fevereiro 11, 2008

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Governo vai anistiar desmatador e reduzir áreas de preservação

Contra desflorestamento, governo prepara anistia para desmatadores – Ante alta da devastação, idéia é reduzir área intocada das propriedades de 80% para 50% e reverter perda total. Para tentar reduzir e compensar o desmatamento na Amazônia Legal, o governo planeja dar uma anistia a quem derrubou ilegalmente a floresta. Por João Domingos, O Estado de S.Paulo, 10/02/2008.

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fevereiro 11, 2008

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Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon: Temor é que a anistia induza a novos desmatamentos

Para ele, só a divulgação do projeto já pode levar mais gente a pôr a mata no chão; solução seria maior presença do Estado – O diretor e pesquisador sênior do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo, elogia o fato de o governo estar preocupado com a recuperação de áreas degradadas na Amazônia Legal, mas teme que os efeitos sejam nulos ou até estimulem mais desmatamentos. Para ele, a notícia do estudo da anistia pode levar mais gente a pôr a mata no chão. Adalberto apela ao governo para que seja mais presente na área. O Imazon alertou em 2007 que o desmate havia aumentado. O governo contestou. No mês passado, o governo admitiu a alta. Publicado pelo O Estado de S.Paulo, 10/02/2008.

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fevereiro 11, 2008

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Entidades criticam projeto de anistia a proprietários

São Paulo, 10 (AE) – As ONGs comprometidas com a preservação ambiental manifestaram descontentamento diante do projeto do governo de anistiar proprietários de terra que desmataram a Amazônia. Por Alexandre Gonçalves e Felipe Serrano, Agência Estado, 10/02/08 às 20:59.

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fevereiro 11, 2008

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Carvão vegetal para siderurgia ameaça o Pantanal, diz FGV. Governo de MS descarta risco ambiental

Depois de parte do cerrado sul-mato-grossense ter caído, a pressão agora, devido ao aquecimento da atividade siderúrgica no município de Corumbá, deverá crescer sobre o pantanal. Cálculos do CES (Centro de Estudos em Sustentabilidade) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontam um desequilíbrio entre a oferta de florestas plantadas no Estado e a demanda por carvão vegetal. Por Eduardo Geraque, da Folha de S.Paulo, publicado pela Folha Online, 09/02/2008 – 12h49.

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fevereiro 11, 2008

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Produção de camarão em cativeiro preocupa ambientalistas e o Ministério Público

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte abriu no ano passado, somente no município de Areias, onde existe a Lagoa Guaraíra, 35 ações contra carcinicultores (produtores de camarão em cativeiro). Os viveiros ou fazendas marinhas estão sendo acusados de provocar danos aos manguezais. Alana Gandra, por repórter da Agência Brasil.

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fevereiro 11, 2008

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Superintendente do Ibama confirma casos de atividade ilegal em reservas extrativistas

Responsável pela equipe de 14 servidores a quem compete fiscalizar os 8,5 milhões de hectares de unidades de conservação existentes na Terra do Meio, no Pará, o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Altamira, Roberto Scarpari, confirma a presença de pecuaristas em áreas de proteção ambiental. E acusa também a pressão dos sojicultores mato-grossenses sobre as unidades de conservação. Por Alex Rodrigues, repórter da Agência Brasil.

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fevereiro 11, 2008

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RS: Sangas de Tapes aguardam socorro das autoridades e da população

admin

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“Sangas – Apesar das promessas e justificativas, continuamos com as sangas poluídas e “fedorentas”, aguardando verbas do céu, sem tentar amenizar a situação com medidas que demonstrem interesse em resolver efetivamente o grave problema. Neste ano eleitoral, o odor das sangas deverá causar muita dor de cabeça.” (A Folha-2ª Quinz. Janeiro/2000 Pág. 2/Coluna Sem Censura)

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fevereiro 11, 2008

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SP: MP move ação contra lei estadual que criou mosaico da Juréia

São Paulo, 08 (AE) – A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo move uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a lei estadual que criou o mosaico de unidades de conservação da Juréia. Se os desembargadores do Tribunal de Justiça decidirem que procede o processo, tudo voltará à situação anterior à da sanção da Lei nº 12.406, de dezembro de 2006. Ou seja, essa região do litoral sul vira de novo uma única estação ecológica, a Juréia-Itatins. Por Eduardo Nunomura, da Agência Estado, 08/02/08 às 21:39

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fevereiro 11, 2008

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desmatamento na Amazônia: O problema não está nos números, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Seja qual for o desfecho das polêmicas em torno do desmatamento na Amazônia, alguns pontos parecem já claros. O primeiro deles é quanto à confiabilidade dos números levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Além do depoimento do próprio ministro da Ciência e Tecnologia, que lhes atribui um índice de acerto entre 95% e 97%, e do manifesto da comunidade acadêmica, cientistas da Universidade Federal de Goiás que trabalham diretamente no monitoramento da Amazônia, consultados pelo autor destas linhas, também opinam na mesma direção. Entendem eles que os dados do sistema Prodes costumam ser mais precisos, mas com a limitação de que só são apurados uma vez por ano. Os do sistema Deter, mais freqüentes (os últimos divulgados), “num primeiro momento costumam superestimar os números”, mas “em seguida eles são corrigidos” e também são confiáveis. Agora está sendo desenvolvido o sistema Detex, capaz de registrar o que acontece em áreas menores.

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fevereiro 11, 2008

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Amazônia, ecocídio anunciado, artigo de Frei Betto

“Não existe cana na Amazônia. Não temos conhecimento de nenhum projeto na região, nem recente nem antigo”, afirmou Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, dando eco ao boato oficial de que a cana se mantém distante da floresta (O Globo, 29-07-2007).

[Correio Braziliense] Dados oficiais revelam que o plantio de cana-de-açúcar avança sobre a Amazônia apesar das negativas do governo federal. Projetos sucroalcooleiros instalados no Acre, Maranhão, Pará e Tocantins vivem momento de expansão acelerada. A região não só é fértil, mas também competitiva. Lula se equivocou ao afirmar que a cana fica muito distante da Amazônia.

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fevereiro 11, 2008

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AIEA registrou 150 casos de tráfico ilegal de componentes nucleares em 2007

Munique, 9 fev (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, afirmou neste sábado que em 2007 foram detectados 150 casos de tráfico ilegal de substâncias ou componentes nucleares. “É um número muito alto, eu diria até que terrível”, disse ElBaradei, que participa da Conferência sobre Segurança de Munique, reunião anual à qual comparecem especialistas, ministros e presidentes para debater os grandes assuntos de segurança e de política internacional. Matéria da Agência EFE, publicada pelo UOL Notícias, 09/02/2008 – 15h55

ElBaradei explicou que o maior risco da corrida nuclear detectado no mundo é o tráfico ilícito de componentes atômicos: “Particularmente, é o que mais me preocupa”, disse.

Ele informou que todos os componentes confiscados eram de baixa qualidade e quantidades insuficientes para produzir armas, o que não significa que “não estamos diante de um fenômeno perigoso a ser considerado”, destacou.

ElBaradei não conseguiu dizer se há Governos, indivíduos e organizações por trás dos 150 casos detectados, mas afirmou que “há um interesse crescente por esses componentes”.

“É preciso reforçar o controle dessas substâncias e não apenas isso. Deveríamos reduzir a capacidade de enriquecimento e de reprocessamento de urânio visando um verdadeiro desarmamento dessas armas e de todas as armas de destruição em massa”, defendeu.

O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, advertiu sobre uma nova corrida nuclear e, embora tenha considerado legítimo o uso civil da energia atômica, defendeu um controle mais radical e transparente da mesma.

Steinmeier reiterou sua proposta de criar um centro internacional de enriquecimento de urânio sob o controle exclusivo da AIEA.

O centro proporcionaria ao Irã o acesso que o país deseja à energia nuclear e daria à comunidade internacional a segurança de que o urânio enriquecido não é utilizado pelo Irã para obter plutônio em quantidades suficientes para fabricar armamento atômico.

Nota do EcoDebate

A energia nuclear, desde a sua estrondosa “estréia” em Hiroshima e Nagasaki, sempre esteve associada à aplicação militar de seus resíduos e subprodutos. Daí ao tráfico ilegal é um passo.

A sua aplicação para fins pacíficos é desejavel, mas não é garantida, nem que seja pelo fato de que, a maior parte do programas nucleares, sempre é acompanhada por uma área “cinza” dos programas secretos diretamente ligados aos militares. É algo a mais para ser refletido pelos defensores da segurança da energia nuclear.

Henrique Cortez,
coordenador do Ecodebate

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fevereiro 11, 2008

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Empresas de países ricos não consideram a mudança climática uma prioridade

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Adital – Um estudo que incluiu pesquisas com mais de 500 grandes empresas no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Japão, Índia e China, apresentou como resultado que só uma de cada dez companhias considera a mudança climática como uma prioridade. O estudo revela que as empresas esperam que os governos liderem a luta contra esse fenômeno ambiental e alertam que em um cenário de crise econômica mundial, como a que estaria configurando-se por esses dias, é ainda menos factível que se assuma a mudança climática como tema prioritário.

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fevereiro 11, 2008

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Leitura sugerida – Enterrando problemas

admin

Lixões e aterros. Destinos da maioria dos resíduos de um mundo em que se consome e excreta vorazmente, em números assustadores. Números que o artista Chris Jordan explora nas paisagens que compõem a exposição Running the numbers: an American self-portrait (2007). De longe as obras se apresentam como paisagens insólitas, de outro mundo, ou lembram cenas retratadas por artistas famosos, como Van Gogh e Cézanne. A aproximação traz de início uma surpresa. São composições feitas de objetos cotidianos: latas, lápis, sacolas, maços de cigarro. Por Susana Dias.

O artigo foi publicado pela ComCiência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, SBPC, LABJOR. Para acessar o conteúdo do artigo clique AQUI

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