março 27, 2006
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Os projetos de infra-estrutura e seus defensores fazem charme para a platéia. Vem com espalhafato; eles cantam o hino nacional, rezam ave Maria e pai nosso, abraçam os populares e distribuem chuteiras, camisetas e bolas para o time da cidade. Vão embora depois de percorrerem as ruas da cidade e de recusarem convites para tomarem um café naquela casa e naquela outra; vão embora prometendo voltar depois com bastante dinheiro e trabalho. Em suma: progresso. – progresso para todos em vez de só para A ou B ou C. Progresso para você, para seu vizinho, para o vendedor de doces e para o dono da farmácia. Como são tantas as promessas, e um político não dá conta de prometer tanto, os políticos sempre andam juntos para dividi-las, mesmo sendo de partidos adversários. E já trazem a tabuleta com os dados do projeto, quais são as construtoras, quem financia, quantos empregos e as datas de começar e de terminar. Esta tabuleta será o máximo de informações a que as pessoas da comunidade terão direito pelos anos que dali pra frente enfrentarão.
março 25, 2006
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Aconteceu o “IV Fórum Mundial da Água” no México, o “I Fórum Alternativo em Defesa da Água” e o “Tribunal Latino Americano da Água”. Não há espaço para a ingenuidade dos lutadores populares num espaço como esse. É uma luta aberta pelo controle do bem mais essencial a todas as formas de vida. Segue uma síntese do que aconteceu no México para informação de todos.
março 25, 2006
março 24, 2006
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Caríssimos educadores ambientais do Brasil, infelizmente, ao olhar para bem longe, próximo do limiar do horizonte, não consigo ver com bons olhos o futuro dos recursos hídricos. Lamento, mas, com tantos profissionais especializados no assunto, não consigo vislumbrar com segurança um primeiro passo. Há muito tempo se comenta dos problemas e esses aumentam a cada instante. Muito se tem falado a respeito das causas que tendem a não permitir a busca de soluções. Uma dessas causas é o consumismo.
março 23, 2006
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Sempre abominei a palavra retrógrado. Do meu dicionário, tal verbete nunca fez parte, mesmo porque sempre achei, no progresso e na evolução do mundo, algo importante, como dádiva de Deus.
Mas, contudo, a questão de desejar o progresso não significa, invariavelmente, uma situação “sine qua non” de que este mesmo avanço venha a por tudo abaixo, como um rolo-compressor. Em termos mais claros, não querer tomar a Terra para si, em detrimento da destruição de tudo que nos cerca. O ecossistema abrange uma série mais de um ambiente saudável não só para as gerações presentes, como para as futuras. Isto é princípio constitucional.
março 22, 2006
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A liberação das chamadas sementes suicidas, ou terminators, para pesquisa – um assunto que começou a ser discutido hoje (21) na 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8) – é vista pelo movimento camponês como uma ameaça à agricultura familiar. Pela manhã, manifestantes da Via Campesina – uma aliança internacional pela reforma agrária, da qual faz parte o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – posicionaram-se na entrada do Expotrade (local onde está ocorrendo a conferência) e vaiaram os ônibus que transportavam os membros das delegações oficiais dos 188 países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Por Thaís Brianezi, Enviada especial, Agência Brasil.
março 21, 2006
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Houve um tempo em que os castanhais das terras do Araguaia-Tocantins1 foram livres. Os rios configuravam as principais vias de transporte. Os dias reinaram assim até o ano de 1920 do século passado. Na época a Amazônia respirava o ocaso do ciclo do extrativismo da borracha. O Comércio dos irmãos Chamom fazia o aviamento2 nos municípios de Marabá e Tucuruí (na época Alcobaça), sudeste do Pará. Desta forma era ativado o extrativismo da castanha3.
março 21, 2006
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Adital – A Água é assunto central desta semana, porque a carência de água se abate sobre povos inteiros em todos os continentes, mas principalmente porque, nesta 5ª feira, 16, começa na Cidade do México, o 4º Fórum Mundial da Água e diversos eventos paralelos que este fórum suscita. A novidade é que, quando se trata da Água, a sociedade civil se mobiliza cada vez mais. Organizações de base fazem fóruns paralelos e todos, em casa, no trabalho, nas Igrejas e escolas, são convidados a participar de um grande e permanente fórum de carinho pela água e defesa da vida. Afinal, 24 agências da ONU acabam de publicar o “Relatório mundial de desenvolvimento de água” (09/03/2006). Este é o mais completo relatório da ONU sobre o assunto. Deixa claro que são urgentes políticas públicas e estratégias para assegurar que a humanidade e o mundo possam continuar contando com a água suficiente para a continuidade da vida no planeta. Cerca de 1,1 bilhão de pessoas, 20% da humanidade não tem acesso à água potável e o dobro desta população não tem saneamento básico (Cf. O Globo, 10/03/2006, O Mundo, 29).
março 20, 2006
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Matérias desta cobertura especial:
* Destruição de mudas abre debate sobre eucalipto no Brasil
* Para instituto, eucalipto não é melhor opção para reflorestamento
* Professor sugere associação dos eucaliptos com agricultura familiar
* Geógrafa diz que monocultura do eucalipto tira empregos e traz poucas oportunidades de trabalho
* Lei não permite existência de “desertos verdes”, defende pesquisador
março 17, 2006
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Eucalipto tem característica de sugar rios, nascentes e lençóis. Enquanto os hectares destinados à monocultura se expandem e, com apoio do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, criam um deserto verde improdutivo, camponeses e indígenas são empurrados para as cidades na esperança de uma melhor condição de vida. A história é antiga – e continua sendo exaustivamente ignorada pela imprensa de grande circulação.
Leia nesta reportagem especial da Revista Consciência.Net, 14/3/2006
março 8, 2006
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Trabalho escravo no Mato Grosso está no arco do desenvolvimento da Amazônia, diz OIT
Os estados brasileiros com maior ocorrência de trabalho escravo são o Pará, Mato Grosso e Tocantins, locais onde existe expansão da fronteiras agrícolas. Segundo a coordenadora do projeto de combate ao trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Patrícia Audi, o caso específico do Mato Grosso registra muitos casos de trabalhadores aliciados para trabalhar na devastação da floresta para o plantio de pasto, algodão e soja ou para a limpeza de áreas já desmatadas. Por Irene Lôbo, da Agência Brasil
março 7, 2006
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Chapada Limpa – área de 630 hectares no município de Chapadinha, Baixo Parnaíba maranhense – os bacurizeiros vicejam – os bacuris desapegam-se – na alvura do Cerrado, os homens não se apequenam – vão – desentortados, entortam-se – a torto e a não direito – o mundo dos brejos – o mundo das veredas – o mundo das chapadas – o de por perto – o que não está à vista.
março 3, 2006
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A Companhia Vale do Rio Doce está comemorando grandezas sem paralelo na sua história e na do país. O Pará contribui bastante para esses números recordes. Mas se beneficia pouco dessas realizações. Por quê?
Em cinco anos, entre 2001 e 2005, a Companhia Vale do Rio Doce investiu no Brasil mais de 28 bilhões de reais (o equivalente a 10,5 bilhões de dólares). Nenhuma empresa privada investiu tanto quanto ela nesse período. A escala é progressiva: em 2004 e no ano passado a CVRD foi bicampeã em aplicação de capital particular no país. A terceira conquista sucessiva já está garantida: a empresa pretende chegar a quase R$ 12 bilhões de investimento em 2006, fechando a conta, nos seis anos do novo século, em R$ 40 bilhões. É um recorde histórico.
março 2, 2006
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Adital – Segundo a Pastoral do Migrante, entre as safras 2004/2005 e 2005/2006 morreram 10 cortadores de cana na Região Canavieira de São Paulo. Eram trabalhadores jovens, com idades variando entre 24 e 50 anos; todos eram migrantes, que tinham vindo de outras regiões do país (Norte de Minas, Bahia, Maranhão, Piauí) para o corte de cana. As causa mortis em seus atestados de óbitos são vagas a respeito do que ocasionou verdadeiramente as mortes, os atestados dizem apenas que morreram por parada cardíaca.










