2,1 hectares por pessoa, ou seja, cada brasileiro precisa de uma área de cerca de 2 campos de futebol para produzir tudo aquilo que ele consome. Esse valor é pequeno se comparada à pegada dos EUA. Cada americano precisa de quase dez campos de futebol para manter seu padrão de consumo”, declarou Lucas Gonçalves Pereira em entrevista à IHU On-Line, realizada por e-mail.
novembro 5, 2008
[Human mercury exposure and adverse health effects in the Amazon: a review]

Mortandade de peixes causada por despejo de mercúrio em rio
Em artigo publicado em suplemento da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Interdisciplinar de Pesquisas sobre Biologia, Saúde, Sociedade e Meio Ambiente de Montreal, no Canadá, examinaram questões sobre exposição humana ao mercúrio e seus efeitos adversos à saúde na Amazônia. A pesquisa teve como base a revisão de 120 estudos que abordam, por exemplo, a relação entre fontes naturais e ecotoxicologia, mineração e riscos para a saúde e aspectos nutricionais e fatores genéticos. Outros 42 estudos sobre a temática realizados em outras partes do mundo foram incluídos a título de comparação.
novembro 5, 2008
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[Lessons to be learned from the international economic crisis, article by Ivo Lesbaupin]

Imagem: Stockxpert
Por mais de 30 anos nos fizeram crer que um outro modelo de desenvolvimento ao neoliberal era impossível de ser realizado, que não havia alternativas à economia de mercado. Falavam que o Estado estava falido, que não tinha recursos para a saúde pública, para a educação pública, para as aposentadorias, para gerar emprego. De repente, este Estado que não tem recursos para a sociedade, especialmente para os menos afortunados, este Estado descobre recursos incríveis para salvar as instituições financeiras.
O sociólogo Ivo Lesbaupin reflete em artigo – que recebemos e publicamos na íntegra -, algumas das lições que temos de tirar da maior crise econômica internacional desde a crise de 1929. Ivo Lesbaupin é doutor em Sociologia pela Université de Toulouse-Le-Mirail, da França e, atualmente, é professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro. (UFRJ).
O artigo foi, originalmente, publicado na página www.iserassessoria.org.br
novembro 5, 2008
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[A project that changes the energy matrix in the Amazon, article by Eng.Agr. Gert Roland Fischer]
O projeto altera a matriz energética da Amazônia. Com a utilização de matéria prima florestal disponível em todas as partes da fronteira agrícola produz-se um novo insumo: Energia elétrica. Os sub-produtos dessa matriz entre outros são: carvão, alcatrão e ácidos pirolenhosos.
A energia elétrica gerada pela queima de lixo orgânico ou biomassa em caldeiras turbinadas a vapor SUBTITUI com vantagens a queima do óleo diesel ou BPF.
novembro 5, 2008
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[Study of FGV shows that Brazil will have 100% of basic sanitation only in 20 years]

Com o atual ritmo de investimentos do país em saneamento básico, de R$ 10 bilhões por ano, o Brasil precisará de, ao menos, 20 anos para conseguir universalizar o serviço à toda a população.
A conclusão está na terceira etapa da pesquisa Impactos Sociais de Investimentos em Saneamento, divulgada ontem (4) em São Paulo, realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido do Instituto Trata Brasil.
De acordo com o estudo, seriam necessários recursos equivalentes a cinco Programas de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, para que toda a população do país passasse a ser atendida.
novembro 5, 2008
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[organic agriculture - agricultural technology: health or disease? article by of Gilberto Dupas]

Podemos sonhar com uma agricultura orgânica que gere mais saúde que doenças, produzindo comida de boa qualidade?
[Folha de S.Paulo] A ALIMENTAÇÃO humana, contaminada de agrotóxicos e pesticidas e alterada em sua natureza intrínseca pelo processamento radical, está sendo acusada por especialistas de ter sido transformada em uma máquina de fabricar doentes e gerar verdadeiras epidemias contemporâneas, como cânceres e diabetes.
novembro 5, 2008

Imagem de satélite da Floresta da Tijuca, RJ.
[Correio Braziliense] Ao estudar o ambiente rural, especialistas analisam o uso da terra e as reservas de proteção ambiental – as matas ciliares, os rios e a fauna necessários à sustentabilidade. Importa considerar as vulnerabilidades do ambiente em que se cultiva a terra e partir para a sustentabilidade. Há preocupação com o bioma amazônico e os cerrados. Ambos são vistos como territórios de reserva para futuras gerações. Preservá-los da cobiça (nacional e internacional) é dever do Estado, das empresas e de todo brasileiro.
novembro 5, 2008
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[Bahia has 2 thousand cases of work similar to slavery]

Estatística da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam para 25 mil o número de brasileiros vítimas do trabalho forçado – situações em que, aparentemente formais, as relações trabalhistas expõem o empregado à dependência e subserviência aos empregadores, muitas vezes envolvendo ameaça e assédio moral. Deste total, cerca de 2 mil estão na Bahia, a maioria realizando trabalho rural escravo na região Oeste de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães. Por Emanuela Sombra, do A Tarde e Haroldo Abrantes/Agência A Tarde, 03/11/2008
novembro 5, 2008
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[Thousands of Indian farmers are committing suicide after using genetically modified crops, by Henrique Cortez]

A denúncia foi publicada pelo Mail Online, edição online do jornal inglês The Mail on Sunday, na edição de 03/11/2008. A matéria “The GM genocide: Thousands of Indian farmers are committing suicide after using genetically modified crops” , destaca que o príncipe Charles foi chamado de alarmista quando afirmou que agricultores indianos estão se suicidando, em razão de falência financeira e colapso da produção agrícola, após usarem sementes geneticamente modificadas, mas, de acordo com o jornal, a realidade é ainda pior do que ele pensava. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.
novembro 5, 2008
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[The irreversible crisis of capitalism]

Imagem: Stockxpert
A revista norte-americana de orientação marxista Monthly Review, em seu editorial de outubro 2008 analisa o caráter da crise do capitalismo financeiro e pergunta o que deveria a esquerda estadunidense fazer nesse momento. A tradução é do sítio resistir.info, 03-11-2008.
novembro 5, 2008
A construção de hidrelétricas na Amazônia mobiliza uma série de redes econômicas, políticas e siciais. No Xingu, siudoeste do Pará, desde a década de 1980 deseja-se a construção de um complexo de barragens. Em dias que o presidente Lula inaugura a segunda de casa de força de Tucucuí, movimentos sociais do Xingu fazem um novo debate para refletir sobre o projeto Belo Monte. Veja a nota do Movimento Xingu Vivo Para Sempre! …
No Blog Furo, de Rogério Almeida.
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