setembro 1, 2008

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Agrotóxicos matam abelhas e envenenam nossa alimentação


A segurança alimentar está ameaçada e a crise alimentar pode adquirir contornos ainda mais trágicos, se a maciça morte de colônias inteiras de abelhas continuar no ritmo atual. Sem este pequeno inseto polinizador os efeitos na produção agrícola podem ser devastadores.

Poucas pessoas sabem que as abelhas prestam serviços ambientais muito mais relevantes do que a mera produção de mel. As mais de 20 mil especies de abelhas polinizam a floração de, pelo menos, 90 culturas, tais como maçãs, nozes, abacates, soja, aspargos, brócolos, aipo, abóbora e pepino, laranjas, limões, pêssegos, kiwi, cerejas, morangos, melões, milho, etc. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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setembro 1, 2008

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Fingir que acredita…, artigo de Nelson Batista Tembra

admin


[Ecodebate] De todas as liberdades a mais inviolável é a de pensar, que compreende também a liberdade de consciência. Lançar reprovação enérgica sobre aqueles que não pensam como nós é simplesmente querer essa liberdade para si, mas recusá-la aos outros.

A ação ou efeito de corromper, a decomposição, a putrefação, a decadência, a perversão ou a deterioração dos princípios éticos e morais e a depravação têm persistido desde o início dos tempos, não só pelos maus políticos, mas também por pessoas jurídicas e pelo cidadão comum, pessoa física, com ou sem o poder de decisão sobre o destino das outras pessoas.

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setembro 1, 2008

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Disputa pela Raposa Serra do Sol: privatização de lucros, socialização de mazelas, artigo de Rogério Almeida

[EcoDebate] Ao se lançar os olhos sobre as amazônias, as brasileiras ou não, pode-se construir um mapa de conflitos em disputa pela terra e os recursos nelas existentes. E terra nas amazônias do Brasil tem sido uma questão mais de morte do que de vida das populações consideradas originárias.

O colonizador, ao aportar por essas plagas, fez jorrar sangue de inúmeras populações indígenas, chegando a dizimar várias delas. E são elas as mais penalizadas ao longo da história da “conquista” da fronteira.

Indígenas ladeados de outras gentes que moldam a fauna social das amazônias, camponeses(as), ribeirinhos(as), pescadores(as), quebradeiras de coco, extrativistas, quilombolas e tantos(as) outros(as) são tratados(as) – aos olhos de quem cobiça as terras dessas paragens, não mais tão distante – como entraves ao avanço do capital.

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setembro 1, 2008

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Raposa Serra do Sol: A terra não representa simplesmente uma questão de sobrevivência econômica. Entrevista especial com Joênia Batista de Carvalho

O Brasil vive um momento muito relevante para a sua história. O país acompanha a decisão sobre a demarcação contínua das terras de Raposa Serra do Sol, em Roraima, de forma apreensiva e dividida. Políticos e ruralistas do estado defendem que ilhas sejam criadas dentro da reserva para que os índios possam ali viver, ou seja, trata-se de mais uma invasão da cultura dos não-índios. Enquanto isso, os índios e a sociedade que os apóia travam essa batalha desigual, protegendo a cultura que está intimamente ligada àquela terra. Na primeira sessão do julgamento, que aconteceu nesta última quarta-feira, dia 27-08-2008, o ministro-relator Carlos Ayres Britto fez um discurso veemente em favor da causa indígena. Depois do seu voto, foi feito um pedido de vista ao processo pelo ministro Carlos Alberto Direito.

Antes de Ayres de Britto proferir seu voto, a índia Joênia Batista de Carvalho, conhecida como Joênia Wapichana, a primeira índia a graduar-se em Direito no Brasil, defendeu oralmente a causa dos índios de Raposa Serra do Sol, onde nasceu e se criou, na tribuna do Supremo Tribunal Federal. Caso a entidade aprovar a revisão da homologação do território de Roraima, todas as outras terras indígenas demarcadas no Brasil poderão ser também revistas. Em entrevista, realizada por telefone, à IHU On-Line, Joênia avaliou esta primeira parte do julgamento como uma grande alegria, pois, para ela, o ministro-relator conseguiu, com suas palavras, esclarecer diversos pontos em relação a este processo. “Eu fiquei bastante comovida com a forma como ele traduziu toda a importância dos povos indígenas para o Brasil, a importância de manter a nossa terra de forma integral. Foi brilhante, iluminado. O ministro conseguiu escrever tudo isso que nós vínhamos falando, reclamando”, disse ela.

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setembro 1, 2008

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Estudo registra a herança tóxica do carvão no Ártico


Gráfico demonstrando a concentração na Groelândia, de 1772 a 2003. Mensal em preto e anual em vermelho

Sabe-se que as emissões industriais de poluentes viajam através da atmosfera para o Ártico, onde são depositadas e bioacumuladas por plantas e animais, incorporando-se na cadeia alimentar. Pouco se sabia, no entanto, sobre os níveis de poluição no Ártico anteriores a 1980. Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações da PNAS.

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setembro 1, 2008

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Na contramão da história: Condições degradantes, como a escravidão, ainda envergonham o País


Imagem/Gráfico do Jornal de Brasília.

Números do Ministério Público do Trabalho mostram o lado atrasado na economia de um Brasil que luta para se inserir no mundo globalizado. Trabalho escravo e infantil, condições degradantes de atividades no campo e nas cidades e empregos sem carteira assinada são algumas das aberrações trabalhistas verificadas em todo o País. Essa realidade é também negativa para o Brasil diante do contexto mundial em que organismos internacionais e Organizações não-Governamentais (ONGs) se articulam para levantar barreiras contra produtos gerados a partir da exploração humana e da degradação do meio ambiente. Por Wanderley Araújo, do Jornal de Brasília, 31/08/2008.

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setembro 1, 2008

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Cortador de cana tem esforço comparado a maratonista

admin

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Dos casos de desrespeito à legislação trabalhista que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou no ano de 2007, a imensa maioria estava ligada ao setor econômico da cana-de-açúcar, denominado de sucroalcooleiro. Ou seja, enquanto os agrocombustíveis, em especial o etanol, são tidos como prioridade da agenda governamental, a cana mostra seu lado perverso quando atrai milhares de brasileiros para a “escravidão”. Por Rômulo Maia, Portal Acesse Piauí, 30/08/2008 às 16h00.

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setembro 1, 2008

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Leonardo Boff critica privatização de águas no Chile


Fundador da Teologia da Libertação insistiu na importância da água como ‘um bem público, vital e natural’

SANTIAGO DO CHILE – Um dos fundadores da Teologia da Libertação, o ex-sacerdote, teólogo e ambientalista brasileiro Leonardo Boff, criticou nesta sexta-feira, 29, em Santiago a política de privatização de águas existente no Chile. Da Agência EFE.

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setembro 1, 2008

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Para ser cidadão, é preciso simplesmente consumir


Um mundo sem ideais. Uma vida política desértica. Sexo e prazer banalizados. A visão do psicanalista Charles Melman sobre nossa sociedade e seu futuro não é nada animadora. Por trás das críticas que o francês – um dos principais colaboradores de Jacques Lacan – faz ao mundo atual está o avanço desenfreado do consumo, essencial para o bom funcionamento da engrenagem que move o sistema capitalista.

A reportagem é Raquel Salgado e publicada pelo jornal Valor, 29-08-2008.

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setembro 1, 2008

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São Paulo: Meias medidas para o lixo

admin

O atraso na implantação de coleta seletiva eficaz do lixo da cidade condenará moradores de pelo menos dois bairros populosos a continuar sofrendo com a desvalorização de seus imóveis, a poluição ambiental e as ameaças à saúde, por causa do pior dos maus vizinhos: o aterro sanitário. Perus, nas vizinhanças da Serra da Cantareira, a oeste da capital, que desde 1979 é castigado pelos incômodos do Aterro Bandeirantes, abrigará um novo, com capacidade de receber mais de 6 mil toneladas de lixo diariamente. Outro aterro será instalado em São Mateus, na zona leste, onde a população suporta, desde 1992, o acúmulo de 30 milhões de toneladas de lixo, dispostas em montanhas de 150 metros, no saturado Aterro São João. Do O Estado de S.Paulo, Domingo, 31 de Agosto de 2008.

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setembro 1, 2008

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lixo: Um drama que vem embalado, artigo de Washington Novaes

admin

[O Estado de S.Paulo] A campanha eleitoral na TV e no rádio mostra, principalmente nos grandes centros urbanos, uma temática semelhante, que quase se resume às questões dos transportes, da violência, da educação e da saúde. Quase não está presente nas propostas e discussões a questão dos resíduos, do lixo. E, no entanto, é das mais graves que enfrentam as cidades, das mais populosas às menores. Convém relembrar que já em 2002 eram coletadas 230 mil toneladas diárias só de lixo domiciliar e comercial no País (1,3 quilo por pessoa/dia), sem falar em resíduos de construções (mais que o domiciliar e comercial), lixo industrial, de estabelecimentos de saúde, lixo tecnológico e – ausência absoluta – lixo rural produzido principalmente pelos excrementos de mais de 200 milhões de cabeças de gado bovino, dezenas de milhões de suínos, bilhões de aves. Pouco se sabe também de quanto lixo urbano não é coletado. Fala-se em mais de 10 mil toneladas/dia. E em mais de metade dos municípios todos os resíduos vão para lixões a céu aberto.

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setembro 1, 2008

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Raposa Serra do Sol e os municípios: Homologar terra indígena em seu território não lhes subtrai área, artigo de Marcelo Leite

[Folha de S.Paulo] O voto do relator Carlos Ayres Britto no STF (Supremo Tribunal Federal) trouxe alguma luz sobre a controversa TIRSS (Terra Indígena Raposa/Serra do Sol). Mas muita confusão e má-fé ainda se propagam pelo éter, na internet e sobre papel, o que justifica voltar ao tema.

O prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), líder dos rizicultores que contestam a área contínua homologada, alega que seu município desaparecerá. Não é verdade.

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