junho 19, 2008
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O processo de desertificação no Piauí está se intensificando e dentro de alguns anos pode atingir novas regiões. A informação é do presidente do Instituto Desert Piauí, Deocleciano Guedes. Segundo ele os investimentos do Poder Público para reverter a situação são mínimos. O pesquisador estima que para recuperar as áreas degradadas no Estado seriam necessários recursos da ordem de R$ 30 milhões investidos em um período de 20 anos. Por Katya D´Angelles, Repórter de Política, do Diário do Povo, PI, 18/06/2008.
“Seriam necessários investimentos de 20 mil reais por hectare em um período de 20 anos e isto sem garantias de que estas áreas seriam totalmente recuperadas”, afirmou Deocleciano. Segundo ele hoje os projetos que o Piauí têm voltados para a pesquisa e recuperação de áreas desertificadas são núcleos localizados, como o de Gilbués, com recursos da Secretaria do Meio Ambiente. “Nestes núcleos se viu ser possível a recuperação de áreas, mas isso é uma ação pequena diante do problema como um todo”, acrescentou.
Ontem foi lembrado o Dia Mundial de combate ao Processo de Desertificação. O Piauí possui hoje uma área total de 30 quilômetros quadrados, a segunda maior do país e que continua crescendo, de acordo com pesquisa divulgada esta semana. A área envolve os municípios de Gilbués, Monte Alegre e Barreiras. Outra informação preocupante repassada pelo pesquisador é de que dentro de alguns anos áreas de transição da região do semi-árido Piauí, como é o caso do município de Oeiras, poderão ficar degradadas tão quanto a área desertificada da cidade de Gilbués, a maior do Estado.
De acordo com informações do Instituto as principais causas dos processos de desertificação no Piauí é a mineração, a exploração pecuária, o uso do fogo na agricultura, estradas mal planejadas e uso do fogo na agricultura. “Essas práticas são comuns no Nordeste, e principalmente no semi-árido e os processos de desertificação têm conseqüências sociais e econômicas muito graves para esta população”, afirma o pesquisador. Deocleciano chamou ainda a atenção para a necessidade de maior investimento também das prefeituras dos municípios onde os processos de desertificação avançam.











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