junho 21, 2006
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“Há dois elementos fundamentais a levar em conta: o estado das técnicas e o estado da política” (Geógrafo Milton Santos )
Há uma tendência a separar uma coisa da outra. Daí muitas interpretações da história a partir das técnicas. E, por outro lado, interpretações da história humana separação entre as duas coisas. As técnicas são oferecidas como um sistema e realizadas combinadamente através do trabalho e das formas de escolha dos momentos e dos lugares de seu uso. É isso que fez a história. No fim do século XX e graças aos avanços da ciência, produziu-se um sistema de técnicas presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema técnico uma presença planetária. Ela é também o resultado das ações que asseguram a emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial dos processos políticos atualmente eficazes. Os fatores que contribuem para explica essa geografia da globalização atual são: a unicidade da técnica, a convergência dos momentos. Isso poderia ser diferente se seu uso político se fosse outro. Esse é o debate central, o único que nos permite ter esperança de utilizar o sistema técnico contemporâneo a partir de outras formas de ação. Nunca houve antes essa possibilidade oferecida pela técnica á nossa geração de ter em mãos o conhecimento instantâneo do acontecer do outro. Essa é a grande novidade, o que estamos chamando de unicidade do tempo ou convergência dos momentos. Com a globalização e por meio da empiricização da universalidade que ela possibilitou, estamos mais perto de construir uma filosofia das técnicas e das ações correlatas, que seja também uma forma de conhecimento concreto do mundo tomado como um todo e das particularidades dos lugares, que incluem condições físicas, naturais ou artificiais e condições políticas. Um período sucede a outro, mas não podemos esquecer que os período são, também, antecedidos e sucedidos por crises, isto é, momentos do consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, á redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão, estamos assistindo isso na realização jogos da copa. Os pobres jamais puderam ser cidadãos. As classes médias foram condicionadas a apenas querer privilégio e não direitos.










