fevereiro 8, 2008

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Estudo alerta quanto aos impactos da implantação do complexo minero-siderúrgico de Mato Grosso do Sul sobre o Pantanal e o Cerrado

Pesquisa apoiada pela Conservação Internacional revela que a demanda por carvão vegetal pode aumentar a pressão nas áreas nativas do Cerrado e da Bacia do Alto Rio Paraguai

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fevereiro 8, 2008

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Área próxima ao Parque Nacional do Xingu vira cemitério de árvores

Milhares de troncos queimados se espalham por 2 mil hectares de terra nua e arenosa, tingida pelo carvão e cinzas, no município de União do Sul, no norte de Mato Grosso, a 700 km de Cuiabá. É um cemitério de árvores em plena Amazônia. A área fica a 49 quilômetros do Parque Indígena do Xingu, uma das regiões mais protegidas do País. O extermínio dispensou a motosserra: a derrubada foi feita no arrasto de correntes com tratores. José Maria Tomazela, O Estado de São Paulo, publicado pelo 24Horas News, 06/02/2008 – 22h19

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fevereiro 8, 2008

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Xingú, MT: Terra devastada vale três vezes mais no entorno da reserva

Um alqueire paulista (2,42 hectares) com matas no entorno do Parque do Xingu, a nova fronteira agrícola de Mato Grosso, vale de R$ 1.200 a R$ 1.400. Se a terra estiver desmatada para plantio, o preço triplica, vai de R$ 3.500 a R$ 4.500, segundo agentes imobiliários da região consultados pelo Estado. Matéria do O Estado de São Paulo, publicada pelo 24Horas News, 06/02/2008 – 22h22.

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fevereiro 8, 2008

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Deputados tentam livrar MT, TO e MA da obrigação de preservar 80% de florestas em terras particulares

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Grupo quer diminuir a Amazônia Legal – Em meio à escalada do desmatamento que levou o governo federal a suspender o abate de árvores em 36 municípios e criar um esquema especial de fiscalização, a Amazônia Legal poderá ter sua área reduzida em até um quarto, caso dois projetos de lei que tramitam no Congresso sejam aprovados. Por Felipe Bachtold, para a Folha de S.Paulo, 07/02/2008

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fevereiro 8, 2008

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Amazônia com os anos contados

Estudo internacional publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences inclui a Floresta Amazônica entre os nove ecossistemas do mundo que poderão desaparecer em 50 anos em decorrência das mudanças climáticas provocadas pelo homem. Segundo a pesquisa, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século por causa de ações provocadas pela atividade humana. Os mais ameaçados seriam as camadas de gelo do Mar Ártico e da Groenlândia. A Amazôna ocupa a 8ª posição. Por Matheus Álvares Ribeiro, matheusalvares@dm.com.br, da Editoria de Cidades, para o Diário da Manhã, GO, 07/02/2008.

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fevereiro 8, 2008

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Austrália divulga fotos de matança de baleias conduzida por navio japonês

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Australianos flagraram captura de fêmea de minke com seu filhote nas águas da Antártida. Imagens deflagraram revolta e manchetes com o título ‘E eles chamam isso de ciência’. Matéria e fotos da Reuters, publicadas pelo portal G1, 07/02/2008 – 12h42 – Atualizado em 07/02/2008 – 14h56

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fevereiro 8, 2008

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Desmatar para plantar biocombustível agrava o efeito estufa

De acordo com o estudo, o CO2 emitido na destruição da vegetação original gera uma ‘dívida de carbono’. Por Carlos Orsi, da Agência Estado com agências internacionais, quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008, 17:02

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fevereiro 8, 2008

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Países arrecadam 500 vezes mais do que gastam com fumo, diz OMS

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Os governos do mundo todo arrecadam em média 500 vezes mais com os impostos sobre o cigarro do que gastam com ações antitabagistas, afirma um relatório sobre a epidemia global do tabaco divulgado nesta quinta-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O levantamento, realizado em 179 países, indica que a receita com os impostos sobre o fumo chega a ser 4 mil vezes maior do que os gastos com o controle do consumo nos países de renda média e 9 mil vezes maior nas nações de baixa renda. Matéria da BBC Brasil, 07 de fevereiro, 2008 – 16h26 GMT (14h26 Brasília).

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fevereiro 8, 2008

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Alguns dados da injustiça estrutural no Brasil, artigo de Frei Gilvander Moreira

[EcoDebate] De janeiro de 2007 a 2 de dezembro de 2007, o governo federal gastou R$ 222 bilhões com juros e amortizações das dívidas interna e externa. Para 2008, estão previstos R$ 248 bilhões para o pagamento dos juros e amortizações da dívida federal, enquanto apenas serão destinados R$ 48 bilhões para a saúde, R$ 26 bilhões para a educação e R$ 5 bilhões para Reforma Agrária. Os R$ 248 bilhões previstos para a dívida em 2008 representam mais de 6 vezes a arrecadação prevista da CPMF, caso não fosse derrubada pelo senado.

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fevereiro 8, 2008

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Trabalho e suicídio, artigo de Mário César Ferreira

admin

[Folha de S.Paulo] A falta de registros de suicídios na França dificulta o seu controle epidemiológico e a geração de políticas públicas preventivas – NA FRANÇA , o ano de 2007 foi marcado pelo crescimento de suicídios de trabalhadores qualificados. Logo no primeiro semestre, em 22 de abril, o jornal “Le Monde” estampava: “PSA Peugeot-Citröen confrontada com um caso de suicídio”. Um operário, 51, enforcou-se no local de trabalho na unidade de Mulhouse. O corpo foi descoberto quando, após o almoço, os colegas inquietaram-se com sua ausência. Todos os indícios da causa do suicídio confluíram para uma forte insatisfação com o tratamento recebido das chefias. As notícias da imprensa apontaram cinco casos na PSA Peugeot-Citröen, quatro na central nuclear de Chinon, três na Renault, um na IBM e um na megarrede de restaurantes Sodexho.

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fevereiro 8, 2008

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O poder da informação, artigo de Cláudio Weber Abramo

admin

[Correio Braziliense] O caso dos cartões corporativos usados por integrantes do governo federal mostra várias coisas, várias delas suficientemente cobertas pela imprensa, de modo que não vale a pena chover no molhado. O que não chove no molhado é a demonstração, mais uma vez, do poder da informação — e de como, no Brasil, ela é pouco usada.

Os dados a respeito dos gastos de detentores de cartões estão publicados há pelo menos dois anos no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União, CGU (www.portaltransparencia.gov.br). Antes, a ONG Contas Abertas (contasabertas.uol.com.br) publicava as mesmas informações, extraídas do Siafi, o sistema de contas do governo.

É de perguntar por que demorou tanto para que os padrões de despesas com os cartões fossem examinados e as esquisitices levantadas. A resposta deve ser buscada no costume, muito disseminado no Brasil, de tender a prestar atenção num assunto apenas quando alguém faz alguma declaração — ou revelação, como tantas vezes se lê. Desse mal padece, em primeiro lugar, a imprensa e, em seqüência imediata, a grande maioria das organizações não-governamentais (ONGs).

Não importa que os dados estejam publicados na internet. Se ninguém fizer uma “revelação” sobre esses mesmíssimos dados, a chance de algum jornal se dar conta do assunto é em geral mínima. Mesmo quando instados explicitamente a dar uma olhada num determinado conjunto de informações, a reação normal do jornalista brasileiro é de indolência. Se a matéria não vier pronta, com tudo mastigado e as porcentagens pré-calculadas, não é na redação que isso se fará.

Por exemplo, muitas vezes, ao longo dos últimos dois ou três anos, este que escreve procurou interessar repórteres diversos pela curiosa freqüência de saques em dinheiro realizados com os cartões corporativos governamentais. Os dados estavam lá, seria só questão de compilá-los. Não aconteceu.

Da mesma forma que os dados sobre cartões de crédito estão na internet, há milhares de outras famílias de informações disponíveis na rede e que resultariam em pautas saborosas todos os dias, mas permanecem longe da vista do público por desleixo dos que têm a responsabilidade de informar.

Da mesma forma que a disseminação da informação sobre os cartões de crédito levou ao anúncio de mudanças no uso (cujo teor e alcance ainda será anunciado pela CGU), a discussão pública resultante da veiculação de análises e agregações sobre outros repositórios de dados pode levar ao aperfeiçoamento de inúmeras atividades do Estado. Reciprocamente, se a informação de domínio público não é usada para isso, isso equivale a renunciar ao poder de questionar os órgãos do Estado.

Exemplo são as informações sobre o desempenho parlamentar dos indivíduos eleitos, em particular no plano estadual — em Brasília, distrital. São pouquíssimas as casas legislativas que publicam informações sobre esse desempenho. Por exemplo, como os deputados gastam as verbas de gabinete (grotescamente denominadas indenizatórias), ou se comparecem ou não ao trabalho no plenário e nas comissões temáticas.

O Senado Federal, por exemplo, não publica coisa alguma, em escandaloso contraste com a Câmara dos Deputados. A Câmara Legislativa do Distrito Federal está entre as poucas que publicam os gastos de gabinete (mas não a assiduidade dos deputados).

A Transparência Brasil recolhe sistematicamente esses dados e os publica em seu projeto Excelências (www.excelencias.org.br). Há um par de semanas, a entidade divulgou relatório de 40 páginas com análises realizadas sobre a massa de informações. O Correio Braziliense publicou um bom resumo sobre a Câmara Legislativa.

A exibição dos dados leva a perguntas naturais, por exemplo: como é possível que cada um dos deputados distritais tenha o direito de consumir R$ 6.100 por mês com combustíveis? Quase todos usam esse dinheiro, ou melhor, são indenizados.

Convida-se o eventual leitor a comparar esse nível de consumo com o da própria família. É realmente possível que um indivíduo qualquer consiga gastar R$ 6.100 por mês com gasolina ou álcool combustível? Isso só seria concebível se cada um dos deputados se mantivesse em deslocamento durante todas as 24 horas de todos os dias úteis do ano. Trata-se de hipótese perfeitamente implausível — o que de imediato levanta a pergunta: para onde vai de fato o dinheiro?

Outras curiosidades de mesmo tipo são encontráveis nas numerosas bases de dados mantidas por diferentes órgãos públicos. Caso fossem examinadas com alguma assiduidade, quem sabe quantas mazelas seriam “reveladas”?

Artigo originalmente publicado pelo Correio Braziliense, 07/2/2008

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