junho 30, 2006

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O vazamento da barragem de Campos Novos: Fiasco da Engenharia ou Irresponsabilidade dos Investidores Privados? por Frei Sérgio Görgen

Algo gravíssimo aconteceu em Campos Novos (SC), com a Barragem do consócio Enercan – formado pelo Banco Bradesco, Votorantim e Camargo Corrêa – que construiu a Usina Hidrelétrica Campos Novos, no Rio Canoas. Gravíssimo e inédito. Um vazamento gigante na estrutura da barragem obrigou o consórcio a esvaziá-la para realizar o concerto.

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junho 29, 2006

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Transposição do rio São Francisco: um projeto desnecessário, por João Suassuna

Em maio do corrente ano, publicamos um texto na internet intitulado Caneco de Ouro, no qual fizemos alusão às potencialidades hídricas existentes no Semi-árido brasileiro para o abastecimento de sua população, mostrando, claramente, que o projeto de transposição do rio São Francisco, da forma pela qual foi apresentado à sociedade pelo governo federal, era desnecessário. Mostramos que a água no Semi-árido existe, e até de forma abundante, faltando, apenas, uma política adequada de distribuição desse recurso natural para satisfação das necessidades da população.

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junho 23, 2006

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O abacaxi da Del Monte e as intoxicações com defensivos agrícolas no Apodi, por Zacharias Bezerra de Oliveira e Raquel Maria Rigotto

admin

Adital – A intoxicação por pesticidas no Ceará pode desvelar quadro grave de saúde dos trabalhadores rurais e de suas famílias.

Mais de mil casos de internamentos devidos à intoxicação por agrotóxicos no Ceará já foram detectados em 2005, segundo revelam dados sistematizados pelo Núcleo de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde (SESA) após questionamento do Conselho Gestor do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador do Ceará (CEREST) Manoel Jacaré.

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junho 21, 2006

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Uma outra forma de educação e cultura na sociedade globalizada, por Vagner da Silva Oliveira

admin

“Há dois elementos fundamentais a levar em conta: o estado das técnicas e o estado da política” (Geógrafo Milton Santos )

Há uma tendência a separar uma coisa da outra. Daí muitas interpretações da história a partir das técnicas. E, por outro lado, interpretações da história humana separação entre as duas coisas. As técnicas são oferecidas como um sistema e realizadas combinadamente através do trabalho e das formas de escolha dos momentos e dos lugares de seu uso. É isso que fez a história. No fim do século XX e graças aos avanços da ciência, produziu-se um sistema de técnicas presidido pelas técnicas da informação, que passaram a exercer um papel de elo entre as demais, unindo-as e assegurando ao novo sistema técnico uma presença planetária. Ela é também o resultado das ações que asseguram a emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial dos processos políticos atualmente eficazes. Os fatores que contribuem para explica essa geografia da globalização atual são: a unicidade da técnica, a convergência dos momentos. Isso poderia ser diferente se seu uso político se fosse outro. Esse é o debate central, o único que nos permite ter esperança de utilizar o sistema técnico contemporâneo a partir de outras formas de ação. Nunca houve antes essa possibilidade oferecida pela técnica á nossa geração de ter em mãos o conhecimento instantâneo do acontecer do outro. Essa é a grande novidade, o que estamos chamando de unicidade do tempo ou convergência dos momentos. Com a globalização e por meio da empiricização da universalidade que ela possibilitou, estamos mais perto de construir uma filosofia das técnicas e das ações correlatas, que seja também uma forma de conhecimento concreto do mundo tomado como um todo e das particularidades dos lugares, que incluem condições físicas, naturais ou artificiais e condições políticas. Um período sucede a outro, mas não podemos esquecer que os período são, também, antecedidos e sucedidos por crises, isto é, momentos do consumismo e competitividade levam ao emagrecimento moral e intelectual da pessoa, á redução da personalidade e da visão do mundo, convidando, também, a esquecer a oposição fundamental entre a figura do consumidor e a figura do cidadão, estamos assistindo isso na realização jogos da copa. Os pobres jamais puderam ser cidadãos. As classes médias foram condicionadas a apenas querer privilégio e não direitos.

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junho 20, 2006

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Mais que conservar o meio ambiente, preservar o Estado de Direito, por Schabib Hany

Adital - Uma sociedade que se pretende democrática, baseada no princípio do convívio saudável entre a diversidade de interesses de seus inúmeros segmentos -muitas vezes antagônicos, mas nem por isso ilegítimos-, não pode abrir mão da estrutura jurídica do Estado de Direito, o qual, aliás, foi construído ao longo dos últimos séculos pelas sucessivas gerações que antecederam as contemporâneas.

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junho 16, 2006

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Ditadura da Beleza e transtornos alimentares, por Claudine Aune

admin

Eu estava folheando a Veja Rio há uns meses atrás e na capa estava a bela modelo Daniela Sarahyba na capa, seu belo par de pernas torneadas e bronzeadas, esbanjando graciosidade, saúde, riqueza (num iate em Angra!) e claro, felicidade. Essa é a mesma (e sempre) maravilhosa Sarahyba que há um ano atrás foi à Nova York para solidificar sua carreira de modelo e, para tanto, precisou emagrecer “uns quilinhos” a fim de ficar dentro dos padrões exigidos pelas melhores agências de modelo do mundo. Ela emagreceu bastante e, mesmo assim, ainda irradia uma hipnotizante beleza, sem nenhum traço de alguma doença ou distúrbio alimentar.

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junho 13, 2006

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Transposição do rio São Francisco – Perguntas e Respostas (Terceira e Última Parte), por Dilermando Alves do Nascimento

VOCE SABE QUAIS SÃO AS ALTERNATIVAS DE CAPTAÇÃO DE ÁGUA PARA O NORDESTE DO BRASIL COM O MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO?

GEÓLOGO: DILERMNADO ALVES DO NASCIMENTO

INTRODUÇÃO

Este trabalho é composto de uma série de boletins interdependentes que proporcionam uma visão global sobre o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco, e fundamenta-se em uma coletânea de dados estritamente técnicos disponíveis na vasta bibliografia existente sobre os diversos levantamentos multidisciplinares efetuados na Região do Nordeste do Brasil. São analisadas inúmeras informações sobre o polêmico projeto que levará água para as bacias receptoras do Rio Jaguaribe, Rio Apodi e do Rio Piranhas-Açu, denominado de eixo norte da transposição.

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junho 12, 2006

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A energia nuclear está de volta, por Henrique Cortez

[EcoDebate] A energia nuclear está voltando com toda a força, apoiada, inclusive, por renomados ambientalistas, a partir do simples argumento de que ela é uma energia limpa. Será realmente limpa?

O discurso de que a energia nuclear é “limpa”, porque não emite gases estufa, é uma meia verdade e, como toda meia verdade, também é uma meia mentira. A energia nuclear gera resíduos radioativos significativos. Após o descomissionamento de uma usina nuclear deve-se levar em conta que seus resíduos classificados como altamente radioativos permanecerão ativos por 10 mil anos.

Ou seja, por 10 mil anos, estes resíduos altamente radioativos exigirão cuidados, gerenciamento, controle e segurança. Ao longo de nossa história nem civilizações duraram 10 mil anos, quanto mais empresas, governos e, até mesmo, países.

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junho 12, 2006

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Transposição do rio São Francisco – Perguntas e Respostas (Segunda Parte) por Dilermando Alves do Nascimento

O SERTÃO PODE VIRAR MAR?

GEÓLOGO: DILERMANDO ALVES DO NASCIMENTO

Sim, sem sombra de dúvida temos muita água sobrando na Região Setentrional do Nordeste do Brasil para propiciar essa metamorfose sem que seja necessário retirar uma só gota d’água do Rio São Francisco.

No artigo anterior foi dito que há um superávit hídrico na Região Setentrional baseado em dados apresentados naquela oportunidade onde se destacaram as informações de Abner (2004), que mostra a relação entre a oferta da vazão de água disponível e a vazão de consumo requerida para atender as necessidades dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco beneficiados pelo Governo Federal para receber as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

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junho 9, 2006

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Transposição do rio São Francisco – Perguntas e Respostas (Primeira Parte) por Dilermando Alves do Nascimento

Sou Geólogo, com 32 anos de experiência profissional, dos quais 25 foram dedicados ao estudo das águas superficiais e subterrâneas da Região do Nordeste do Brasil. Durante todos esses anos eu me tenho indagado se o Projeto de Transposição das águas do Rio São Francisco seria a melhor opção para solucionar os problemas oriundos da seca.

Tal projeto saciará a sede do povo e promoverá condições ideais de mudança, diante do atual estado de pobreza apresentado pelos indicadores sócio-econômicos relativos à Região Setentrional do Nordeste do Brasil? (Obs. Fazem parte da região setentrional os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.)

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junho 5, 2006

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A propósito do lobby da transposição do rio São Francisco, por João Suassuna

[EcoDebate] – Quem primeiro denunciou a existência de um lobby (in envolvendo as questões do projeto de transposição do rio São Francisco foi João Abner Guimarães Jr., doutor em recursos hídricos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Segundo ele, a falta de isenção do governo federal em relação à transposição do São Francisco revelou a existência de uma decisão política tomada nessa direção, a qual facilitou a atuação de um poderoso esquema infiltrado na máquina do Estado defendendo a manutenção da velha política de grandes obras hidráulicas para o Nordeste, a verdadeira “indústria da seca” na região. Para Abner, a proposta absurda de se transporem as águas do Velho Chico, conforme idealizada pelo governo federal, transformou o projeto, anteriormente já considerado inviável, num dos maiores “elefantes brancos” da história do Brasil, principalmente quando se constata que os estados receptores possuem reservas hídricas mais do que suficientes para abastecer as demandas de consumo de suas populações.

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