julho 31, 2008
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Matriz energética. O Brasil na contramão da história. Entrevista especial com Telma Monteiro
A luta pelo direito à terra, artigo de João Pedro Stedile
Nota dos movimentos sociais: O juiz federal de Marabá e os interesses da Vale
Trabalho escravo: mais de 30 mil libertados desde 1995
Ministro da Agricultura admite plantio de cana-de-açúcar na Amazônia
Desmatamento cresceu 98% em 11 meses
Fracasso de Doha ameaça discussão climática e nuclear
Acidificação dos oceanos nos próximos 100 anos ameaça a vida marinha
A China amplia os investimentos em energia eólica
China: Poluição, principal causa de doenças
poluição atmosférica: Qualidade do ar em Pequim para os Jogos ainda preocupa
Conjuntura da Semana. Uma leitura das Notícias do Dia do IHU de 23 a 29 de julho de 2008
Calota de gelo de 20 km quadrados se solta no Canadá
julho 31, 2008
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Para a pesquisadora autônoma na área de energia Telma Monteiro, os projetos de construção de hidrelétricas no Rio Madeira e em Belo Monte somam uma série de problemas não considerados pelo governo federal brasileiro. Em relação à matriz energética do país, ela diz que o Brasil está sendo ultrapassado, pois não vem aproveitando seus recursos para ser menos atingido pelas conseqüências do aquecimento global. “Nós estamos indo completamente na contramão da história. Ficamos em 42° no ranking de países que sofrerão os impactos das mudanças climáticas, entre 168 países. Não estamos prevenindo nada. Continuamos a desmatar a floresta Amazônica e a destruir nossos ecossistemas importantes e cruciais com usinas do porte dessas do Rio Madeira e Belo Monte”, afirmou ela na entrevista que segue, concedida à IHU On-Line por telefone.
Desde 2002, Telma Monteiro analisa os documentos relacionados aos projetos de construção de usinas hidrelétricas na Amazônia. Em seu blog, a pesquisadora publica seus estudos e notícias relacionadas sobre o assunto.
julho 31, 2008
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O Brasil é uma das sociedades mais injustas e desiguais do mundo. Em nenhum outro lugar há tanta diferença entre os mais ricos e os pobres. Os ricos acumulam cada vez mais riquezas e são menos de 1% da população. Acumulam patrimônio em terras, empresas, imóveis e saldos bancários. Estão cada vez mais associados ao capital estrangeiro. Os pobres, os 40% que estão na base da pirâmide social, amargam a luta quotidiana por emprego, alimentar-se, ter escolas para seus filhos e viver melhor. E só não passam mais fome, porque o governo lhes alcança uma bolsa-família salvadora. Essas injustiças sociais têm raízes históricas, na forma como se organizou o capitalismo dependente e superexplorador de nosso povo e de nossas riquezas.
julho 31, 2008
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julho 31, 2008
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De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 2.269 pessoas foram libertadas em ações de combate à escravidão no 1º semestre de 2008. Apesar da repressão, trabalho escravo continua sendo uma realidade no país. Por Maurício Hashizume, da Agência de Notícias Repórter Brasil.
julho 31, 2008
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Ministro da Agricultura acrescentou que o foco não é o plantio em áreas desmatadas
BRASÍLIA – Às vésperas da definição de um zoneamento agrícola que indicará onde poderá haver o plantio de cana-de-açúcar e as áreas de restrição, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse nesta terça-feira, 29, que é possível, do ponto de vista agronômico, o plantio em áreas da Amazônia. Por Fabíola Salvador, de O Estado de S. Paulo, no Estadao.com.br, terça-feira, 29 de julho de 2008, 19:20.
julho 31, 2008

Embora Deter aponte queda de 20% em junho, devastação da floresta este ano pode ser o dobro do ano anterior
O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou 870 km2 de floresta derrubada ou degradada na Amazônia em junho, segundo boletim divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso representa uma queda de 20,6% em relação a maio e de 38% se comparado a junho de 2007. Por Herton Escobar, O Estado de S. Paulo, 30/07/2008.
julho 31, 2008
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O fracasso da chamada Rodada de Doha do comércio global afeta o sistema internacional de negociações a ponto de tornar remota a perspectiva de acordos a respeito de outros temas, como o aquecimento global e a proliferação nuclear.
“Se não conseguimos nem administrar o comércio, como vamos nos encontrar em posição de administrar novos desafios, como a mudança climática”, disse a comissária de Agricultura da União Européia, Mariann Fischer Boel, depois do colapso das negociações na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na terça-feira. “É um fracasso com consequências mais amplas do que as que jamais vimos.” Por Robin Pomeroy, da Agência Reuters, no UOL Notícias, 30/07/2008 – 10h35.
julho 31, 2008

Um novo estudo avalia os efeitos da acidificação da água do mar e mostra que a redução do valor pH das águas superficiais dos oceanos terá drásticos resultados nos ecossistemas marinhos nos próximos 100 anos. A pesquisa, de cientistas da Suécia e Austrália, é a primeira investigação em como a redução do pH da água da superfície do mar atinge vida marinha. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.
julho 31, 2008
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O parque eólico de Dabancheng, na provincia chinesa de Xinjiang.
Na região de Xinjiang, a região mais ocidental da China, que anteriormente dependia da rota comercial entre a Ásia Central e cidades densamente povoadas no extremo leste, foi instalado um dos maiores parques eólicos da Ásia, com 118 turbinas gigantes.
Até agora, as maiores instalações foram construídas ou estão em construção em Gansu, Mongólia Interior e de Jiangsu. Desde 2005, a capacidade de geração eólica do país aumentou mais de 100% ao ano. O governo planeja obter, da energia renovável, 15% da energia em 2020, o dobro da proporção de 2005. A geração já atingiu a meta de 5 gigawatts três anos antes do programado. Sobre as tendências atuais, em cinco anos, duplicará novamente. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.
julho 31, 2008

30% do país recebe chuva ácida
O crescimento de dois dígitos das últimas três décadas levou prosperidade à China, mas impôs um elevado custo ambiental e humano. Neste ano, o país asiático ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a primeira posição entre os maiores emissores de gases que provocam efeito estufa, e a poluição é a principal causa de morte por doença entre seus habitantes. Por Cláudia Trevisan, PEQUIM, no O Estado de S.Paulo, Quarta-Feira, 30 de Julho de 2008.
julho 31, 2008
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A notícia não podia ter vindo em momento pior – a três meses da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, um estudo afirmava que a China é o país mais poluído do mundo.
Um outro estudo recente da Agência das Nações Unidas para o Ambiente e da Organização Mundial de Saúde mostra que respirar durante um dia na capital chinesa equivale a fumar 70 cigarros. Por Rui Boavida, da Agência Lusa, 30-07-2008 11:55:02.
julho 31, 2008
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A análise da conjuntura da semana é uma (re)leitura das ‘Notícias do Dia’ publicadas, diariamente, no sítio do IHU. A presente análise toma como referência as “Notícias” publicadas de 23 a 29 de julho de 2008. A análise é elaborada, em fina sintonia com o IHU, pelos colegas do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT – com sede em Curitiba.
Sumário:
Rodada Doha
- Posição do Brasil racha G-20, G-3 e Mercosul
- O acordo aceito pelo Brasil
- O agronegócio será o grande ganhador caso o acordo seja aprovado
- A decisão do Itamaraty isola a Argentina
- Mercosul perderá relevância
- Política externa. A opção brasileira e a posição dos movimentos sociais
- A quem serve a OMC?
Angra 3, na contramão da história
Hidrelétricas de Jirau e Belo Monte – luta de gigantes
Movimentos Sociais
A Conjuntura da Semana em frases
julho 31, 2008
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Um grande pedaço da calota de gelo do Ártico se desprendeu da costa do norte do Canadá, segundo cientistas canadenses. Fotos de satélite mostram que o pedaço tem cerca de 20 quilômetros quadrados e se separou da Ilha Ellesmere. Este seria o maior pedaço da calota de gelo a se desprender na região desde que um pedaço de 60 quilômetros quadrados se desprendeu em 2005. Da BBC Brasil, 30 de julho, 2008 – 13h44 GMT (10h44 Brasília).
julho 31, 2008
Em mais este vídeo da série do Outro Olhar sobre moradia, os habitantes de Vila Itororó, um cortiço da cidade de São Paulo, contam histórias típicas de cidades que crescem sem planejamento urbano.
[EcoDebate, 31/07/2008]
julho 30, 2008
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DETER constata queda no desmatamento da Amazônia em junho
Minc diz que não dá para comemorar queda no desmatamento na Amazônia em junho
Carajás, da floresta ao aço, artigo de Raimundo Gomes da Cruz Neto
Funai inicia demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul
‘Raspar’ o fundo do barril de petróleo é um novo risco significativo ao clima, afirma o WWF
Estudo afirma que as mudanças climáticas custarão bilhões de dólares aos EUA
Mudança climática atinge América Latina e pode piorar
Levantamento mostra que quase 5 mil km2 da floresta são devastados a cada ano
Governo enterra de vez biodiesel feito só com mamona
Vídeo: Brasileiros não se preocupam muito com o meio ambiente
julho 30, 2008
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Duas importantes notícias em relação aos projetos de construção de hidrelétricas em rios da Amazônia foram divulgadas nesta semana. A primeira é sobre a hidrelétrica de Jirau. A empresa vencedora da licitação para construção dessa hidrelétrica, a Suez, apresentou um novo projeto que prevê a instalação da barragem nove quilômetros do local inicial e diz que com isso os riscos ambientais diminuirão. Segundo o ambientalista Gustavo Pimentel, essa é a única diferença entre o primeiro projeto que continua sendo ilegal, “porque a licença prévia não cumpriu requisitos essenciais da legislação”. Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Pimentel fala dos principais problemas e conseqüências que essa construção trará. “No front financeiro, estamos alertando os potenciais bancos financiadores, entre eles BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Unibanco, Santander e Itaú, dos riscos financeiros e de reputação de participar dos projetos. A maioria destes bancos é signatária dos Princípios do Equador [1], conjunto de regras socioambientais para financiamento de projetos com as quais os empreendimentos do Madeira estão em flagrante descompasso”, disse ele.
A segunda notícia se refere às usinas do Xingu. Segundo o governo, todas as usinas que constavam no projeto inicial foram canceladas, exceto a de Belo Monte. O governo brasileiro afirma que esta foi a concessão que fez aos ambientalistas e, assim, o licenciamento para implantação desta obra será facilitado. Pimentel, sobre este assunto, diz que, mesmo desistindo das outras hidrelétricas, Belo Monte é um grande projeto e influenciará muito na conservação da Amazônia. “Há muitas suspeitas de que a usina de Belo Monte sozinha não é economicamente viável. Além disso, nada impede que o Conselho Nacional de Política Energética, que tomou tal decisão, se reúna novamente durante ou após a construção de Belo Monte e aprove as outras três usinas”, analisou.
julho 30, 2008
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De acordo com o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, 870 km2 da floresta foram mapeados como corte raso ou degradação progressiva durante o último mês de junho, período em que 28% do território esteve coberto por nuvens. Mesmo com o aumento da área observada em junho, pois 46% da Amazônia Legal não pôde ser vista pelos satélites no mês anterior, houve redução de 20% em relação ao verificado em maio, quando foram detectados 1.096 km2 desmatados.
julho 30, 2008
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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (29), ao comentar a queda de 20% no desmatamento da Amazônia entre os meses de maio e junho medido pelo Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), divulgada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que “não dá para comemorar” porque o desmatamento “ainda é muito grande”. Em junho, o Inpe registrou 870 quilômetros quadrados de novas áreas de floresta degradada. Por Luana Lourenço, da Agência Brasil.
julho 30, 2008
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[EcoDebate] Não faz muito tempo, pelo menos 40 anos, era quase tudo floresta, com poucas iniciativas de criação de gado e animais para o transporte de castanha-do-pará, produto gerador da economia local.
A principal atividade era a coleta da castanha que produzia as relações sociais entre os considerados donos dos castanhais, os castanheiros, tropeiros, barqueiros e encarregados de barracões.










