outubro 6, 2008

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Termelétricas a carvão continuam reinando absolutas, por Henrique Cortez

[Thermoelectric coal continues to reign absolute, by Henry Cortez]

Estudos afirmam que a simples redução da queima de carvão já seria o suficiente para reduzir a ameaça das mudanças climáticas, mas nada indica que, até o final do século XXI, o carvão deixe de reinar como principal fonte de geração de energia elétrica.

Em escala global, o carvão responde por 40% da geração de energia elétrica e novos projetos de usinas termelétricas a carvão continuam a ser instalados, mesmo diante da sua maciça emissão de CO2. A razão é muito simples: as reservas mundiais de carvão são estimadas em cerca de 7 trilhões de toneladas.

As reservas norte-americanas, chinesas e australianas são suficientes para atender a demanda durante alguns séculos, nas taxas de consumo atuais.

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outubro 6, 2008

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Lançamento do livro Dom CAPPIO: RIO E POVO, por Gislene Margarida Pereira (Gisa)

Na Igreja do Carmo, em Belo Horizonte, dia 02 de outubro (de 2008), aniversário de Gandhi, aconteceu o lançamento do livro Dom CAPPIO: RIO E POVO.

O Velho Chico se fez presente através da belíssima mostra fotográfica de João Zinclar, que mostrava silenciosamente seus danos, tais como: assoreamento, trabalho escravo nas carvoarias, o cerrado morto para dar lugar à monocultura do eucalipto, do algodão, da soja e da cana, as margens desbarrancadas pela ausência das matas ciliares, a pobreza dos ribeirinhos, vítimas de um modelo de desenvolvimento excludente. Flores como strelitzas, girassóis, crisântemos e ramos amarelos (tango) enfeitavam o salão. Pela simplicidade em que vive o povo ribeirinho, organizamos uma “mesa ribeirinha” para contrastrar com a elegância das mesas de frios. Esta “mesa ribeirinha” foi uma das atrações da festa. Ornamentada com frutas comuns dos quintais ribeirinhos: mangas, cajus, mexericas, goiabas, graviolas, ameixas, (faltando só umbus e cajás-manga ) que se misturavam com gamelas de balas da roça embrulhadas em palhas.

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outubro 6, 2008

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‘Reforma agrária deve ser defendida, política do Incra, não’

A divulgação da lista com os 100 maiores desmatadores da Amazônia Legal, entre 2005 e 2008, pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente), recolocou o debate sobre quem são os principais responsáveis pela destruição da floresta. No documento do MMA aparecem oito assentamentos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), sendo que seis deles ocupam os seis primeiros lugares da lista. (Leia esclarecimento do MST sobre o tema). Da Radioagência NP.

Estes assentamentos fantasma são responsáveis pelo desmatamento de quase 230 mil hectares da Amazônia, o que equivale a 44% do total da área desmatada pelos 100 maiores desmatadores. Porém, o professor de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino, destaca que isto é fruto de uma política distorcida do Incra.

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outubro 6, 2008

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Solo da Amazônia não suporta modelo de agricultura adotado na região


O desmatamento, as queimadas e o avanço da fronteira agrícola têm levado ao desaparecimento de florestas tropicais, acompanhado de acelerados processos de perda de solo e de matéria orgânica.

Apoiar políticas de desenvolvimento sustentável e de proteção dos ecossistemas da Amazônia que visem à reversão do processo de degradação, para uma melhor qualidade de vida na região, é a contribuição da tese de doutorado O seqüestro de carbono e as substâncias húmicas na área de influência da BR-163 (Cuiabá–Santarém), defendida nesta sexta-feira (26/9) por Orlando Paulino da Silva, no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP). Para o autor, que é servidor da Fiocruz Amazônia, o solo da região não suporta o atual modelo de agricultura. Por Ana Paula Gioia, da Agência Fiocruz de Notícias.

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outubro 6, 2008

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O que pode ser feito pelo banimento do amianto? entrevista com Fernanda Giannasi


Fernanda Giannasi: A Fiocruz tem papel fundamental nas discussões sobre o amianto e é o protagonista número um da área institucional governamental na luta pela erradicação da fibra (Foto: Virginia Damas)

O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural extraída de rochas amiantíferas, constituído por feixes de fibras dos quais são produzidos diversos produtos, como telhas ou caixas d’água. Entretanto, as fibras são facilmente inaladas ou engolidas, podendo causar graves problemas de saúde como a asbestose ou mesotelioma. A engenheira civil, coordenadora da Rede Virtual-Cidadã pelo Banimento do Amianto na América Latina e fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), Fernanda Giannasi, participou de um seminário na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fiocruz que buscou soluções para a destinação do amianto no Rio de Janeiro. Ela conversou com o Informe Ensp sobre o que pode ser feito pelo banimento do material no país e pelo o que o amianto pode ser substituído para uso da população.

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outubro 6, 2008

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Matriz energética: biomassa no lugar de combustíveis fósseis, artigo de Luiz Vicente Gentil

admin


Roberto Fleury/UnB Agência

Os combustíveis fósseis da Matriz Energética Brasileira podem ser substituídos em parte pela energia da biomassa florestal ou agrícola com benefício ambiental, econômico e social. Inclusive afastando a ameaça do “apagão”, termo usado para a falta de energia no Brasil programada para 2012, se não houver novos investimentos e políticas públicas.

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outubro 6, 2008

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trabalho degradante: Grupo Móvel de Fiscalização resgata 34 trabalhadores em Joinville

Eles estavam trabalhando na limpeza, plantio, poroamento, aplicação de agrotóxico e corte de pinus nos municípios de Araqüari, Barra do Sul e Luiz Alvez (SC)

Terminou no dia 3/10 a ação fiscal do Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), onde foram encontrados 34 trabalhadores em situação degradante na limpeza, plantio, poroamento, aplicação de agrotóxico e corte de pinus nos municípios de Araquari, Barra do Sul e Luiz Alvez, em Joinville (SC).

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outubro 6, 2008

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A sociedade do medo renuncia à liberdade, entrevista com Zygmunt Bauman

A produção de rejeitos humanos é uma das indústrias do capitalismo que não conhece crises. E são precisamente aqueles excluídos da sociedade que são indicados como a origem da insegurança. Uma entrevista com o estudioso polaco.

O manso olhar de Zygmunt Bauman se acende cada vez que pousa sobre um homem ou uma mulher que fala em voz alta num telefone celular. Então olha-o(a) divertido, pensando talvez que além do medo e do amor a privacidade também tenha se tornado líqüida. Em Roma, para participar dos trabalhos do World Social Summit [Cúpula Social do Mundo, ndt] sobre “Temores planetários”, o estudioso, de origem polaca, está curioso por entender o que está acontecendo em nosso país. País que começou a amar com a leitura, faz muitos anos, dos romances de Ítalo Calvino e de Antonio Gramsci.

A reportagem e a entrevista é do jornal Il Manifesto, 26-09-2008. A tradução é de Benno Dischinger.

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outubro 6, 2008

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Carcaça de animal é fonte potencial de contaminação da água e solo


Amostra de água coletada junto a área de descarte de carcaças

Os cemitérios de animais domésticos são fontes potenciais de contaminação do solo, águas superficiais e subterrâneas, assim como pode ocorrer com os cemitérios humanos, aponta pesquisa desenvolvida pelo geógrafo Yadyr Augusto Figueiredo Filho, no Instituto de Geociências (IGc) da USP. O trabalho também mostra que a contaminação pode gerar riscos epidemiológicos, por introduzir no meio ambiente uma nova fauna de microorganismos presente nos corpos dos animais.Por Júlio Bernardes, jubern@usp.br, da Agência USP de Notícias.

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outubro 6, 2008

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Comércio criminoso de carvão devasta a Caatinga e o Cerrado


Fornos em profusão: carvão ilegal é produzido em pelo menos 24 cidades de três estados e alimenta um fluxo mensal de 3 mil caminhões. (Foto: arquivo EcoDebate)

Relatório reservado do IBAMA revela enorme devastação em 24 cidades de Goiás, Minas Gerais e Bahia para produção de carvão vegetal ilegal. O negócio movimenta cerca de R$ 60 milhões a cada mês

Uma operação do INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizada entre maio e julho, identificou o grande centro de produção ilegal de carvão vegetal no Brasil. O que resta dos biomas cerrado e caatinga está sendo derrubado em 24 municípios – 13 do centro-oeste da Bahia, outros nove do norte de Minas Gerais e três de Goiás. O IBAMA identificou um grupo – formado por fazendeiros, comerciantes, caminhoneiros e até políticos da região – que derruba e depois queima, em centenas de fornos, florestas inteiras e até pequenas árvores. Relatório de fiscalização reservado obtido pelo Correio constatou que na zona rural dessas cidades são produzidos e vendidos ilegalmente cerca de 210 mil metros cúbicos de carvão a cada mês. Por Leonel Rocha, da equipe do Correio Braziliense, 04/10/2008.

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outubro 6, 2008

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Condomínio ameaça área verde de 5 milhões de m2 em Bertioga

No local, há até espécie considerada quase extinta; Cia City promete compensação ambiental

Um projeto para a construção em Bertioga de um condomínio com 2.050 imóveis ao norte da Praia de São Lourenço, numa área de restinga cercada por mata nativa, com 5 milhões de metros quadrados (equivalentes a três parques iguais ao do Ibirapuera ou 502 campos de futebol oficiais), foi apresentado no dia 5 de setembro ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). O empreendimento já provoca uma mobilização de ambientalistas e moradores da Baixada Santista contrários à ocupação de um espaço usado pelo IBAMA como Área de Soltura de Animais Silvestres. Por Diego Zanchetta, do O Estado de S.Paulo, 04/10/2008.

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outubro 6, 2008

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Especialistas criticam alarmismo em notícias sobre mudança climática

Cientistas e especialistas em mudança climática criticaram hoje o fato de o alarmismo predominar nas notícias sobre o tema, razão pela qual pediram aos jornalistas que transmitam informações da forma mais equilibrada possível.

Esta foi uma das conclusões do seminário sobre mudança climática e meios de comunicação realizado durante a 64ª Assembléia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), no qual foi debatida a responsabilidade dos jornalistas nas informações sobre os efeitos do aquecimento global. Matéria da Agência EFE.

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outubro 6, 2008

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Um clima tempestuoso, mas ainda empacado, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Parece inacreditável. Dezesseis anos e meio depois de defender com entusiasmo uma convenção sobre mudanças climáticas, na Rio-92, e de ser um dos primeiros países a assiná-la e ratificá-la, o Brasil continua sem uma política nacional para o clima. O documento tantas vezes prometido e afinal apresentado na semana passada foi duramente criticado pelo Fórum de ONGs e dos Movimentos Sociais (FBOMS) – além de muitos cientistas – e vai receber durante mais 30 dias sugestões para uma nova versão. Mas parece pouco provável que mude no essencial: não assumirá compromissos de reduzir as emissões nacionais de gases que intensificam o efeito estufa, embora o País já seja o quarto maior emissor do mundo.

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outubro 6, 2008

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Abelhas produtoras de alimentos em perigo de extinção/Abejas, productoras de alimentos en peligro de extinción en el mundo, artigo de María Isabel Cárcamo

[EcoPortal.net] El uso masivo de agrotóxicos es una parte importante del problema. Científicamente está comprobado que ciertos insecticidas usados en agricultura son extremadamente tóxicos para las abejas. Tal es el caso del imidacloprid, fipronil, cipermetrina y endosulfán, entre otros, cuyo uso ha aumentado sustancialmente en nuestro país en los últimos años. La producción de miel está disminuyendo en Uruguay y durante la zafra 2007/2008 se estima que alcanzará apenas el 40% de los niveles tradicionales. La Argentina que es el “surtidor mundial” de miel seguido por México, produciendo hasta 75.000 toneladas, ha sufrido en los últimos años una baja del 27% en la producción debido a las sequías y a las grandes extensiones de monocultivo de soja, dejando como consecuencia una subida del 60% en el precio de la miel.

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