outubro 14, 2005
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A divulgação na grande imprensa da presença de um prédio de 11 andares construído ilegalmente na favela carioca da Rocinha foi o que bastou para trazer à tona, mais uma vez, o debate sobre a remoção de favelas. Vereadores e deputados começaram imediatamente a considerar a possibilidade de levar a população que hoje habita as inúmeras favelas do Rio de Janeiro para outras áreas. As discussões sobre essa prática começaram no início do século passado, e uma política de remoção foi fortemente implantada no Rio de Janeiro na década de 60. As favelas de Cidade de Deus e Vila Kennedy são dois exemplos disso: foram formadas em áreas distantes do Centro da cidade justamente por pessoas removidas de outras áreas e levadas para lá pelo poder público.
Além de esbarrar em entraves materiais, logísticos e políticos, o debate sobre a remoção de favelas toca em dois outros pontos que merecem ser aprofundados: a lógica que legitima essa proposta e a liberdade de escolha de quem mora nas favelas. É sobre isso que conversa com a Rets Jailson de Souza e Silva, coordenador da organização não-governamental Observatório de Favelas e professor da Universidade Federal Fluminense. Segundo ele, a proposta, além de ser uma violência moral, provoca uma discussão ideológica, política e ética. “Afinal”, questiona, “quem é cidadão?”.
outubro 14, 2005
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A irracionalidade do modelo capitalista está conduzindo o planeta a um desastre de proporções incalculáveis. A situação se degrada de maneira tão rápida que evitar o desastre ambiental é tarefa para agora e não para daqui a um século. Advertência é do sociólogo Michael Löwy, autor de “Ecologia e Socialismo”.
Maurício Thuswohl – Carta Maior 12/10/2005










