dezembro 29, 2007
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Investimento em transporte público de qualidade é uma das maneiras mais eficazes de diminuir efeito estufa, diz professor da USP. Por Dafne Melo, da Redação Brasil de Fato.
Se por um lado o aquecimento global tem sido usado para promover os agrocombustíveis ou para ilustrar as campanhas de responsabilidade social de bancos e transnacionais, por outro, ele possibilita atacar o estilo de vida consumista e dispendioso das pessoas no capitalismo. Especialmente um dos ícones de status social: o automóvel individual. Somente na cidade de São Paulo a frota é quase de 5,9 milhões de veículos individuais, responsáveis por 74% do gás carbônico emitido pelo setor de transporte. Em entrevista ao Brasil de Fato, o professor do Departamento de Física Aplicada da Universidade de São Paulo (USP), Américo Kerr, dá sua opinião sobre o tema, avalia as forças envolvidas no debate e aponta saídas. Para o professor, a discussão deve ser realocada da catástrofe “possível” para a catástrofe já existente hoje. “Os agentes que podem possibilitar uma mudança climática no futuro, na verdade, já provocam catástrofes cotidianamente. Olha a cidade de São Paulo: isso aqui não é uma catástrofe?”, provoca.
dezembro 29, 2007
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Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Aarhus, Dinamarca, e publicado no dia 12 de dezembro no British Medical Journal (BMJ) aponta que o parto cesárea eletivo (sem haver trabalho de parto) realizado até a 40ª semana gestacional eleva o risco de problemas respiratórios no recém-nascido. Por Marina Mezzacappa, ComCiência – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, SBPC/LABJOR
De acordo com o estudo, quanto mais cedo realiza-se a cesárea, maiores são os riscos de complicações pulmonares nos bebês. Cesarianas realizadas na 37ª semana gestacional acarretam quatro vezes mais problemas respiratórios que partos normais realizados na mesma semana. A proporção diminui para três vezes na 38ª semana e duas na 39ª. Comparando-se os riscos de parto cesárea eletivo da 37ª a 39ª semana gestacional em relação aos riscos da 40ª semana em partos normais, os valores sobem respectivamente para 7 vezes e 3 vezes na 37ª e 38ª semanas.
Na pesquisa foram avaliados dados de 34 mil cesáreas eletivas. O estudo sugere que a redução dos riscos decorrentes da cesariana eletiva pode ser obtida através da postergação da realização do parto eletivo para a 39ª semana gestacional. O trabalho chegou também à conclusão de que as cesáreas eletivas acarretam mais problemas do que as de emergência.
Fernando Perazzini Facchini, neonatologista e professor de pediatria da Faculdade de Medicina da Unicamp, confirma uma constatação que os médicos já faziam na prática. “O estudo traz uma estratificação interessante, por idade gestacional. A medida em que a gestação se aproxima de 40 semanas, a freqüência de riscos diminui”, explica. Para ele, essa é a grande novidade do estudo.
Contudo, Facchini lembra que os riscos respiratórios decorrentes do parto cesárea já são discutidos há muito tempo, em especial as implicações para o sistema respiratório, que precisa estar plenamente desenvolvido na hora do parto. “Como não se tem meio de avaliar isso, corre-se o risco de fazer a cesárea antes de se ter atingido a maturidade pulmonar”, diz. Os problemas decorrentes do nascimento antes dessa maturidade vão desde complicações leves, até quadros que podem levar o bebê à morte.
Ele informa, contudo, que esses problemas tem diminuído nos últimos anos graças à administração de corticóide à gestante antes do parto para acelerar a maturidade pulmonar do bebê. “Mas ainda não se sabe ao certo quais as implicações do uso dessa substância”, enfatiza.
Altos índices no Brasil
Ainda que muitos médicos, principalmente pediatras, apontem que a cesárea traz riscos não só para o bebê, mas também para a mãe, como maior probabilidade de ocorrência de infeções, sangramentos e ruptura uterina futura, esse tipo de parto ainda é excessivamente praticado. “A maior parte das indicações para cesárea no Brasil não convencem”, avalia Facchini. Para ele, os obstetras optam por esse tipo de parto por questões financeiras (a cesárea é mais bem remunerada que o parto normal) e de tempo. “Em muitos países, toda uma equipe obstétrica acompanha a paciente. O obstetra só entra em cena quando surge um problema. No Brasil, o obstetra trabalha sozinho. Se ele fizer um parto normal, corre o risco de passar oito horas acompanhando o trabalho de parto”, explica ele.
O Brasil apresenta uma das maiores taxas de cesariana do mundo. Apesar da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o percentual de cesarianas não deve ultrapassar 15% em nenhuma região do mundo, o país ainda tem índices bem acima desse número. Um estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), realizado pelas pesquisadoras Claudia Soares Zouain e Jacqueline Alves Torres e apresentado no XIX Congresso Brasileiro de Perinatologia, que aconteceu em Fortaleza em novembro deste ano, revelou que esse percentual chegou a 80,5% nos hospitais particulares brasileiros em 2006. “Uma proporção de 80,5% de cesarianas configura-se como um grave problema de saúde pública, pois aumenta os riscos da ocorrência de eventos relacionados à morbimortalidade materna e neonatal”, aponta o estudo.
Outro estudo apresentado no mesmo congresso e de autoria de Clea Rodrigues Leone, da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, indica que o parto cesárea é mais freqüente em hospitais particulares, em mulheres que realizaram pré-natal, que tem escolaridade superior a 12 anos, idade entre 30 e 40 anos e esperam gêmeos. Por outro lado, mães com menos de 20 anos ou que dão a luz no período noturno tem maiores chances de realizarem parto normal. Já o trabalho da Universidade Federal de Campina Grande, realizado por Patricia Spara, com o título “Grau de escolaridade e sua relação com o número de filhos, freqüência de consultas no pré-natal e o tipo de parto” confirma também uma associação significativa entre o nível de instrução da gestante e a opção pelo parto cesárea, sendo mais freqüentes entre mulheres com ensino de nível médio ou superior.
“Na maior parte das vezes, não é a mãe que quer uma cesárea eletiva, mas sim o médico que induz a paciente a querer”, conclui Facchini. Para ele, muitos médicos vendem à paciente a idéia de que a cesárea é mais cômoda.
Tipo de parto não influenciaria vitalidade do bebê
Um estudo realizado no Brasil pela equipe de Samuel Kilsztajn, economista e coordenador do Laboratório de Economia Social de São Paulo, e publicado em agosto na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, aponta que o tipo de parto não influencia, a primeira vista, a vitalidade do bebê. Mas adverte que “o parto cesáreo apresenta maior risco de morbimortalidade materna”. Assim, já que o parto vaginal não está associado à baixa vitalidade do recém-nascido, “não há justificativa para a alarmante taxa de cesariana no Brasil”, analisa Kilsztajn.
dezembro 29, 2007
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[EcoDebate] Diante das afirmações do jornalista Bernardo Kucinsk no artigo “Natal da discórdia”, publicado na ADITAL, particularmente porque cita a CPT várias vezes, decidi fazer uma resposta às suas afirmações, no sentido de esclarecer os leitores. Não nos interessa alimentar esse tipo de debate personalizado, porque ele retira o foco da questão principal. Por isso, vou responder apenas aquelas questões que podem confundir os leitores, evitando ao máximo qualquer resposta ao que me parece mais provocação que argumento. Faço isso de forma didática, ponto por ponto, nas questões que merecem ou exigem uma resposta.
dezembro 29, 2007
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[O Estado de S.Paulo] E termina mais um capítulo da novela da transposição de águas do Rio São Francisco – tema tratado tantas vezes pelo autor destas linhas há uns dez anos neste espaço – sem que, na verdade, nada se tenha avançado no que parece ser o essencial para a sociedade brasileira: trata-se mesmo do melhor projeto para resolver problemas de água no Semi-Árido e do próprio rio ou há alternativas mais adequadas? Porque uma infinidade de perguntas feitas ao longo de décadas continua sem resposta.
dezembro 29, 2007
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Los humedales artificiales o wetlands construidos tienen ventajas respecto de los sistemas de tratamiento alternativos, debido a que requieren poca o ninguna energía para funcionar. Si hay suficiente tierra barata disponible cerca de la instalación de los wetlands de cultivo acuático, puede ser una alternativa de costo efectivo. También proporcionan un hábitat para la vida silvestre.
dezembro 28, 2007
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dezembro 28, 2007
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Mensagem positiva é que 190 países chegaram a consenso em torno de plano sensato e ciência e tecnologia nos dão esperanças de realizá-lo
[Valor Econômico] O mundo deu um importante passo rumo ao controle das mudanças climáticas ao aceitar o Plano de Ação de Bali, durante as negociações mundiais, neste mês, na Indonésia. O plano pode não valer muita coisa, uma vez que, basicamente, criou um compromisso mundial de realizar mais conversações, não tendo estipulado ações específicas, mas estou otimista por três razões.
dezembro 28, 2007
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dezembro 27, 2007
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Como desfecho da série especial sobre Carajás – que engloba o Sudeste do Pará, o Oeste do Maranhão e o Norte de Tocantins -, Repórter Brasil apresenta um painel com os sete principais desafios para o futuro da região
Por Maurício Hashizume, da Agência de Notícias Repórter Brasil
dezembro 27, 2007
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[EcoDebate] O Liberal de 20/12/2007 publicou matéria no caderno Poder, que o governo do Pará e a diretoria da Vale assinaram três protocolos de intenção anunciando ações de pesquisa tecnológica e formação de mão-de-obra local na área de mineração. A parceria pretende ‘conter o desmatamento no Estado do Pará a partir de 2008 e prevê a instalação do Fórum Paraense de Competitividade’ para viabilizar ações entre o governo e a iniciativa privada. O diretor executivo de Assuntos Corporativos e de Energia da Vale, Tito Martins, explicou que ‘a mineradora vai aumentar a amplitude do sistema de mapeamento de queimadas, dispondo dos softwares e hardwares da empresa para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), que vai possibilitar ao governo prevenir focos de queimadas nas áreas monitoradas em todo o Pará’.
dezembro 27, 2007
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[EcoDebate] De longe e de perto, tivemos a alegria e a responsabilidade de participar da luta de Dom Cappio que encabeçou a luta do povo em prol do rio São Francisco. Na missa do dia 21/12/2007, em frente à capela de São Francisco, em Sobradinho/BA, na “Carta aos irmãos e irmãs do São Francisco, do Nordeste e do Brasil” – após 24 dias de jejum e oração – Dom Cappio suspendeu o jejum e decidiu adotar outras estratégias. Tivemos, então, a oportunidade de lembrar 10 conquistas de seu valioso testemunho, enquanto palavras e atitudes proféticas de frei Luis estão sendo ignoradas por autoridades que se fazem surdas à voz do povo.
dezembro 27, 2007
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[Jornal do Brasil] A liberação das obras de transposição das águas do Rio São Francisco pelo STF e a suspensão do jejum do Bispo dom Luiz Flávio Cappio aparentemente produziram calmaria na discussão acerca deste megaprojeto. Mas ela seguramente continuará. O jejum e as orações do bispo não foram totalmente em vão. Dos oito pontos apresentados ao Planalto pelo bispo e seu grupo, seis foram acolhidos, o que facilitou sua tomada de decisão.
dezembro 27, 2007
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dezembro 24, 2007
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Apesar de um consenso final que abre caminho para negociar um novo acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto, a conferência sobre mudanças climáticas organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Bali, na Indonésia, também apresentou um relatório sombrio sobre a Amazônia. O americano Daniel Nepstad, um dos maiores especialistas em ecologia amazônica, fez um estudo que prevê que, até 2030, metade da maior floresta do mundo terá desaparecido. Segundo o documento, a expansão da agropecuária, a ação de madeireira, a seca e o aquecimento juntos aceleram o processo de degradação da região. Matéria de Leandro Kleber, do Contas Abertas,
O estudo, chamado de “Os Ciclos Viciosos da Amazônia”, encomendado pela WWF, tem dados científicos e um objetivo político: levar a agenda da redução das emissões de desmatamento para as negociações do acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto, após 2012.
Para combater o desmatamento, o governo brasileiro sugeriu em Bali a criação de um plano que prevê um fundo de recompensa ao Brasil, caso a devastação anual fique abaixo de 19,5 mil km². O fundo, que deve ser lançado no primeiro trimestre de 2008, propõe aumentar os recursos para o combate ao desmatamento sempre que o país demonstrar que o nível da perda de floresta ficou abaixo do patamar estipulado. A área de 19,5 mil km², média do desmatamento na Amazônia entre 1996 e 2005, valerá como índice para os próximos cinco anos.
Para o engenheiro florestal Eleazar Volpato, o desmatamento não é um fenômeno atual, e sim um problema histórico, devido ao avanço do homem em áreas silvestres. “Para combater esse crescimento agrícola e pecuário brasileiro, existe uma legislação adequada desde 1931. Em 1934 foi criada uma série de normas e em 1965 algumas regras também foram determinadas. Se todos cumprissem a legislação, que até possibilita desmatamento em determinadas áreas e com suas devidas proporções, não haveria problema algum”, destaca.
Segundo ele, uma medida provisória aprovada em 2004 determina que as propriedades rurais particulares dentro da Amazônia Legal devem preservar 80% da mata nativa. “O problema é que as autoridades nunca desenvolveram uma política adequada para estimular os proprietários a manterem essa área. Só ação policial de combate não adianta. O resultado não prevalece”, acredita Volpato. De acordo com o engenheiro florestal, as concessões ambientais dadas pelo governo a interessados em explorar a área de forma sustentável também não são a solução para o combate à devastação. “O problema do desmatamento ocorre em propriedades privadas. As concessões são dadas em áreas públicas”, critica.
Volpato afirma que o aquecimento da economia e os bons preços da soja e de outros grãos não podem servir de desculpas para a destruição ambiental. Ele acredita que as idéias de crescimento e de capitalismo não podem ditar as regras de proteção às florestas. “A ciência florestal já tem catalogado os problemas de corte de árvores há muito tempo. O que faltam são instituições estaduais mais fortes e eficientes, com um efetivo maior de pessoas lidando com o assunto”, diz.
O engenheiro florestal também critica o governo federal por não estimular os estados e o Distrito Federal (DF) a terem entidades governamentais voltadas à proteção do meio ambiente. “Desde 1988 a União tem apenas competência de caráter geral. Cabe aos estados e ao Distrito Federal ter o controle da administração florestal. Para isso, é preciso que o governo central estimule-os para que criem instituições adequadas”, destaca. A assessoria do Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, não comentou o assunto até o fechamento da matéria.
Desmatamento na Amazônia cai pelo terceiro ano seguido
Apesar da previsão de que metade da mata estará degradada até 2030, o desmatamento na Amazônia entre agosto de 2006 e julho de 2007 foi o segundo menor desde 1988. O sistema de monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por satélite (Projeto Prodes) estima que 11,2 mil quilômetros quadrados foram desmatados. Com isso, a redução foi de 20% em relação ao período 2005-2006, com uma queda acumulada registrada nos últimos três anos de 59%.
No entanto, o diretor de articulação de ações na Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, admite que o baixo índice de desmatamento registrado este ano na Amazônia (11,2 mil km², segundo menor desde 1988) será difícil de ser alcançado novamente. “Houve uma mudança no processo de desmatamento. Antigamente, a maioria da devastação ambiental era feita em grandes proporções. Assim, era mais fácil combater. Hoje, muitos desmatamentos são de pequeno e médio porte, o que dificulta a prevenção e o combate”, explica.
O diretor afirma ainda que as políticas de prevenção e desmatamento estão sendo revisadas e serão implementadas nos próximos quatro anos. “Estamos trabalhando na revisão dos planos. Queremos fortalecer a gestão ambiental nos governos estaduais. Para o começo do ano que vem, estamos preparando ações em cerca de 35 municípios prioritários, que são responsáveis por 45% do desmatamento na Amazônia”, conclui.
dezembro 22, 2007
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Caro deputado Ciro Gomes,
Antes de visitar frei Luiz Cappio em Sobradinho, tinha conhecimento desse projeto da transposição de águas do Rio São Francisco, através da imprensa, e de duas conferências sobre o meio ambiente, das quais participei a convite de minha querida amiga, a ministra Marina Silva. Há alguns anos, quieta também, venho escutando pontos de vista diversos de ambientalistas, dos movimentos sociais, de nossa ministra do Meio Ambiente e refletindo junto com o Movimento Humanos Direitos (MHuD), do qual faço parte. Acompanho a luta de povos indígenas e ribeirinhos, sempre tão ameaçados por projetos de grande porte, que visam a destinar grande poder para um pequeno grupo em troca de tanto prejuízo para esses povos, ao nosso patrimônio social, ambiental e cultural.
dezembro 22, 2007
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[O Estado de S.Paulo] Continua acesa a discussão em torno dos resultados da reunião da convenção do clima em Bali. E talvez uma síntese dos argumentos colocados tanto pelos que vêem avanços como pelos que se decepcionaram possa estar no velho dito popular “ruim com ele, pior sem ele”. De fato, o resultado é modesto. Mas sem o que se decidiu continuaríamos avançando em direção a situações cada vez mais graves, interrompendo um processo de negociações que possa levar a compromissos de redução das emissões de gases.
dezembro 22, 2007
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dezembro 22, 2007
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“O Solar! É preciso apostar na enorme quantidade de energia que o sol faz chover sobre nós gratuitamente. Esta é a verdadeira virada: sem a revolução solar nenhuma conferência conseguirá alcançar o seu resultado”. Barry Commoner, o decano dos ecologistas americanos, junto ao telefone em sua casa de Nova York, dá a sua opinião não entusiasta sobre os resultados da assembléia de Bali, em entrevista publicada pelo jornal italiano La Repubblica, 16-12-2007.
dezembro 20, 2007
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dezembro 20, 2007
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[EcoDebate] Decifra-me ou devoro-te! – eis a questão colocada à sociedade pelo projeto da transposição do São Francisco. Fez emergir o que a indústria da seca ocultava: a verdadeira situação sócio-ambiental do semi-árido brasileiro e da bacia hidrográfica do São Francisco. O rei está nu, apanhado na mentira política e na fraude técnica, por dolo ou desconhecimento. Esta questão é emblemática e apaixonante porque concentra todas as mazelas de uma política perversa e sistêmica. Lula cedeu às pressões de grupos cuja hegemonia ele prometia pôr fim. Esta atitude mina a confiança no sistema democrático brasileiro.










