fevereiro 28, 2007

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Detalhes do Atlas do Nordeste, por Roberto Malvezzi (Gogó)

[EcoDebate] Muita gente pediu maiores detalhes sobre o Atlas do Nordeste, da ANA. Não dá para fazer agora, mas a obra parece completa e perfeita. Cada um pode acessar o site e conferir estado por estado, município por município o que está sendo proposto. Ali está o diagnóstico, a análise crítica, a proposta de solução e o orçamento.

Reparem o caso exemplar da Bahia. De um total de 417 municípios, 282 seriam contemplados pelas obras do Atlas. Ainda mais, de um total de 265 municípios do semi-árido baiano, 164 estariam contemplados pelas obras do Atlas. No total, as obras da Bahia beneficiariam 6.434.744 baianos. Se todas as obras fossem feitas em todo os Estados do Nordeste, aproximadamente 34 milhões de Nordestinos seriam beneficiados, sendo que aproximadamente 20 milhões só no semi-árido. Essas obras têm o custo de 3,6 bilhões de reais, metade da transposição e beneficiaria três vezes mais gente do que a transposição diz que vai beneficiar (12 milhões), mesmo ignorando o desmentido do Tribunal de Contas que não reconhece esses números do Ministério da Integração.

Vamos observar o Ceará. Tem 184 municípios e 139 seriam beneficiados pelas obras da ANA. No semi-árido Cearense estão 150 municípios e 108 seriam alcançados, beneficiando um total de 4.211.292 cearenses. Portanto, para a população mais necessitada do Ceará é melhor fazer as obras da ANA que a transposição.

http://parnaiba.ana.gov.br/atlas_nordeste/nw_area_abrangencia.htm

Semi-árido.

Estado

Nº Total de Municípios

Nº de Municípios do Atlas

Área Total (km²)

População Total 2000 (hab)

MA

0

0

0

0

PI

127

21

143034,0

928.078

CE

150

108

126515,5

4.211.292

RN

148

55

49642,1

1.604.434

PB

169

44

48508,1

1.956.679

PE

122

88

86711,0

3.236.741

AL

36

16

11520,9

747.315

SE

29

14

11222,8

396.746

BA

265

164

392693,0

6.434.744

MG

86

39

106895,9

1.235.900

TOTAL

1.132

549

976.743,3

20.751.929

É ou não é uma tremenda irresponsabilidade política, ética, econômica, e o que mais valer, trocar esse tesouro pela transposição?

Roberto Malvezzi (Gogó) é Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra e articulista do EcoDebate

in www.EcoDebate.com.br – 28/02/2007

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fevereiro 28, 2007

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O Mito dos Biocombustíveis, por Edivan Pinto, Marluce Melo e Maria Luisa Mendonça

[EcoDebate] Recentes estudos sobre os impactos causados pelos combustíveis fósseis contribuíram para colocar o tema dos biocombustíveis na ordem do dia. Atualmente, a matriz energética é composta por petróleo (35%), carvão (23%) e gás natural (21%). Apenas dez dos países mais ricos consomem cerca de 80% da energia produzida no mundo. Entre estes, os Estados Unidos são responsáveis por 25% da poluição atmosférica. Analistas estimam que, dentro de 25 anos, a demanda mundial por petróleo, gás natural e carvão tenha um aumento de 80%.

A aceleração do aquecimento global é um fato que coloca em risco a vida do planeta. Porém, é preciso desmistificar a principal solução apontada atualmente, difundida através da propaganda sobre os supostos benefícios dos biocombustíveis. O conceito de energia “renovável” deve ser discutido a partir de uma visão mais ampla que considere os efeitos negativos destas fontes.

A propaganda do “combustível verde” ou “energia limpa” tem sido amplamente difundida no Brasil. “Usados em substituição aos derivados de petróleo, tanto o etanol quanto o biodiesel se convertem em ferramentas capazes de deter o aquecimento global”, afirma texto da revista Globo Rural (Novembro, 2006).

Por outro lado, já existem diversos estudos que contradizem essa idéia. Especialista em genética e bioquímica, a professora Mãe-Wan – Ho, da Universidade de Hong Kong, explica que “Os biocombustíveis têm sido propagandeados e considerados erroneamente como ´neutros em carbono´, como se não contribuíssem para o efeito estufa na atmosfera; quando são queimados, o dióxido de carbono que as plantas absorvem quando se desenvolvem nos campos é devolvido à atmosfera. Ignoram-se assim os custos das emissões de CO2 e de energia de fertilizantes e pesticidas utilizados nas colheitas, dos utensílios agrícolas, do processamento e refinação, do transporte e da infra-estrutura para distribuição”. Para a pesquisadora, os custos extras de energia e das emissões de carbono são ainda maiores quando os biocombustíveis são produzidos em um país e exportados para outro.

Um estudo do Gabinete Belga de Assuntos Científicos mostra resultados semelhantes. “O biodiesel provoca mais problemas de saúde e ambientais porque cria uma poluição mais pulverizada, libera mais poluentes que promovem a destruição da camada de ozônio”.

Sobre a produção de etanol, Mãe-Wan – Ho explica que “não foi levada em consideração a enorme liberação de carbono do solo orgânico provocada pela cultura intensiva de cana-de-açúcar que substitui florestas e terras de pastagem que, se fossem regeneradas, poupariam mais de sete toneladas de dióxido de carbono por hectare por ano do que o bioetanol poupa”. Além disso, cada litro de etanol produzido consome cerca de quatro litros de água, o que representa um risco de maior escassez de fontes naturais e aqüíferos.

No caso da soja, as estimativas mais otimistas indicam que o saldo de energia renovável produzido para cada unidade de energia fóssil gasto no cultivo é de menos de duas unidades. Isso se deve ao alto consumo de petróleo utilizado em fertilizantes e em máquinas agrícolas. Além disso, a expansão da soja tem causado enorme devastação das florestas e do cerrado no Brasil.

Mesmo assim, a soja tem sido apresentada pelo governo brasileiro como principal cultivo para biodiesel, pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores do mundo. “A cultura da soja desponta como a jóia da coroa do agronegócio brasileiro. A soja pode ser considerada a cunha que permitirá a abertura de mercados de biocombustíveis”, afirmam pesquisadores da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. (Revista de Política Agrícola. Ano XIV- nº. 1 – jan/fev/mar. 2005).

O Papel do Brasil

Apesar de não contar com terras agrícolas suficientes para o aumento da produção, a União Européia estabeleceu que até 2010 seus países-membros devem adicionar 5,75% de biodiesel em seu combustível e, até 2015 esta meta seria de 8%. Porém, diversos analistas estimam que além das dificuldades práticas de implementação, dificilmente este projeto alcançaria os objetivos desejados. Segundo a professora Mae-Wan Ho, “se os 5,6 milhões de hectares de reservas da União Européia fossem cultivados com plantas energéticas, pouparíamos apenas de 1,3% a 1,5% das emissões de transportes rodoviários, ou seja, cerca de 0,3% do total de emissões de 15 países.”

O governo dos Estados Unidos oferece incentivos fiscais para que a indústria aumente o percentual de biodiesel no diesel comum. Porém, seria necessário utilizar 121% de toda a área agrícola dos EUA para substituir a demanda atual de combustíveis fósseis naquele país.

Neste contexto, o papel do Brasil seria fornecer energia barata para países ricos, o que representa uma nova fase da colonização. As atuais políticas para o setor são sustentadas nos mesmos elementos que marcaram a colonização brasileira: apropriação de território, de bens naturais e de trabalho, o que representa maior concentração de terra, água, renda e poder.

Estima-se que mais de 90 milhões de hectares de terras poderiam ser utilizadas para produzir biocombustíveis. Além disso, a “eficiência” de nossa produção se deve à disponibilidade de mão-de-obra barata e até mesmo escrava. Essas características são difundidas por órgãos governamentais e por alguns intelectuais, que criam a idéia de que a produção de agroenergia traria grandes benefícios.

“Nosso país possui a maior extensão de terra do mundo que ainda pode ser incorporada ao processo produtivo”, afirmam pesquisadores da Embrapa. Eles estimam que a produção de biomassa “poderá ser o mais importante componente do agronegócio brasileiro”. Em relação à expansão da produção de etanol, concluem que há a “possibilidade de expansão da cana-de-açúcar em quase todo o território nacional”.

Atualmente as usinas brasileiras têm capacidade de produzir 800 milhões de litros de biodiesel por ano, utilizados na mistura de 2% ao diesel comum. A meta estabelecida pelas empresas do setor é chegar a um bilhão de litros por ano até 2008, quando a previsão é adicionar 5% ao combustível fóssil.

Análises do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) indicam este tipo de investimento como prioridade e estimam a construção de cem usinas até 2010. Em 2004, o banco investiu R$580 milhões no setor e em 2006, este montante subiu para R$2,2 bilhões. O Brasil produz atualmente 17 bilhões de litros de álcool por ano. Segundo o BNDES, seriam necessários mais oito bilhões de litros somente para atender o mercado interno. Portanto, o banco prevê que o Brasil deve expandir sua produção para outros países. Com a pretensão de controlar 50% do mercado mundial de etanol, o BNDES estima que o Brasil deve chegar a produzir 110 bilhões de litros por ano.

“Apenas na região do cerrado, podem ser disponibilizados nos próximos anos para plantio de grãos mais de 20 milhões de hectares”, revela relatório da Embrapa. No Nordeste, segundo os pesquisadores, “somente para a mamona há uma área de três milhões de hectares apta ao cultivo”. Eles afirmam ainda que “A Amazônia brasileira possui o maior potencial para plantio de dendê no mundo, com área estimada de 70 milhões de hectares”.

Todavia, este produto é conhecido como “diesel do desmatamento”. A produção em massa do óleo de palma (como é conhecido em outros países) já causou a devastação de grandes extensões de florestas na Colômbia, Equador e Indonésia. Na Malásia, maior produtor mundial de óleo de palma, 87% das florestas foram devastadas.

Além da destruição ambiental e da utilização de terras agrícolas para a produção de biomassa, há outros efeitos poluidores neste processo, como a construção de infraestrutura de transporte e armazenamento, que demandam grande quantidade de energia. Seria necessário também aumentar o uso de máquinas agrícolas, de insumos (fertilizantes e agrotóxicos) e de irrigação para garantir o aumento da produção.

O Brasil pode também cumprir a missão de legitimar a política externa do governo estadunidense. Em visita ao Brasil, em fevereiro de 2007, o subsecretário de Estado, Nicholas Burns, afirmou que “A pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis podem ser o eixo simbólico de uma parceria nova e mais forte entre Brasil e Estados Unidos”. Os dois países controlam 70% da produção mundial de etanol. Recentemente, em resposta ao impacto deste tema na sociedade, o governo Bush anunciou que pretende reduzir o consumo de petróleo em 20%. Segundo Burns, “A energia tende a distorcer o poder de alguns Estados que nós achamos que têm um peso negativo no mundo, como a Venezuela e o Irã”. (Folha de S. Paulo, 7 de fevereiro de 2007).

A expansão da produção de bioenergia é de grande interesse para empresas de organismos geneticamente modificados, que esperam obter maior aceitação do público se difundirem os produtos transgênicos como fontes de energia “limpa”.

“Todas as empresas que produzem cultivos transgênicos – Syngenta, Monsanto, Dupont, Dow, Bayer, BASF – têm investimentos em cultivos concebidos para a produção de biocombustíveis, como o etanol e o biodiesel. Têm, além disso, acordos de colaboração com transnacionais como a Cargill, Archer, Daniel Midland, Bunge, que dominam o comércio mundial de cereais. Na maioria dos casos, a investigação está voltada para a obtenção de novos tipos de manipulação genética de milho, cana-de- açúcar, soja, dentre outros, convertendo-os em cultivos não comestíveis, o que aumenta dramaticamente os riscos que por si sós já implica a contaminação transgênica”, explica Silvia Ribeiro, investigadora do Grupo ETC do México.

Segundo Eric Holt-Gimenez, coordenador da organização Food First, “Três grandes empresas (ADM, Cargill e Monsanto) estão forjando seu império: engenharia genética, processamento e transporte—uma aliança que vai amarrar a produção e a venda de etanol. E acrescenta que outras empresas do agronegócio como Bunge, Sygenta, Bayer e Dupont, aliadas à transnacionais de petróleo como Shell, TOTAL e British Petroleum, e também à automotoras como Volkswagen, Peugeot, Citroen, Renault e SAAB, formam uma parceria inédita visando grandes lucros com biocombustíveis.

O papel da agricultura camponesa

Edna Carmélio, coordenadora de biocombustíveis do Ministério de Desenvolvimento Agrário afirma que “A produção do etanol é concentradora de renda; já a de biodiesel, mesmo não sendo exclusiva da agricultura familiar, tem forte componente social”.

Experiências como a plantação da mamona por pequenos agricultores no Nordeste demonstraram o risco de dependência a grandes empresas agrícolas, que controlam os preços, o processamento e a distribuição da produção. Os camponeses são utilizados para dar legitimidade ao agronegócio, através da distribuição de certificados de “combustível social”.

A expansão da produção de biocombustíveis coloca em risco a soberania alimentar e pode agravar profundamente o problema da fome no mundo. No México, por exemplo, o aumento das exportações de milho para abastecer o mercado de etanol nos Estados Unidos causou um aumento de 400% no preço do produto, que é a principal fonte de alimento da população.

Este modelo causa impactos negativos em comunidades camponesas, ribeirinhas, indígenas e quilombolas, que têm seus territórios ameaçados pela constante expansão do capital. Silvia Ribeiro alerta que “agora são os automóveis, não as pessoas, os que demandam a produção anual de cereais. A quantidade de grãos que se exige para encher o reservatório de uma camionete com etanol é suficiente para alimentar uma pessoa durante um ano”.

Alguns analistas empresariais até admitem que há problemas ambientais e risco à produção de alimentos, mas afirmam que precisamos escolher “o mal menor”. Neste caso, defendem até mesmo a destruição de florestas com o objetivo de expandir seus lucros com a produção de bioenergia, também conhecida como “ouro verde”.

Na verdade, uma mudança na matriz energética que buscasse realmente preservar a vida no planeta teria que significar também uma profunda transformação nos padrões atuais de consumo, no conceito de “desenvolvimento” e na própria organização de nossas sociedades. É preciso investir em alternativas como a energia eólica, solar, fotovoltaica, das marés, geotérmoca. Porém, discutir novas fontes de energia implica, em primeiro lugar, refletir a serviço de quem estará esta nova matriz. A construção de uma nova matriz energética deve levar em conta quem se beneficiará ou qual propósito servirá.

O modelo agrícola deve estar baseado na agroecologia e na diversificação da produção. É urgente resgatar e multiplicar experiências de agricultura camponesa, a partir da diversidade dos ecosistemas. Existem múltiplas tecnologias e conhecimentos tradicionais de produção como as agroflorestas, sistemas agropastoris, integrados e duradouros. Há também tecnologias e saberes locais de captação, armazenamento, manejo e usos de água para consumo e produção, que preservam fontes naturais.

Estas não são soluções simplistas. Tampouco são suficientes mudanças em atitudes individuais de “consumidores”, como comprar um outro tipo de carro, de lâmpada, etc. A maior responsabilidade pelo aquecimento global é justamente de grandes empresas que destroem as florestas e poluem o meio ambiente—as mesmas petroleiras, automotivas, agrícolas, entre outras, que pretendem lucrar com a bioenergia.

* Edivan Pinto e Marluce Melo são membros da Comissão Pastoral da Terra Regional Nordeste – CPT NE. Maria Luisa Mendonça é membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

in www.EcoDebate.com.br – 28/02/2007

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fevereiro 27, 2007

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O nacional se reproduzindo no local ou Tudo farinha do mesmo saco, por Magnólia Azevedo Said

Os caminhos do São Francisco se embaralham numa rede que não está pra peixe

[EcoDebate] O governo do Estado do Ceará recebeu sua cota de merecimento pós-eleição no recente Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, lançado com o estardalhaço que governos populistas costumam fazer quando decidem anunciar mudanças para nada mudar e se aproveitar de medidas de impacto midiático para inserir aqueles projetos que isoladamente têm causado desconforto às hostes governamentais, pelas manifestações de resistência e crítica que encerram, tanto de setores representativos dos poderes da República, como de setores da sociedade civil. Foi o mesmo com o Avança Brasil, do presidente Fernando Henrique Cardoso.

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fevereiro 26, 2007

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Ser ou não ser Ecossocialista? Eis a questão (de sobrevivência), por Ana Echevenguá

Embora a palavra ‘Ecossocialismo’ possa parecer inusitada, já a vivenciamos em nossas atividades mais comuns.

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fevereiro 26, 2007

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As Hidrelétricas do Madeira e os Impactos Teleguiados, por Telma Delgado Monteiro

[EcoDebate] Revisando minhas anotações colhidas durante a pesquisa dos vários documentos que integram o processo de licenciamento dos aproveitamentos hidrelétricos Santo Antônio e Jirau do Complexo do Madeira, em Rondônia, como o Estudo de Viabilidade e o Estudo de Impacto Ambiental – EIA, acabei me deparando com muitas afirmações que nos levam a questionar a legitimidade desses empreendimentos. Os técnicos das empresas contratadas pelo Consórcio Furnas / Odebrecht para fazer os estudos e que pesquisaram os dados que lá estão registrados, me parecem, defendem a tese de “impactos teleguiados”, qual seja: as áreas de influência do aproveitamento hidrelétrico Jirau iriam até a fronteira com a Bolívia e dali não passariam.

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fevereiro 24, 2007

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Efeito estufa: oportunidade para o Brasil, por Rogério Grassetto Teixeira da Cunha

Bastaria uma moratória nos desmatamentos para que o Brasil desse facilmente uma grande contribuição à redução na emissão de gases causadores do aquecimento global, o que de resto teria uma série de outros benefícios para as futuras gerações aqui e pelo planeta afora.

[Correio da Cidadania] O documento sobre mudança climática recentemente publicado em Paris pelo IPCC (Painel Inter-governamental sobre Mudança Climática) pouco trouxe de informações novas aos que já se preocupavam com o tema. Seu maior valor, ao reavaliar a questão do nível de certezas nas afirmações quanto ao fenômeno do aquecimento global e suas causas, está no impacto da divulgação do argumento científico junto à sociedade. Este relatório tem o peso de ter sido produzido por um organismo ligado à ONU e o respaldo de um consenso oriundo do trabalho de literalmente centenas de cientistas. Espera-se que os resultados apresentados incentivem a adoção de políticas públicas e mudanças de comportamento individuais em todo o mundo que contenham o agravamento do problema do aquecimento global, que já é inevitável.

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fevereiro 24, 2007

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Não, à transposição do Velho Chico, por Roberta Roldão e Adriano Espíndola

[ABRAT] “Os fatos nos lembram a cada passo que não reinamos sobre a Natureza, como um conquistador reina sobre um povo estrangeiro, ou seja, como alguém que esteja fora da Natureza, mas que pertencemos a ela (…) todo nosso domínio sobre ela reside na vantagem que possuímos, sobre outras criaturas, de conhecermos as suas leis e de podermos usar esse conhecimento judiciosamente (…). Quanto mais avança esse conhecimento, mais os homens não só se sentirão, mas saberão que fazem parte de uma unidade com a natureza, e mais se tornará insustentável a idéia absurda e contra-natural de oposição entre espírito e matéria, entre homem e Natureza”. (Frederich Engels em Dialética da Natureza)

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fevereiro 24, 2007

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Clima: dilemas e oportunidades para o Brasil, por Oswaldo Oliva Neto

De que forma o aquecimento global e as alterações da temperatura do planeta atingem o Brasil?

[Folha de S. Paulo] AS AMEAÇAS ao planeta em virtude do aquecimento global ganharam enorme visibilidade com a divulgação do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). De que forma o aquecimento global e as alterações da temperatura do planeta atingem o Brasil? É o que busca responder o estudo “Mudança do Clima”, produzido pelo Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República.

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fevereiro 22, 2007

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PAC, crescimento e crimes ambientais , por Marta Eliana de Oliveira e Alberto Silva Franco

[Valor Online] O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) proposto pelo governo federal para destravar a economia brasileira, traz à tona o modo como o Estado concebe o futuro do Brasil e, também, como lida com seus conflitos. Há uma tensão latente entre o desafio da sustentabilidade e o fomento dos investimentos vitais ao aumento da atividade econômica, como se essas duas posturas fossem antagônicas. Não necessariamente.

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fevereiro 21, 2007

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Leis e blablablá… até quando?, por Ana Echevenguá

admin

[EcoDebate] A precária gestão das cidades fomenta discursos inflamados sobre a justiça socioambiental. Leis fantásticas a respeito foram editadas. O Estatuto da Cidade (publicado em julho de 2001), por exemplo, impõe que a política urbana garanta “o direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”. Ao saber disso, quem ignora a realidade brasileira, imaginará que, aqui, o cidadão vive muito bem; e que goza de sadia qualidade de vida.

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fevereiro 17, 2007

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Memória do Apocalipse, por José de Souza Martins

As ilusões da cultura do bem ilimitado, do desperdício consumista, teceram o pano de fundo para o aviltamento da vida e para a catástrofe ambiental

[Valor Econômico] Todos nós conhecemos evidências diretas da catástrofe ambiental que se arrasta há muito e cujo desfecho irreversível o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) anunciou há poucas semanas.

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fevereiro 17, 2007

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O combustível e o desenvolvimento humano, por Arthur Conceição

Adital – O lançamento de gás carbônico mundo a fora começa a surtir efeitos devastadores no planeta Terra. O pior problema é a emissão dos chamados gases domésticos, como a queima de combustível de veículos automotores. Primeiro passo para diminuir o efeito estufa é cortar pela metade o lançamento desses gases. Os Estados Unidos atualmente são o maior poluidor do mundo, consumindo hoje 30% do petróleo do planeta, dos quais 65% são importados. O tema-chave que está na pauta nas principais discussões da política estadunidense são as fontes de energia. A democrata Nancy Pelosi, que foi a primeira mulher eleita para a presidência do Congresso norte-americano, anunciou no final de janeiro a formação de um comitê especial para debater e criação de alternativas sobre a independência energética e aquecimento global.

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fevereiro 16, 2007

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Ecologia e Socialismo, por Michael Löwy

A proposta do Protocolo de Kyoto é absolutamente insuficiente para conter o aquecimento global e transforma o direito de poluir em mercadoria

[Agência Brasil de Fato] Quando o tema é ecologia e socialismo, o primeiro a ser considerado é até que ponto a razão capitalista está levando o nosso pequeno planeta – e os seres vivos que o habitam – a uma situação catastrófica do ponto de vista do meio-ambiente, das condições de sobrevivência da vida humana e da vida em geral. Aproxima-se um desastre de proporções ainda incalculáveis e os sinais disso já são visíveis.

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fevereiro 16, 2007

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desertificação: O exemplo vem de baixo, por Marcos Sá Correa

[O Estado de S. Paulo] Esta teria tudo para ser uma boa história sobre o semi-árido nordestino. Mas veio de Níger, país estatisticamente tão inviável que, lá, os jovens em idade de procurar emprego escapam clandestinamente para a Nigéria, como aqui se migra para os Estados Unidos. Níger tem 86% de analfabetos, elite nômade, um dos piores índices de desenvolvimento humano do planeta e dois terços de seu território enterrados nos areais do Saara. Mas foi ali que a repórter Lydia Polgreen colheu uma reportagem sobre os pequenos agricultores que, plantando árvores por conta própria, tiraram do deserto 300 quilômetros quadrados de terrenos condenados à esterilidade pela escassez de chuva e o excesso de erosão.

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fevereiro 15, 2007

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Outros arrastões, Frei Gilvander Moreira

[EcoDebate] No dia 07 de fevereiro (de 2007), o menino João Hélio, de apenas seis anos de idade, foi arrastado em um automóvel, por bandidos, numa distância de sete quilômetros na cidade do Rio de Janeiro. O crime bárbaro chocou o povo brasileiro. Não poderia ser de outra forma. As conseqüências da ação dos bandidos e a condição da vítima deixam-nos perplexos. A que ponto chega a nossa sociedade!

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fevereiro 14, 2007

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sistemas agro-florestais: O açaí em alta, por Rodolfo Salm

admin

O açaí em alta, por Rodolfo Salm
[Correio da Cidadania] Consórcios em larga escala de açaí, com outros cultivos ou com a floresta, em sistemas agro-florestais voltados ao sustento de populações locais e à recuperação de áreas degradadas, poderiam tanto atender à demanda do fruto para exportação, quanto conter a elevação do seu preço no mercado interno, além de ajudar a preservar a floresta e recuperar o que já foi perdido. Seriam, assim, uma alternativa racional à monocultura da soja, à pecuária e à extração desenfreada de madeira.

O preço do açaí, que acusou um aumento de quase 15% nos últimos 30 dias em Belém, é um assunto muito sério na cidade. Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em 15 pontos diferentes de vendas, das feiras livres aos supermercados, mostrou que o litro do açaí, que era comercializado em média a R$ 4,41, passou a R$ 5,03. A amplitude desta variação explica-se principalmente pela característica sazonal da oferta de frutos, que diminui na época mais chuvosa do ano. Mais grave é a constatação de que, se comparado ao mesmo período de alta de preços do ano passado, houve uma elevação de 5,45%. O absurdo, lembrou o diretor técnico do Dieese, Roberto Sena, é que há menos de dez anos o litro do açaí custava apenas R$ 1. A explicação para tamanha alta do açaí é muito simples: a demanda do fruto por consumidores de todo o Brasil e do mundo cresceu absurdamente nos últimos anos e não foi acompanhada por um aumento equivalente na oferta.

Nascido e criado fora da região amazônica, só ouvi falar de “açaí” já adolescente, nos anos 80, através da música do Djavan, “açaí, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã”, que, convenhamos, não nos dá uma idéia muito clara da palmeira que produz o fruto, apesar da poesia da letra. Acho que, mais ou menos na mesma época, os surfistas do Rio de Janeiro descobriram o seu valor energético. Meio litro de açaí tem cerca de duas mil calorias, quase o suficiente para suprir as necessidades energéticas que uma pessoa adulta necessitaria em um dia inteiro! Adicionando mel, amendoim, granola e guaraná, como fazem os surfistas, transformam-se em verdadeiras bombas calóricas.

Infelizmente, o açaí tem uma decomposição extremamente rápida. Para se ter uma idéia, a validade do caldo, mesmo se mantido na geladeira, é de apenas um dia. O congelamento, por outro lado, necessário para aumentar a durabilidade do produto e permitir seu transporte, compromete sua textura e sabor. O resultado é que o caldo que se toma fora da região amazônica, a área de distribuição natural dos açaizais, é azedo (por causa da decomposição) e não tem nem de longe o sabor do caldo fresco que se consome por aqui. Daí a necessidade de misturá-lo com esta parafernália toda nas outras regiões do país, em detrimento do consumo do caldo fino, diluído em bastante água, a minha modalidade preferida. Com farinha ou sem farinha, com ou sem açúcar, de manhã, no almoço com o peixe ou no jantar — a preferência de cada um na hora de tomar o açaí é um dos assuntos prediletos dos belenenses (os mais tradicionais e puristas orgulham-se de tomá-lo com farinha e sem açúcar, tal como os índios).

A nova demanda por açaí nos EUA e outros países industrializados e não-tropicais é impulsionada por campanhas publicitárias que vendem o açaí como o novo “fruto maravilhoso da Amazônia”. Não é para menos. Pesquisas recentes mostraram que a antocianina é encontrada no açaí em uma concentração 30 vezes maior do que no vinho. Esta substância é um poderoso antioxidante, também presente na uva, que combate os radicais livres associados ao câncer e ao envelhecimento precoce, além de não deixar o colesterol aumentar e formar as placas nas artérias, controlando assim doenças cardíacas. Além disso, potássio é um mineral abundante no açaí (o que talvez também ajude a explicar a predileção dos surfistas, já que a substância ajuda a evitar câimbras), que também é tão rico em cobre e magnésio que apenas uma pequena porção dos frutos fornece mais do que as necessidades fisiológicas diárias destes três minerais. Porém, nestes destinos distantes, comerciantes inescrupulosos freqüentemente misturam pequenas quantidades de açaí verdadeiro, em pó ou extrato, a conservantes, aromatizantes e sabores artificiais, produzindo litros e litros de caldo. Certamente uma porcaria com gosto (e propriedades) bem distante do natural.

A esta altura, o leitor já pode estar se perguntando o por quê daquele aumento do preço do litro açaí em Belém, e da existência do “açaí batizado” (que só leva um pouquinho do fruto), se há tantas terras desmatadas na Amazônia adequadas para o seu cultivo em níveis mais que compatíveis com as demandas de consumo interno e de exportação. E a explicação, imagino, é tão simples quanto cruel: açaizais começam a frutificar cerca de cinco anos depois de plantados e outros tantos anos ainda são necessários até que se tenha uma produtividade comparável a açaizais naturais ou cultivados estabelecidos. Infelizmente, este parece ser um horizonte distante demais para o típico capitalista do agro-negócio, que é capaz de plantar e colher até duas safras de soja por ano.

Escrevendo sobre as palmeiras do Novo Mundo em 1871, Richard Spruce, célebre botânico inglês, estudioso da flora amazônica e dos costumes dos povos que habitavam essa região, definiu o açaí como uma das bebidas favoritas de seus habitantes de todas as “castas e cores”. Passados 136 anos, o fruto da palmeira jussara, que era aos olhos dos europeus e norte-americanos um exotismo distante da América do Sul, tornou-se uma estrela do mercado internacional de alimentos super-saudáveis. Por outro lado, lamentavelmente, o açaí é um produto cada vez menos acessível para a população mais carente das grandes cidades amazônicas.

Consórcios em larga escala de açaí, com outros cultivos ou com a floresta, em sistemas agro-florestais voltados ao sustento de populações locais e à recuperação de áreas degradadas, poderiam tanto atender à demanda do fruto para exportação, quanto conter a elevação do seu preço no mercado interno, além de ajudar a preservar a floresta e recuperar o que já foi perdido. Seriam, assim, uma alternativa racional à monocultura da soja, à pecuária e à extração desenfreada de madeira, três dos principais vetores do desmatamento. E seriam mais lucrativos também a médio e longo-prazo, ou infinitamente-longo-prazo, aos olhos míopes dos nossos grandes agro-investidores.

O fazendeiro latifundiário é incapaz de se dispor a esperar os anos necessários para a produtividade das palmeiras, mas há uma multidão de pequenos agricultores (os principais responsáveis pela produção e extração atual de açaí) que o fariam com bastante entusiasmo se tivessem mais acesso a terra, assessoria técnica e financiamento.

Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é pesquisador do Museu Paraense Emílio Goeldi.

(www.ecodebate.com.br) artigo originalmente publicado pelo Correio da Cidadania
enviado por Mayron Régis

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fevereiro 14, 2007

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água virtual: Água mais escassa com biocombustíveis, por Andy Mukherjee

[Gazeta Mercantil] Se a água fosse uma mercadoria comercializada globalmente, com a oferta insuficiente na China e na Índia refletida em seu preço, o mundo abandonaria sua recém-descoberta loucura pelos biocombustíveis. É péssimo que alguns de nós precisem de etanol destilado na Escócia para lubrificar suas noitadas. O cultivo do milho para fazer etanol usado nos veículos utilitários-esportivos é absolutamente fútil; e isto principalmente na China e na Índia.

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fevereiro 12, 2007

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Energia brasileira para o futuro global

admin

Revista norte-americana Science traz dossiê sobre sustentabilidade energética e destaca o etanol da cana-de-açúcar como um dos modelos mais viáveis. Em artigo no especial, José Goldemberg defende que programa brasileiro seja replicado em outros países

A edição da Science desta sexta-feira (9/2) tem como destaque um dossiê sobre sustentabilidade e energia. O consumo energético global é considerado pela revista como “o maior desafio para um futuro sustentável”. Por Fábio de Castro, da Agência FAPESP, 09/02/2007.

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fevereiro 12, 2007

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Leitura recomendada: Energia e desenvolvimento, por José Goldemberg

admin

Energia e desenvolvimento, por José Goldemberg

Electronic Document Format (ISO)
GOLDEMBERG, José. Energia e desenvolvimento. Estud. av. [online]. 1998, vol. 12, no. 33 [cited 2007-02-11], pp. 7-15. Available from: . ISSN 0103-4014. doi: 10.1590/S0103-40141998000200002

Electronic Document Format (ABNT)
GOLDEMBERG, José. Energia e desenvolvimento. Estud. av., São Paulo, v. 12, n. 33, 1998. Disponível em: . Acesso em: 11 Feb 2007. Pré-publicação. doi: 10.1590/S0103-40141998000200002

in www.EcoDebate.com.br

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fevereiro 10, 2007

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aquecimento global: O Brasil precisa agir e rápido, por André Trigueiro

O mais alarmante relatório já divulgado pela ONU sobre os impactos do aquecimento global não deixa dúvidas sobre a urgência das ações que governos, empresas e sociedade deverão empreender daqui por diante no sentido de reduzir a intensidade das catástrofes previstas.

[O Globo] No caso específico do Brasil, onde 75% das emissões de gases estufa se concentram nas queimadas da Amazônia, está mais do que na hora de o governo promover a certificação da madeira, da carne bovina e da soja procedentes daquela região do país, inibindo a comercialização do que seja produzido em áreas de floresta ocupadas ilegalmente por madeireiros, pecuaristas e sojeiros. A certificação 6 um passo importante para que o consumidor tenha a oportunidade de escolher o que lhe interessa, segundo seus valores e conveniências.

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