fevereiro 19, 2008
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Rio Verde, no sudoeste de Goiás, é o maior produtor de soja do estado, que teve sua produção triplicada na última década. O aumento ocorreu principalmente devido aos bons preços no mercado internacional e ao desenvolvimento tecnológico relacionado à produção, permitindo o plantio da cultura no Centro-Oeste brasileiro. Contudo, este desenvolvimento causa perdas ambientais, mas apenas a consciência dos agricultores sobre este problema não é suficiente para amenizar o impacto ambiental da sojicultura. Por Leonardo Zanon, leonardo.catto@usp.br, Agência USP de Notícias, 18/02/2008 11:59.
fevereiro 19, 2008
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“Parem com isso! Chega! Não há meio termo! Já estamos no limite! Não se pode mais dar concessões!”. A indignação é manifestada por dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Segundo dom Erwin até recentemente “desmatar significava beneficiar, valorizar a área. Coisa espantosa!”, exclama ele. “Assim aconteceu – continua o seu raciocino – que fazendeiros simplesmente mandaram derrubar a mata em larga escala, só para mostrar que estão beneficiando a terra com a finalidade de conseguir vultosos créditos de bancos que favorecem o desenvolvimento”.
fevereiro 19, 2008
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Na quinta-feira (14/2), em uma audiência pública no Senado Federal sobre a transposição do Rio São Francisco, o deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) assumiu que as populações difusas do semi-árido brasileiro não serão beneficiadas. Renina Valejo – Cáritas Brasileira – com colaboração de Marcy Picanço do Cimi.
fevereiro 19, 2008
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“Primeiramente, eu fico feliz pelo esclarecimento dado pelo deputado Ciro [Gomes, do PSB - CE], de que esse projeto [a transposição do São Francisco ] não foi concebido para atender a população difusa”, foi com essa frase que Luciano Marçal, engenheiro agrônomo e representante da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), na audiência pública sobre a transposição, realizada ontem (14), em Brasília (DF), iniciou seu discurso. Para ele, essa informação, assumida pelo deputado federal Ciro Gomes na mesma audiência, é importante para trazer o debate ao centro da questão, afinal é essa população, que representa cerca de 10 dos 21 milhões de habitantes do Semi-Árido, que sofre com a seca e com a falta de água e alimento e que, portanto, deveria ser a mais beneficiada pelo projeto. Por Gleiceani Nogueira – ASACom.
fevereiro 19, 2008
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Fiscalização encontrou 35 pessoas em situação análoga à escravidão em área de fazendeiro reincidente no crime. Denúncia partiu de trabalhador que diz ter sido marcado com ferro quente quando reclamou de salários atrasados
Por Iberê Thenório, Agência de Notícias Repórter Brasil
Mais de sessenta cicatrizes recentes de ferro quente marcam o trabalhador de cerca de 30 anos que denunciou trabalho escravo em uma fazenda de Paragominas, no Leste do Pará. De acordo com seu relato, foi torturado pelo patrão e mais dois capangas quando reclamou das más condições de alimentação e do salário atrasado. Fugiu da fazenda no início de janeiro e, depois de dezenas de quilômetros a pé e de muitas caronas, conseguiu contar sua história à Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE) do Pará.
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| Trabalhador denunciante afirma ter sido marcado a ferro quente pelo patrão e dois capangas quando exigiu pagamento de salários atrasados (Foto: SRTE-PA / Divulgação) |
Na última terça-feira, a fiscalização rural da SRTE esteve na fazenda denunciada, e comprovou parte das informações passadas pelo trabalhador. Foram encontradas 35 pessoas em situação análoga à escravidão, que dormiam em um curral abandonado, junto com esterco de boi, e eram alimentadas com restos de carne: pulmões e tetas de vaca.
A propriedade, que fica a 75km de Paragominas, chama-se Bonsucesso e pertence a Gilberto Andrade. O fazendeiro já está na Lista Suja do trabalho escravo por manter 18 pessoas em condições semelhantes no município de Centro Novo do Maranhão (MA). Essa lista, publicada desde 2003 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), traz uma relação de pessoas e empresas flagradas cometendo esse tipo de crime.
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| Cicatrizes da tortura se espalham pelo rosto, braços e abdome (Foto: SRTE-PA / Divulgação) |
Fezes e roupas
“Fezes de animais estavam misturadas com roupas. Nesse período de chuvas ainda é muito pior, pois se mistura a água com esterco. Além do cheiro horrível, há problemas infecto-contagiosos. O curral não servia mais ao gado, mas servia aos empregados.”, relata o auditor fiscal Raimundo Barbosa da Silva, que liderou a operação na Bonsucesso.
De acordo com o auditor, as provas recolhidas na fazenda são coerentes com o relato de tortura feito pelo trabalhador fugitivo, cujo nome permanece em sigilo. Os trabalhadores resgatados confirmam que ele deixou o alojamento para ir reclamar dos salários e nunca mais apareceu. Além disso, informam que nessa época não havia cicatrizes em seu corpo.
Nenhum dos 35 libertados em Paragominas tinha carteira assinada. A maior parte deles havia chegado em dezembro para fazer a limpeza do pasto para o gado, mas ainda não havia recebido salário. Em uma cantina mantida pela fazenda, eram vendidos fumo, sabonetes e equipamentos de proteção individual que, pela lei, devem ser fornecidos gratuitamente pelo empregador. Todo o gasto dos trabalhadores estava anotado em um caderno.
“Como não havia pagamento de salário, ainda não havia desconto [no salário]. Mas, pela nossa experiência, sabemos que essas anotações seriam usadas para cobrar do trabalhador”, explica Raimundo Barbosa.
A rescisão do contrato com os peões custou R$ 45 mil a Gilberto Andrade. De acordo com o procurador Ministério Público do Trabalho (MPT) Francisco Cruz, que acompanhou a fiscalização, o órgão ajuizará uma ação civil pública pedindo uma indenização por danos morais coletivos. Além disso, o fazendeiro também poderá responder na Justiça comum por outros crimes, caso seja comprovado que participou da tortura ao trabalhador denunciante.
A Repórter Brasil tentou localizar o fazendeiro para comentar o caso, mas ele não foi encontrado até o fechamento desta matéria.
fevereiro 19, 2008
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No ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou o álcool combustível uma de suas principais bandeiras, alçando os usineiros a “heróis mundiais”, mais da metade das libertações de trabalhadores em condições degradantes ou análogas à escravidão no Brasil ocorreu em usinas de cana-de-açúcar. A reportagem é de Thiago Reis e João Carlos Magalhães e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 17-02-2008.
fevereiro 19, 2008
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Glicerina para gasolina e petroquímica verde – Depois dos combustíveis renováveis para veículos, como o álcool e o biodiesel, surge a possibilidade de progredir uma indústria petroquímica a partir da biomassa. Um grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu uma tecnologia inédita no mundo que permite produzir o “propeno verde”, que poderá ser usado como matéria-prima básica da indústria petroquímica. O “propeno verde” é feito a partir da glicerina, que, por sua vez, é um subproduto da produção do biodiesel a partir de oleaginosas, como soja e mamona. O propeno, no Brasil e no mundo, é produzido a partir da nafta, originária do petróleo. Também pode ser gerado a partir do gás natural. Por Ramona Ordoñez, jornal O Globo, 17/02/2008.
fevereiro 19, 2008
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O nível do mar ao redor da Antártida subiu na última década, e não foi por causa do derretimento do gelo. Para os cientistas australianos que estão há 15 anos acompanhando os dados oceanográficos da região, a culpa é apenas da mudança climática, que fez a água do mar aquecer e se expandir. Matéria da Agência Reuters, publicada pela Folha Online, 18/02/2008 – 08h20.
fevereiro 19, 2008
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fevereiro 19, 2008
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[O Globo] Há quem diga que o agronegócio é o herói da economia; há quem diga que é o vilão. O setor tem um pouco dos dois. Nas últimas semanas, o agronegócio foi atacado em várias frentes: aqui dentro, acusado de ser responsável pelo desmatamento; lá fora, enfrenta o embargo à carne pela União Européia. O setor tem se colocado como vítima, o que também não é. Ele tem grandes virtudes e erros inaceitáveis.
fevereiro 19, 2008
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Dialética do predador – Imagine um planeta com apenas duas espécies de animais e várias de vegetais, no qual leões comem zebras que comem gramas e ervas. Se não fosse pelos leões comendo as zebras, elas acabariam com os vegetais e transformariam o hipotético planeta em um deserto. Esse importante papel dos carnívoros na cadeia alimentar foi sugerido faz já meio século por biólogos especialistas em ecologia. Por Ricardo Bonalume Neto, Folha de S.Paulo, 17/02/2008.












